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Asteróide

Eu sou de outra galáxia
Ou de um asteróide qualquer
Não sei porque ou qual razão
Mandaram-me para este planeta
Talvez para espiar minhas culpas
Ou ser o bode expiatório
De algum mafioso qualquer
Que precisa de um testa de ferro
Para chefiar seus pistoleiros
Ou vender drogas nas ruas
E viciar nossas criancinhas
Ou fazer acerto de contas
Entre as quadrilhas existentes
Brincar de mocinho e bandido
Roubar bancos, ou assaltar velhinhas.
Tirar-lhes o pouco que recebem
E brincar com a desgraça alheia
Roubar a esmola da igreja
Só pra ouvir o padre furioso.
Excomungar-me, e me chamar de pecador.
E perguntar o que faço aqui
O que responder se nem eu sei
Pois não sou deste planeta
Apenas sei que me mandaram pra cá.



 

                                   Volnei R.Braga
Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 19/06/2005
Código do texto: T25949
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
2317 textos (155128 leituras)
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Volnei Rijo Braga