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E AGORA JOSÉ ?

O José Brasileiro da Silva, cultura acima da média, (nos padrões atuais do ensino brasileiro, que horror!), desempregado, altas horas da noite, deitado, o seu pensamento vai até a Grécia, em razão das notícias que apreciou na televisão. Esse País, do Primeiro Mundo, cultura tradicional, berço da Filosofia, integrado ao mercado comum europeu, financeiramente “quebrado”, espremido contra o muro pela Alemanha e seus pares europeus, procura desesperadamente uma solução para o seu martírio, enquanto os demais, Itália, França, Espanha e Portugal, assustados, aguardam a sua vez. A Inglaterra mantém um pé dentro e um pé fora do MEC e ali permanece “dançando” a “Valsa da Expectativa” ou também, ”Às Vezes Sim, Às Vezes Não” como na música do famoso cantor espanhol.

Como se trata da Grécia, o José Brasileiro da Silva lembrou-se da filosofia e a seguir do filósofo Platão, que distinguia o mundo das aparências e o mundo da realidade. O mundo das aparências, como se pode deduzir, é o mundo da fantasia, onde não existem guerras, e nenhum outro tipo de conflito, pois nele, todos amam o próximo (e a mulher do próximo, quando o próximo não estiver próximo) como a si mesmo e todos são honestos e puros como os Anjos, (ah... deve ser no Brasil, pensou o José, um petista roxo como beterraba).

O Brasil, entre outros países subdesenvolvidos, prefere o mundo das aparências, começando por adotar a condição de “País em desenvolvimento”. Ora, todos os países, sem nenhuma exceção, encontram-se, em estado permanente, “em desenvolvimento”, e isto se chama evolução. Mas aqui, no solo tupiniquim, (continuou pensando o José) onde o céu é mais azul, os bosques têm mais flores, e toda a máquina que constitui o governo é composta de intelectuais patriotas, competentes e rigorosamente íntegros, sob a perspectiva ética e moral, é o único lugar onde as aparências se fundem com a realidade, formando o cenário surreal, e isto, sem entrar no mérito da extraordinária competência de gestão pública, que Dilmavez por todas se observa, consolidando um período de doze anos, que serve de exemplo, para que tanto a Grécia, como os demais países europeus em dificuldades financeiras, possam se espelhar, sem narcisismos, e se igualarem ao Brasil, (não sabemos se eles querem) formando um Ocidente mais próspero, mais justo e mais feliz!

Com efeito, o nosso José, o Pensador Tupiniquim, continuou pensando. Nunca antes neste País, ele se pareceu tanto com o Paraíso, onde os estrangeiros, às voltas com a justiça dos seus países, encontram abrigo, amparo e relativa segurança, (podendo ser assaltados pelos bandidos verde-amarelos). Aliás, onde também os nossos bandidos são bem tratados (exceto pelas superlotações e imundície do nosso sistema carcerário). Mas existem exceções, onde os bandidos mais perigosos têm seus escritórios, devidamente aparelhados para continuarem exercendo a sua profissão. Quanto aos “menores infratores” (os que cometem infrações menores, como matar ciclistas, estuprar mulheres em grupos e atirá-las pelas montanhas abaixo, etc.), eles são “apreendidos” respeitosamente, com súplicas de desculpas, e depois de banhos de sais, são vestidos com roupas de grife e encaminhados, carinhosamente, às “escolas de aperfeiçoamento” do crime, para que aprendam Dilmavez por todas, também, a praticarem os crimes com maior eficácia e produtividade, incorporando-se ao crime mais bem organizado, cujo serviço de inteligência, está a cada dia melhor e bem mais aparelhado do que o dos seus adversários, que os combatem tímida e candidamente, fiscalizados pelos patrulheiros da “Soprobantu - Sociedade Protetora dos Bandidos Tupiniquins”, defensores dos direitos dos bandidos. E tem mais, pensou o José (Pensador) Brasileiro da Silva (deve ser parente do Gabriel), o Brasil protege com “unhas e dentes”, também os bandidos tupiniquins que emigram e vão praticar crimes em outros países, rompendo, se for preciso, as relações diplomáticas e sacrificando até os interesses comerciais do Brasil, em defesa dos interesses do tráfico de drogas internacional e da preciosa vida dos nossos bandidos tupiniquins, dignos representantes do Brasil perante a comunidade mundial, dos quais tanto nos orgulhamos.

A noite de insônia é longa e o nosso Pensador continua pensando, indo além das nossas fronteiras, onde vemos o Brasil ajudando, generosamente, os países remanescentes adeptos da FIF – Falida Ideologia do Fracasso, canalizando vultosos recursos financeiros para os mesmos, já que os temos de sobra, não tendo onde investi-los aqui no solo tupiniquim, onde não existem problemas na saúde, educação, segurança, transportes, e nem de infra-estrutura em toda a sua dimensão. Aliás, pensou o Pensador, a única coisa que não vai bem por aqui é o futebol, que depois daqueles 7 a 1 (apesar que a culpa foi do motorista do ônibus da seleção, que conduziu os nossos excelentes, lindos e exóticos jogadores àquele fatídico encontro com os fracos alemães). Mas agora o governo vai organizar a “casa da Irene” (onde o Manuel (Zé Mané) tomou umas tantas e não comeu nada, devido à desorganização reinante na zona brasileira). E tudo vai melhorar... como diz o Martinho da Vila, afinal pouco importa, pois foi dessa grande copa do mundo que nasceram belos e majestosos estádios de futebol, as arenas para os combates entre os gladiadores tupiniquins, no campo e fora do campo (humm obras!), muito mais vistosos do que as instalações dos hospitais públicos, postos de saúde, creches, escolas, muitas vezes debaixo das árvores, transformadas em salas de aulas, para acolher alunos que andaram quilômetros a pé para chegarem até aos professores...

Mas... de repente, (tilim, tilim, tilim) um “despertador invisível” soou nas entranhas do cérebro do José Brasileiro da Silva, o Pensador (parente do Gabriel ou do Prometeu?)... e lá vem a  tal de REALIDADE que se confronta com o surrealismo, confundindo o nosso grande Pensador. O prazo do seguro desemprego acabou e esticaram o intervalo. A bolsa família, mais fiscalizada e atropelada. Já desempregado e o desemprego aumentando e a inflação também. Os preços dos alimentos e dos remédios estão subindo. E a energia elétrica, água, gás, telefone celular, aluguel, dívidas? Já rompe o dia e lá vai o José procurar emprego (fazer o que?). Ele chega ao ponto de ônibus e o vê ardendo em chamas, no qual os “menores infratores” (que são os maiores infratores) atearam fogo, protestando porque a “Friboi” não está servindo bem, as merendas das escolas municipais de São Bernardo do Campo (SP). O José continua esperando outro ônibus que não vem, sentindo muito calor, oriundo do ônibus que continua ardendo nas imediações.  Mas o ônibus não vem... e ele fica sabendo que os motoristas da empresa estão em greve, por falta de segurança nos ônibus. O José desiste, volta para sua casa e liga a televisão, justo a tempo de acompanhar a notícia do policial à paisana, que matou a tiros um motorista e feriu outro motorista, confundindo-os com o verdadeiro assaltante, que acabara de se evadir, após assaltar aquele ônibus. Estão acabando com os ônibus e com os motoristas também, pensou José. Então o José olha pela janela, lá fora aquele frio e a chuvinha caindo, olha para a sua cama, ainda não arrumada, pensa um pouco... e volta a deitar-se para dormir mais um pouquinho. Porém, antes de pegar no sono novamente, ele fica imaginando, como fazer para agüentar até expirar o prazo para o novo seguro desemprego, que somado à bolsa família, ao auxílio reclusão do seu cunhado, mais o auxílio natalidade do seu oitavo filho, recém nascido, mais o auxílio educação do seu filho mais velho, já com nove anos, talvez dê para tocar a vida até lá. Afinal, se for preciso, Cremilda, sua companheira, poderá trabalhar como diarista, ao menos enquanto não nascer outro filho que já está no programa... Enquanto isso, o “gigante entorpecido” segue cambaleando como um bêbado, conduzido pelos semi-alfabetizados vomitando os impropérios imbecis contra as “Zelites”, contra os Estados Unidos, agora também contra a China, com velhos “Chavismos”, inCUBAdos no cérebro, como uma gonoCORÉIA crônica e sem NORTE, pois perderam a bússola, e o “Gigante bêbado”, dopado pela cachaça preferida de Prometeu, segue em ziguezague rumo ao CAOS! Com Hera no comando e Prometeu no Conselho, o Brasil, cheio de promessas, JÁ HERA!

Post Scriptum – Prometeu que fingia ajudar a humanidade primitiva, enganou até Zeus, fazendo com que, convidado para o churrasco, ele acabasse ficando com os ossos.  Irritado, Zeus privou a Humanidade do fogo, mas Prometeu novamente interveio e roubou da churrasqueira, centelhas do fogo divino para os pobres mortais oprimidos, e foi aí que a “vaca foi para o brejo”, pois Zeus enfurecido enviou Pandora para o Brasil, que aqui se disfarçou de Hera, Dilmavez por todas, e se alojou no Olimpo, lá em Brasília, e então, como se observou logo acima, o Brasil já Hera Dilmavez por todas. E o Prometeu sempre “na moita”, continua degustando uma cachaça “da boa” e o seu preferido churrasco, somente com carne da “Friboi”, a única que tem nome... Segundo o Toni Ramos, quem diria! E o Brasil, como um tolo “Free Bullock”, vai pro matadouro, sem acorrentar o Prometeu a um rochedo, para que a águia venha lhe roer o fígado já corroído pela cachaça.
(Hera – esposa de Zeus, deusa do casamento, ciumenta diante da infidelidade constante do marido. Quando Hércules, clandestinamente mamou em seu seio, gotas de leite escorreram pelo céu, formando o turbilhão de estrelas da Via Láctea, o “caminho de leite”. Mas o leite “azedou” quando Hera transferiu o Olimpo para Brasília com o aval de Prometeu, que já havia, em oito anos, contaminado totalmente o terreno pré-olímpico)

(Máxima: É melhor acender a LUZ do que amaldiçoar a ESCURIDÃO.)

Edgar Alexandroni
Enviado por Edgar Alexandroni em 22/08/2015
Código do texto: T5355283
Classificação de conteúdo: seguro


Sobre o autor
Edgar Alexandroni
Santo André - São Paulo - Brasil, 80 anos
232 textos (12236 leituras)
1 e-livros (215 leituras)
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