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QUEM SOU EU? Procure adivinhar antes do final

QUEM SOU EU? - por Olavo Nascimento (16/11/2015
 
Adoro o verão carioca. O sol brilhante e escaldante no dia de hoje, fez com que a linda morena me levasse para a praia. A praia é o meu ambiente preferido, pois é lá que eu apareço para o mundo, para a natureza, sou invejado e me sinto bem livre. E HOJE É ESTE DIA ESPECIAL.

Depois de ficar um longo tempo de inverno escondido e solitário, a minha morena resolveu me procurar por um motivo muito justo: A PRAIA. E pra lá fomos. Saiu de casa comigo bem escondidinho e somente na praia, bem aconchegado e inseparável, resolveu mostrar as minhas cores. Nesse momento imaginei estar na pele de um súdito protegendo a sua rainha, ao caminhar com ela na areia ou se jogando no mar. A morena de mim não se liberta e para onde vai me leva, porque é impossível ficar sem mim diante de um ambiente cheio de gente e bastante concorrido. Ali, naquela praia, é muito difícil ela se exibir sem mim.

Faço parte do seu ser, do seu ego, da sua roupagem e da sua beleza. Estou agora aconchegando o seu colo e recebendo o aroma do seu bronzeador misturado com a areia fina e quente da praia. Consigo escutar o bater ofegante do seu coração, me deliciar com a sua pele macia e sentir mamilos nervosos quase pulando para fora. Que momento maravilhoso!

O seu andar me comprime e quase me sufoca, mas estar tão perto de algo tão desejado por muitos homens, me conforta e me deixa orgulhoso. A minha parte de baixo, molhada e suada, fica ainda mais sensual quando olhares indiscretos não entendem como uma minúscula peça pode proteger e dar charme a curvas tão volumosas. Parece mágica, mas é tudo estética, beleza, sensualidade e veneno da mulher brasileira. Ainda mais quando ela não esconde.

Foi um dia de glórias, mas que, infelizmente, terminou logo. Glórias que só acontecem no verão com praias, porque na igreja e outros lugares mais restritos, só entro encoberto. Sou um amante silencioso que, depois de voltar dos passeios nas praias, sou desprezado, jogado num tanque de roupas sujas, pendurado num varal e jogado numa gaveta até a próxima praia. Que sina!

Mas afinal de contas... QUEM SOU EU?


(EU SOU UM BIQUÍNI COR-DE-ROSA)
 
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POETA OLAVO
Enviado por POETA OLAVO em 17/11/2015
Código do texto: T5451253
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Sobre o autor
POETA OLAVO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 77 anos
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