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Sensual


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Estava frio, quase nevando, eis que a esposa aguarda o retorno de seu companheiro.
Ele trabalha com licitações e em determinados momentos precisa viajar, ficando assim ausente da família por um tempo determinado.
Seu marido estava sempre pontual em suas responsabilidades, afinal de contas precisava dar o exemplo como chefe de família, pagando suas contas em dia e não deixando faltar o sustento em casa.
Tinham  3 filhas, duas gêmeas com 8 anos e uma menina com 3 anos.
Era um família linda, mas a mãe tinha um desejo, ter um menino.
As estratégias foram várias, desde a alimentação energética até uma música romantica de fundo.
Eis o dia do retorno de seu amado do devido trabalho, desta vez demorou 30 dias.
Ela tomou banho com sais em sua banheira já tomada de pétalas de rosa vermelha.
Perfumou-se com o seu melhor perfume.
Fez o melhor jantar a luz de velas. Na mesa um bom vinho, aromático e de sabor esplêndido.
Eis que o telefone toca, ela atende:
-Minha querida o tempo mudou e os vôos foram impedidos, temo que o tempo dê uma reviravolta, portanto decidi adiar meu retorno, por tempo indefinido, já que dependo do clima para me sentir seguro na viagem. Sem mais , beijos do seu e sempre seu grande Amor.
Ela desligou e já nervosa retirou todos os apetrechos, o baby doll, a mesa posta, tomou o vinho sozinha, começou a chorar.
Como que coincidência começou a mudar o tempo de uma hora para outra.
Pensou: Já que ele não vem, não me preocuparei com detalhes, já que está frio colocarei uma meia que não uso a muito tempo. Uma blusa velha que é bem quentinha, é feinha, mas no frio é de serventia. Aquela toca da vovó hoje farei uso pois será conveniente, claro que não a usaria na presença de seu amado, afinal de contas é ridícula.
O Vinho fez efeito, o desejo de dormir foi tão forte que se esparramou no sofá e passou a roncar.
A porta se abriu, ela não percebeu.
Seu amado decidiu enfrentar o mal tempo, afinal de contas a saudade de sua familia era grande e o cheiro de sua musa era constante em sua ausência.
Ele abriu bem devagar. Pensou vou ao sofá, sentado retiro o calçado que está me apertando.  Notou o sofá preenchido, mas encontrou um espaço, sentou-se e retirou o calçado. Logo em seguida retirou suas meias, eis que o aroma de chulé inebriou fortemente toda a casa.
O suor do corpo era forte e precisava de um banho urgentemente.
Começou a despir-se e o aroma não era agradável.
Ele guardou seus óculos, mesmo miope ao extremo precisava retirá-lo.
Antes de ligar o chuveiro levou um susto.
Eis que na porta estava alguém bem colorido, um meião verde, uma blusa rosa de crochê, uma toca roxa e bem cafona.
A sonambula dona da casa estava nada sensual diante dos seus olhos.
Mas ela era linda, amaram-se mesmo ele fedido e ela maltrapilha.
Nove meses se passara, eis quem está prestes a ganhar um bebê... sim a dona Esmeralda levada às pressas por seu marido Astolfo.
Toda a equipe se reuniu para ajudar no parto, parecia de alto risco.
Passados 3 dias difíceis e o parto foi bem sucedido.
Nasceu o herdeiro macho da família, todo orgulhoso o pai fez festa, convidando amigos no bar para dividir sua alegria.
As perguntas de como conseguiu engravidá-la diante de tantas idas e vindas, trabalho estressante com viagens prolongadas?
A resposta era simples: O verdadeiro amor é cego, não vê defeitos, sabe esperar mas gosta de um bom vinho, hehe. (risos).
Eis uma dúvida cruel: qual o nome deveria dar ao jovem recém nascido?
filho de Esmeralda e Astolfo:
a) Astolfo Pinto Junior
b)Esmeraldo Pinto Junior
c)Astoraldo Pinto Junior
d)Esmetolfo
e)Asraldo
f)Estolfo
g)Elfo
h)Araldo
i) Revotado Pinto Junior
j) Temporal Pinto Junior
CIDA MOURA
Enviado por CIDA MOURA em 04/08/2019
Código do texto: T6712418
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
CIDA MOURA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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CIDA MOURA