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Soneto para uma aranha

Eu vi na minha parede uma teia de aranha
E achei aquilo tudo uma coisa muito estranha
Mas paguei pra ver o que ela queria
Porque insetos aqui dentro há tempos não havia

Ela ficou ali paradinha só esperando a presa
E eu fiquei aqui embaixo, protegendo a minha mesa
Achei que ela iria emagrecer e me deu pena
Porque, igual a mim, até os insetos estão de quarentena

Passaram-se muitos dias e nada dela se mover
Achei que finalmente, de cansada, ela decidiu morrer
E aproximei-me então para limpar a teia junto com o seu ser

Ela de tanto esperar por insetos imprudentes
Morreu por falta de alimentos, morreu lentamente
Logo mais uma outra virá e cometerá o mesmo erro, novamente
Paulo Eduardo Cardoso Pereira
Enviado por Paulo Eduardo Cardoso Pereira em 21/06/2020
Reeditado em 25/07/2020
Código do texto: T6983880
Classificação de conteúdo: seguro

Sobre o autor
Paulo Eduardo Cardoso Pereira
Lorena - São Paulo - Brasil
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Paulo Eduardo Cardoso Pereira