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CAMARÃO À BRASILEIRA.

           - 26/11/07 -

 

Na casa da Amada.

 

Neste domingo muito choveu, como eu já disse pela manhã na prosa: “Um Domingo Alado” e, a chuva era tanta que, as nossas palavras eram pronunciadas e saiam molhadas e, antes de serem entendidas e verbalizadas no ar, davam umas sacudidelas como se fossem cachorrinhos molhados.

Encontrei a amada pela manhã toda sorridente e alegre, livre e solta feito uma linda passarinha, que voou para mim totalmente alada e, aos pulinhos, caiu com todo o querer na armadilha dos meus braços o seu verdadeiro ninho.

A amada é assim mesmo, uma moleca crescida e lépida que me receita “Gardenal”, na verdade, é ela que é linda de bela e  gostosamente excepcional.

A chuva nos impediu de empreender passeios bucólicos ou uma pescaria no “pesque e pague”, entretanto, mesmo assim liquefeitos com a chuva  conseguimos almoçar no “Gravatal Internacional”.

Agora vejam do que a amada é capaz e fez:

Para a tarde, estávamos resolvidos a fazer um “Camarão à Brasileira”, uma verdadeira  aventura vespertina e doméstica, porém, quase impossível de ser executada no apartamento da amada.

Sabem o porquê da missão quase impossível?

A Amada é esperta e sabida...

Porque naquela hora ainda no restaurante quando almoçávamos, a amada chama a proprietária sua amiga, foi quando eu a ouvi pedindo para que a amiga providenciasse 2 cebolas de cabeça, 2 tomates, cebolinha  verde e salsinha, é que,  ela lembrou que para fazer o “Camarão à Brasileira”, temperos ela não tinha não.

A Amada sorria de tudo, ela era uma festa em pleno domingo de chuva, mas esqueceu pobre coitada, pois na casa da amada alho até tinha, mas  o sal não tinha não, temperos nem falar, pois esses eram para realçar o sabor do camarão.

O socorro foi dar uma corrida à vizinha  e pedir emprestado o bendito cloreto de sódio, para dar aquele “tchan” no avermelhado crustáceo.

Ela me disse que o gás já tinha mais de ano, e que  talvez nem pegasse o fogo de tão fraco que estava, pois  agora entendam e a perdoem, mas  não se espantem, porque a amada é loira e nórdica.

É verdade, na casa da amada o sal não tinha, mas o  cloreto que tinha era pouco, os temperos também não existiam, mas tão somente aqueles do restaurante da amiga, o gás era pouco, entretanto, carinho e ternura a amada tinha de sobra no seu coração.

Bendito seja aquele camarão!

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 26/11/2007
Reeditado em 04/12/2007
Código do texto: T753740
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira