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Cacófatos

 

Como “Ultima Flor do Lacio”

Nossa língua tem  magia

Mas quem a escreve descuidado

Tropeça em cacofonia

 

Até mesmo o pai do idioma

Camões, em hora mais triste

Escreveu em seu soneto:

Al ma minha  que te partiste

 

Em nosso hino altaneiro

Do Ipiranga, o rio castiço

Houve  um herói  cobrado

E ninguém pensou  nun canisso

 

Destarte meu caro amigo

Não caia em esparrela

Modere a pena  e se cuide

Ao falar a cer  cadela

 

O tabaréu  das bibocas

Sem instrução, o coitado

Ao falar na profissão

Diz  eu sô de  tocá gado

 

Minha sobrinha, em menina

Tinha o sotaque alemão

Perguntei se tinha fome,

Disse: Tio, eu comi já pão

 

Meloso e apaixonado

Diz pra moça o garotão

Meu coração por ti gela

Meus olhos por ti são

 

Mas em matéria de cacó

Fato maior não contesto

É dizer sem pular letras:

Este é um  político honesto

 
.........................................

 
Língua nossa
Língua minha
Que permite essa troça
E pular amarelinha
             (HLuna)

..............................

Lingua em pá, mirabolante
Que ateste minha trovinha
Haja "cacó" fato, atente
Pra mais de mil piadinhas
(Ana Maia Grazzaneo)

 

.........................

 

 



Vinícius Lena
Enviado por Vinícius Lena em 30/11/2007
Reeditado em 10/03/2008
Código do texto: T759851
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Sobre o autor
Vinícius Lena
Barreiras - Bahia - Brasil, 87 anos
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