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A FORMIGA BARRIGUDA

CERTO DIA, AO MEIO DIA,
D. FORMIGA, QUE ERA ESGANADA,
FICOU COM UMA FOME DANADA.

D. FORMIGA! VÊ SE TE MANCA!
ESSA FOLHA É MUITO GRANDE
PARA O SEU TAMANHO.

CARREGÁ-LA NAS COSTAS É IMPOSSÍVEL,
MAS, D. FORMIGA QUE NÃO SE CANSA,
CORRE AO ENCONTRO DA TURMA.

UMA, DUAS, TRÊS.
TODAS DE UMA SÓ VEZ.
LEVARAM A IMENSA FOLHA PARA O FORMIGUEIRO
E FIZERAM UMA FESTA.

NO DIA SEGUINTE,
MUITO BARRIGUDA,
D. FORMIGA ACORDOU.

SE OLHOU NO ESPELHO,
VAIDOSA COMO ERA,
LEVOU UM BAITA SUSTO;
QUE BARRIGA ERA AQUELA?

TOMOU LOGO UM PURGANTE,
QUE HORROR!!!
MAS NUM INSTANTE,
VOLTOU A FICAR ELEGANTE.

E APRENDEU...

QUE A UNIÃO TUDO CONSEGUE,
ENTRETANTO, NÃO SE DEVE,
SER ESGANADA DEMAIS.

E, EM FESTA NO FORMIGUEIRO
NUNCA COMER COM EXAGEIRO,
SENÃO... VAI PARAR NO HOSPITAL.
Vera Ribeiro Guedes
Enviado por Vera Ribeiro Guedes em 29/06/2005
Código do texto: T29067


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Sobre a autora
Vera Ribeiro Guedes
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 58 anos
131 textos (62822 leituras)
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Vera Ribeiro Guedes