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A ponte do Papai Noel

A ponte do Papai Noel

      Marlene B. Cerviglieri


Recostada na poltrona quase que deitada nela, eu via lá em cima o céu.
Azul e cheios de nuvens.
Foi quando me chamou a atenção o risco branco muito bem delineado, cortando o espaço.
Fixei mais meu olhar e então vi de onde partia.
E assim começou esta historia.
Saia o comprido risco como uma estrada, do peito de um dragão!
Era como se ele estivesse botando fogo através do peito aberto.
Na outra ponta o risco se perdia numa porta muito grande igual a dos castelos.
O que seria aquilo?
De olhos fechados ia imaginando o que haveria atrás daquele portão tão grande.
O risco era sem duvida uma ponte! E esta levava para dentro do portão.
Procurei ficar bem quietinha e devagarzinho fui me levantando e voando até o grande portão...
Cheguei e delicadamente dei uma empurradinha na porta.
Não abriu e percebi que era bem pesada mesmo.
O que haveria por trás me perguntava.
Foi quando vi um pequenino gnomo todo de vermelho, empurrando uma carriola, tocar num botão e pronto...
O portão se abriu!
Que maravilha pensei, vou fazer o mesmo.
E assim entrei.
Que lugar esplendoroso, lindo demais...
Tinha cheiro de chocolate de coisa nova.
As prateleiras eram todas de vidro, repletas de brinquedos.
Cada estante tinha um tipo.
Eram carrinhos, bonecas  heróis, vídeos brinquedos de pelúcia corda e pilha, alem das gavetas repletas de guloseimas.
Andei bastante e já estava ficando cansada quando avistei um salão enorme todo cheio de bicicletas e motocicletas elétricas.
Aquilo era a  loja mais linda que já tinha visto em minha vida.
Depois de percorrer quase tudo, vi uma sala não muito grande, e curiosa fui até lá.
Parecia um escritório, repleto de envelopes, e papéis.
Lá estava sentado o Papai Noel tão atarefado que nem me viu.
Lia as cartas depois via uma tela grande e lá aparecia quem enviara a cartinha.
Ah disse ele:
Quer ganhar tudo isto, mas não foi um bom menino.
Que fazer com ele?
Disse isto e colocou a cartinha de lado.
E assim ia trabalhando um monte de pedidos.
Foi então que me dei conta que havia encontrado a loja do Papai Noel
E então existia mesmo?
E ele via tudo de errado que fazíamos também...
De repente acordei com todos os enfeites da arvore de natal nas poltronas, prontos para serem montados.
Ainda fui até a janela para espiar o céu e ver se a ponte estava lá.
Não havia mais nada!
Mas vi, garanto que sim a ponte no céu!

mbc


Marlene Cerviglieri
Enviado por Marlene Cerviglieri em 29/11/2007
Código do texto: T757541
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Sobre a autora
Marlene Cerviglieri
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil
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Marlene Cerviglieri