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AMOR E DEPRESSÃO

O que seria uma meia lua? disforme, meia luz, lacrimosa, insone..., um cravo sem petalas, rosa sem perfume? Uma história sem fim sobre algum fim trágico? Isso sim, quem sabe um sonho guardado, aquela maquete imaginada, cada ponto em seu devido lugar, um projeto perfeito e tão bem acabado,  produzido na  incerteza de um desenhista bêbado. Uma lua para os poetas (meia só não basta) e a luz que ilumina o cravo despetalado, escondendo-se pelas pilastras de conspirações vãs . Ah, a dor dos apaixonados, olham a lua por entre as nuvens e a enxergam em sua plenitude, um começo sem fim, tanto quanto um coração transplantado, que renasce num corpo já doente pelo próprio evoluir da vida.  Vai um amor e  recupera-se, mentaneamente outro, até que a morte os una novamente. Tanto fez Drumond que a vida deu cabo dele. Restam suas poesias, que garanto, não as teriam escrito, se recebesse a promessa divina de mais um trezentos anos de vida,fazendo outra coisa, jogando bilhar por exemplo. Melhor mesmo é dormir é acordar morto, esquecido... Afinal, o que valem mesmo são as lembranças. Mas sempre quis lembrar sobre um ponto amigo. Nada, morrer assim, tão solitária em meio a tantos gritos desconexos. Morrer assim, apenas acabar sem fim.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 25/01/2019
Reeditado em 27/04/2019
Código do texto: T6559504
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 61 anos
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Jose Carlos Cavalcante