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YARA, A PRINCESA SEM COR... PRÊMIO CORUJA DE ATHENA -FURB

UMA HISTÓRIA INSPIRADA NA LOJA DE UMA VIZINHA MINHA. DE OUTRO BAIRRO.
#espero que gostem.
#NuncaJulgueUmLivroPelaCapa.
#semPreConceito


Em Manaus, havia uma mulher que se chamava Tupinambara

                   bara era uma cabocla bonita morena, das coxas grossas e
de seios fartos e nadegas fartas. Tupinambara tinha os cabelos lisos,
era morena com o olhos castanhos, claros de índia.
Ela trabalhava no porto das balsas, vendendo seus artesanatos e
banana chips, Tupinambara era apaixonada por Tupã, um Motorista
de Balsas daquela região, homem jovem musculoso. Cabelos
cacheados, e olhar de índio.
Tupinambara e Tupã cresceram juntos a margem do Rio Negro e
Solimões.
Algum tempo depois trabalhando juntos os dois se apaixonaram
perdidamente....
Se casaram e tiveram uma filha, uma filha chamada Yara. Mas
quando Yara nasceu, ela nasceu com cílios louros e loura, e seus
olhos verdes sua pele era tão branca mais tão branca, que os
colegas de Yara, pela maioria serem descendentes de índios na
escola Aldeia do Conhecimento, faziam Bullyng com Yara,
chamando Yara de A menina sem cor.
Preocupados os Pais de Yara, por serem morenos cor de jambo,
levaram Yara até a sua Aldeia, a Aldeia dos Sahu-Apé, para
conversarem com o Pajé Kauê, quando todos olharam Yara,
olharam Yara com um olhar estranho, porém eles achavam que
Yara era uma estrela enviada dos céus como curandeira para curar
as outras crianças que nasciam com algum tipo de problema.
E resolveram cuidar de Yara por uns tempos, mas antes de Yara se
esconder dentro da Aldeia dos Sahu-Apé, Yara teve que voltar pra
cidade e ir ver um médico marcado em Manaus, pra saber os
porquês do seu tom de pele ardia tanto ao ver ao luz do sol, e dos
seus olhos terem tanta sensibilidade a luz, já que seus pais eram
morenos, depois de muito pesquisarem e levar Yara em vários
médicos, seus pais Tupã e Tupinambara descobriram que talvez
Yara não conseguisse ter uma vida muito comum, porquê
descobriram que Yara tinha uma doença muito rara a qual lhe
tornava Albina.
Yara, passou por várias dificuldades, como ter que usar roupas
quentes no sol quente para poder estudar. Yara foi modificada de
escola devido ao bullyng, que seus colegas cometiam com ela. E

quando chegou o momento de Yara partir pra outra escola... seus
colegas gritavam “tchau menina sem cor”.
Yara em todas as suas férias escolares voltava pra sua tribo, a tribo
dos Sahu-Apé, porquê no fundo, no fundo Yara era uma pessoa
boa, e adorava cuidar dos bebês de sua tribo. Ela rezava com muita
fé em sua língua , pedindo aos deuses, que curassem aquelas
crianças, para que elas não fossem sacrificadas.
10 anos de estudos se passaram , e Yara depois de muito estudar...
chegou a faculdade de medicina UFAM(Universidade Federal do
Amazonas) , se tornando a primeira índia albina... a entrar na
faculdade de medicina aos 14 anos de idade. Tupã e Tupinambara
estavam orgulhosos de sua única filha, é claro, pois sabiam que a
missão de Yara se tornar curandeira, iria se concretizar, aos 21 anos
Yara se formou como a mais jovem médica dermatologista.
Yara saía pela missões da OMS (Organização Mundial Da Saúde)
ajudando crianças que tinham as mesmas dificuldades que ela.
Mas alguns anos depois de tanto ajudar as pessoas ela chegou em
um local diferente...
Num castelo pra ajudar uma garotinha que estava muito doente...
Seu nome era Clara, e sua pele estava manchada do sol, e além de
Clara saber que era albina descobriu que ela também tinha vitiligo.
Yara cuidou da menina, mas o que havia de tão diferente nesse
castelo?
Os empregados, os mordomos e os cozinheiros, eram todos albinos.
Não era preconceito dos donos da casa não... foi uma coincidência.
Onde todas as pessoas daquela região , nasceram albinas.
Yara então sentiu-se confortável finalmente naquele lugar, a
sensação que Yara tinha, era de que finalmente ela tivesse
encontrado sua verdadeira tribo.
Quando Yara voltou para Manaus, contou tudo o que viveu ao seus
pais com os olhos marejados e alegres...dizendo pai, mãe quero a
benção de vocês para morar lá.
Seus pais levaram Yara, uma última vez para Yara curar as crianças
com reza na tribo dos Sahu-Apé, e o Pajé Abençoou que Yara fosse
para essa ilha, longicua chamada “Ilha dos Loiros”.

Mas algum tempo depois vivendo naquela ilha, Yara descobriu que
a maioria daquele povoado na verdade eram os primeiros
Descedentes da tribo Sahu-Apé.
E finalmente descobriu porquê ela era loira, dentro da tribo dos
Sahu-Apé, Yara trabalhou muito, enviava os melhores presentes
para dar para seus pais, e a cada dois anos ia visita-los, Yara
continuou sua missão pela OMS.
E nessas missões conheceu um outro médico de sua idade, que se
chamava
Kaique, Kaique também era vindo de uma aldeia lá do interior do
Amazonas.
Os dois se apaixonaram voltavam a cada 2 anos para ver seus pais.
E tiveram um casal de gêmios bivitelinos, por causa da
miscigenação de Yara e Kaique, um nasceu com a cor de Yara
Albino, e o outra nasceu Negra, igual Kaique.
Os pais de Yara conheceram Kaique e os gêmios, depois de algum
tempo porquê Kaique Yara viviam fazendo viagens pela OMS.
Mas quando Yara descobriu que fazia parte daquela Ilha Ilha dos
Loiros, ela descobriu que sua tataravó era uma princesa, e que cada
criança que nascia Albina, na verdade eram príncipes e princesas
perdidos.
Yara depois de muito viajarem decidiram Morar na Ilha dos Loiros.
Os pais de Clara faleceram pouco tempo depois de um ataque
cardíaco e uma hipertensão então Yara e Kaique voltaram a Ilha
dos Loiros, para pedir permissão aos que cuidavam da garota linda
de 4 anos que pudessem adota-la.
A avó de Clara já estava muito idosa
E mal podia de cuidar de si mesma. Então os três conversaram
muito e durante muito tempo...
Clara vendo as dificuldades de sua avó, pediu a benção para ir com
os médicos, e Maria a avó de Clara a abençoou, sempre Kaique e
Yara deixavam a menina ir visitar a avó já que eles moravam
próximo dentro dadentro da Ilha dos Loiros, e quando finalmente
conseguiram adotar Clara, eles enviaram fotos para seus pais
através de Whatsaap ou ligavam e enviavam fotos pra saber como estavam os netos de
Tupã e Tupinambara.
E mesmo os 5 visitando sempre seus pais, viveram felizes para sempre.Moral da História: Não devemos nunca julgar pela aparência , ou
pela cor de uma Pessoa, as crianças albinas são uma parte rara da
sociedade, e muitas vezes são discriminadas pelo seu tom de pele.

E ainda não existe no mundo do conto de fadas. Uma Princesa Albina.
RAQUEL FREITAS SILVA
Enviado por RAQUEL FREITAS SILVA em 23/10/2019
Código do texto: T6777366
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Sobre a autora
RAQUEL FREITAS SILVA
Manaus - Amazonas - Brasil, 30 anos
216 textos (10154 leituras)
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RAQUEL FREITAS SILVA