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A Cidade dos Corvos - É Hora de Investigar

Medusa esta furiosa, eu posso ver, eu posso sentir, ela está tremendo de raiva,bebendo o vinho e curtindo o seu banquete,ela foi desafiada por um garoto de 12 anos,que no caso, é muito esperto por sinal. Medusa não  compreende de onde vem tanta afronta, mas eu apenas falei aquilo que tinha dentro do meu coração. Tudo estava me parecendo uma grande farsa, até que, Medusa levanta da mesa, e sorrindo falsamente ela diz:



-Meus caros amigos, chega de enrolação, presumo que muitos de vocês não compreendem a real intenção dessa reunião, lógico que a presença de Tom aqui não é em vão, gostaria de agradece-los pelo grande trabalho que está sendo efetuado, muitas almas tem sido presas e controladas e recebem os seus devidos lugares. Ao contrário do que dizem, eu quero dizer que, não tenho sede de poder, porque poder eu já tenho, mas eu tenho sede da justiça, muitas almas vêem até mim morrendo e suplicando para poder viver novamente,mas só porque cometeram um delito são jogadas no Lago Eterno,e são completamente esquecidas. E digam meus amigos, isso é justo?! Isso é justiça?! Não…..acredito que não. Continuarei castigando e massacrando aqueles que não merecem viver, aqueles mentirosos, traiçoeiros, e que, só porque não mataram ninguém merecem estar em um bom lugar. - Medusa dá uma gargalhada- e sinceramente, quando morrem eu posso ver a maldade encruada em casa pedacinho da alma delas, elas não são boas, não são doces e merecedoras porque elas mentem, elas traem, elas sufocam, elas são enganadoras, e o meu trabalho é garantir que isso não aconteca, que cada uma delas paguem o seu castigo. E eu acredito que um de vocês estejam se perguntando: "O que você ganha com isso?.", E eu te mostro…… -Medusa então pega em sua bolsa preta em cima da mesa, e mostra um pedacinhos de pedra brilhante - Eu recebo isso aqui de recompensa. Eu pego aquilo que elas mais tem de precioso, eu pego para mim. E eles?!.....ora só, eles vão para o lugar que verdadeiramente merecem, para o Mar do Esquecimento. Essa é a minha recompensa, tomar a vida de cada uma delas, e mostrar que, quem manda aqui sou eu! E que a justiça foi feita da forma correta, sem piedafr sem amor,sem dó. -falou ela com o pulmão cheio de ar e todos na mesa batem palmas.



Foi inevitável, não consegui segurar, quando vi eu estava dando risada e olhando para ela, Medusa me olha com um olhar feroz, e então, diz:



-Do que está rindo seu pirralho? - vociferou ela.



-Eu cheguei aqui…….na esperança de encontrar uma vilã…...e tudo que eu encontro…...é uma metida a besta que só é capaz de ter alguma coisa que seja roubada! - eu gargalhei - Você é patética!.....e eu pensando que, sería mais difícil. Medusa a Sra é uma patética! - dei risada.



Medusa furiosa vai até mim, e com as suas mãos agarra no meu pescoço e me ergue e com a outra, ela levanta os dedos e os estrala, o ar para de correr, as vozes cessam, e todos paralisam, apenas eu e a Medusa estávamos respirando, pareciam que todos estavam bancando de estátua e então,com a mão agarrada no meu pescoço, ela me aproxima dela e diz:



-Da próxima vez que me desafiar na frente dos meus, eu arranco a sua cabeça com apenas um só  golpe. E faço cada um desse baquete beber o seu sangue no lugar de vinho. -falou ela vociferando.



-Se…..fizer…..isso…...eu…...volto…..e….acabo….com…..a…..su…..a…...raça! -falei gospindo no rosto dela.



Medusa me solta e me larga no chão e então ela estrala os dedos, e tudo volta ao normal, eu estava sentado, no mesmo lugar de sempre, mas a sensação era de que, realmente alguém havia me esganado. Medusa limpou a garganta e continua:



-Bom, agradeço a todos pela visita ilustre,foi um prazer tê-los aqui essa noite. E bom retorno. - ela ergueu a taça de vinho e todos ergueram também.



Todos levantaram da mesa, e Medusa foi sentar no colo de Lúcifer, que bizarro, a Medusa sentando no colo do capiroto, e eu estava louco para me retirar daquele banquete maluco, porém, ao descer as escadas, vi que Medusa e Lúcifer não desceram junto com os outros, e aquilo me chamou atenção e eu retornei lentamente subindo as escadas, as portas estavam abertas, e ouvi apenas a voz de Medusa e Lucifer do outro lado:



-Tem certeza que você quer fazer isso mesmo Med? - peguntou o lúcifer com sua voz rasgada e medonha.



-Tenho..  aquele moleque vai se arrepender por ter me afrontado na frente de todos hoje. - falou ela com voz brava.



-Porque não o matou? - perguntou luficer.



-Você não sabe?! - falou Medusa com a voz baixa.



-Não sei…..o que?! - falou Lúcifer perdido.



-Aquele moleque não morre facilmente, ele te uma profecia que o mate, já foi difícil matar o pai dele imagina ele?!.....matar um porta-voz não é para qualquer um, exige muito de mim. E também,antes de mata-lo quero que ela veja o quanto sou capaz, ele me submestima. Preciso pegar aquela profecia e destrui-a! - falou ela com uma voz baixa.



-Mas eu sei o quanto você é poderosa, e ainda vai tirar da cabeça da sua irmã bastarda aquela posição, eu tenho certeza! E destruirá a profecia,você vai ver…... você vai ver. - falou Lúcifer beijando Medusa.



E foi a cena mais nojenta que eu já vi em toda a minha vida.



-Não devia estar ouvindo a conversa dos outros! - falou uma voz feminina atrás de mim e eu levei o maior susto.



Era a empregada.



-Puts! Mulher não faz isso comigo! - falei suspirando.



-Ouviu isso?! - falou Medusa intrigada.



-O que meu amor?! -falou Lúcifer perdido.



-Tem alguém atrás da porta…...aaaargh!....se eu pego esse moleque! - falou medusa vindo para a porta, eu podia sentir os seus passos se aproximando.



Medusa abriu a porta, e a empregada estava com a mão levantada pronta para bater e quando Medusa abriu a empregada fez uma referência e Medusa falou meia desapontada:



-Ah…..é só você!...o que faz aqui?! - perguntou Medusa.



-Eu….vim…..tirar o banquete minha Senhora. -falou a empregada calma.



-Sozinha?! Cadê o outro?! - perguntou Medusa desconfiada.



-Ele está chegando….está na cozinha. - falou a empregada.



-Ah…..entre! - falou Medusa e a empregada entrou no aposento e as portas se fecharam.



E eu estava escondido, atrás de um vaso de plantas, suspirei aliviado pelo tremendo livramento, e corri para o meu quarto o quanto antes. Depois do banho, deitado na minha cama, comecei a pensar o porquê ninguém ter me contado sobre a tal profecia, e me questionei onde que ela poderia estar. O que eu iria fazer?! Onde procurar?!

 Acordado, sem sono, e com uma tremenda vontade de voltar para casa, eu levantei e decidi fazer uma coisa louca, eu iria investigar mais o que tinha no quarto de Medusa, certamente, lá haveria mais respostas e mais coisas que eu não sabia. Desci as escadas, e cheguei na porta do quarto de Medusa, dava para reconhecer por causa da placa enorme dourada dizendo que era ali o seu quarto, empurrei a porta e ela rangeu fraquinho. Eu suspirei e entrei, fechando ela por trás de mim.
Thatty Santos
Enviado por Thatty Santos em 10/01/2020
Código do texto: T6838897
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Sobre a autora
Thatty Santos
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 21 anos
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