Caaporã

Filhos da devassada raça,

Em traços, alma e carne puros,

Teus curumins quisera ver.

Tens na face

Espelhado o meu passado,

O agora fere o arco,

A mata esconde o teu poder.

Nas águas paradas

Dos igarapés,

Bailam as plumas

Do amor,

Tintas revelam

Alegria e dor.

Na pele,

A força de outros dias.

Jota Garcia
Enviado por Jota Garcia em 03/11/2014
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