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Nem Sangue Nem Areia

Nem sangue nem areia hoje corre nas minhas veias
E o que corre é só saudade dos antigos bares da cidade
E o que corre hoje é só saudade dos antigos bares da nossa cidade
Bala de hortelã eu trazia no bolso, e um trocado para a condução
Não tinha carango eu pegava o busão, talvez um táxi ou talvez um avião
Um beijo roubado no sábado era sagrado, baile da vitrola, baile do harém
Cinema pipoca, bar dos namorados, praça do barulho, largo do amém
Estação da luz na domingueira sempre tinha alguém
Alugava roupa eu comprei um conga, só tomava coca para impressionar
Blusa da adidas, drops camomila pra manter a calma e não atropelar
Pra brincar o baile a noite inteira e não vacilar
Olluapê Pôba
Enviado por Olluapê Pôba em 13/01/2018
Reeditado em 13/01/2018
Código do texto: T6225043
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Olluapê Pôba
Campinas - São Paulo - Brasil, 36 anos
286 textos (3302 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/07/18 17:39)
Olluapê Pôba