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Mar de Palavras

É preciso cair, meu bem, para aprender a levantar
Você sabe disso tão bem, porque ousa me machucar?
Não diga palavras que não me ferem
Não diga nenhuma afinal
Guarde as suas para aqueles que a querem
Como uma propaganda promocional

Você sabe que éticas e slogans são pertinentes
Porém sou um capitão do meu próprio navio
Então não diga para aqueles que as sentem
Isso será um desperdício

E meu bem, se afogue
Nesse seu mar de palavras
Ancore o que não pode te acolher
Pois na vida aquele que te acolhe
Sofre por você jamais o acolher

É preciso afundar, meu bem, para ver a superfície
Você sabe disso tão bem, porque nunca me disse?
Mas não diga mais nenhuma palavra para mim
Não as diga afinal
Guarde a sentença do oceano sem fim
Que te trará o seu juízo final

Você sabe que etiquetas é o seu melhor argumento
Mas meu bem, sou um capitão de meu próprio mar
Então não diga palavras com sentimento
Pra ninguém se machucar

E meu bem, se afogue
Nesse seu mar de palavras
Ancore o que não pode te acolher
Pois na vida aquele que te acolhe
Sofre por você jamais o acolher

Meu bem, desse mar de palavras
Eu sei como nadar
Tenho um oceano em casa para sempre praticar

Vê se você se afoga
Naquilo que te sufoca em silêncio
Não jogue fora as palavras que tenham sentimento
Pois quando perceber
O quanto imerso você estará
Diga pra mim o que pode ver
Do fundo desse mar
Maycon Batestin
Enviado por Maycon Batestin em 25/08/2007
Reeditado em 25/08/2007
Código do texto: T623489
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Maycon Batestin
São Paulo - São Paulo - Brasil, 33 anos
2645 textos (108271 leituras)
3 e-livros (207 leituras)
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