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Quem Pode Ser Considerado Falante Nativo de Inglês? Os Novos Ingleses
 
O que é um falante nativo de inglês?
 
Define-se falante nativo como alguém que aprendeu uma língua (ou idioma) como parte de seu desenvolvimento infantil.
 
Para muitos estudiosos e pesquisadores, o termo falante nativo é um mito, e nem sempre nascer em um país qualificará alguém como falante nativo. Para os que defendem a ideia de que o nascimento é fator chave para determinar se alguém é falante nativo ou não de inglês, a The American National Corpus (ANC) estabeleceu o seguinte critério:
 
Uma falante nativo de inglês é:
 
1. Alguém que nasceu nos Estados Unidos e morou lá por toda a vida;
 
2. Alguém que nasceu em outro país, mas que veio para os Estados Unidos com a idade de 5 ou 6 anos, e então mora lá desde então;
 
3. Alguém que falou uma língua estrangeira (não o inglês) em casa, mas que estuda e mora nos Estados Unidos durante toda  sua vida;
 
4. Alguém que nasceu em outro pais, mas pelos menos um de seus pais fala inglês americano com ele em casa (e um de seus pais não fala inglês) e então passou a vida adulta nos Estados Unidos;
 
5. Alguém que nasceu em um país que não fala inglês, mas mudou-se para os Estados Unidos antes da adolescência e vive lá desde então;
 
6. Alguém que nasceu e vive em um país que não fala inglês a maior parte da sua vida, mas ambos seus pais são falantes nativos de inglês americano e o inglês era o idioma usado em casa. (Leia mais sobre isto abrindo este link:
http://www.anc.org/contribute/texts/native-speaker/)

De acordo com The American National Corpus (ANC) se a pessoa não preencher as qualificações acima não pode ser considerada falante nativo de inglês. Para a The American National Corpus (ANC), alguém não pode ser considerado falante nativo de inglês se ele não passou grande parte da sua vida em outro país da língua ou não fala o inglês americano antes da idade adulta.

Contudo, há linguistas e pesquisadores (americanos, britânicos, canadenses e de outras nacionalidades)  formados na área da linguística aplicada e bilinguismo que discordam da classificação da The American National Corpus (ANC) e consideram a ideia de natividade como de menos importância para definir se alguém se classifica como falante nativo de inglês ou não, e que tal classificação baseia-se em ideias preconceituosas, etnocêntricas e imperialistas. Um dos linguista e pesquisadores que discordam da ideia de que “nascer” e “morar” desde 5 ou 6 anos de idade nos Estados Unidos é fator determinante para ser considerado falante nativo de inglês é o professor e pesquisador húngaro Peter Medgyes, que em seu livro explica o seguinte:

Um falante nativo de inglês é tradicionalmente definido como alguém que fala inglês como sua língua nativa, também chamado de língua materna, primeira língua ou língua nativa. A próxima pergunta que vem à mente é: o que qualifica alguém como falante nativo? Entre os critérios para ser definido como “falante nativo”, o mais citado e à primeira vista mais simples é o nascimento. (Davies 1991). Isto é, um falante nativo de inglês é um indivíduo que nasceu em um país de língua inglesa. O problema disso é que o nascimento nem sempre determina a identidade linguística. O que dizer de Christine, por exemplo, que nasceu nos Estados Unidos, mas mudou-se para a Austrália na idade de um ano, depois de ter sido adotada por pais australianos? Como ela nunca aprendeu a falar inglês, seria estranho defini-la como falante nativo de inglês. Ou por exemplo Kevin, nascido nos Estados Unidos, foi morar no Togo com sua família quando tinha quatro anos e, posteriormente, frequentou uma escola francesa. Ele é um falante nativo de inglês ou francês — ou ambos, ou nenhum dos dois? Se não é o nascimento, será que é a infância que apoia a natividade? Mas qual é o alcance na vida adulta? Onde começa e onde acaba? Leia mais sobre este assunto abrindo estes links: http://teachesl.pbworks.com/f/When%2Bthe%2Bteacher%2Bis%2Ba%2Bnon-native%2Bspeaker.PDF ou https://www.researchgate.net/publication/292295859_When_the_teacher_is_a_non-native_speaker).
 
Não é só o professor e pesquisador Peter Medgyes que explica que o nascimento não é fator determinante para definir a identidade linguística [sentimento em que a pessoa se identifica com o grupo a qual ela pertence e da qual ela fala a mesma língua]. A professora e ilustre acadêmica do Departamento de Linguagem e Alfabetização, da University of British Columbia, Canadá, Bonny Norton defende que o inglês “pertence a todos o que o falam, independentemente que sejam falantes nativos ou não”. Conforme disse o sociólogo francês Pierre Bourdieu, “assim como, no nível das relações entre os grupos, uma língua vale o que vale a pena para aqueles que falam, também no nível das interações entre os indivíduos, a fala deve sempre uma parte importante de seu valor ao valor da pessoa que a utiliza.” (Bourdieu, 1977, p. 652) Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.2307/3587831

O linguista Alan Davies em seu livro The Native Speaker — Myth and Reality (em Português: O Falante Nativo — Mito e Realidade) explica quem pode ser considerado falante nativo:
 
"A child may be a native speaker of more than one language as long as the acquisition starts early."
 
Traduzindo, “Uma criança pode ser falante nativo de mais de um idioma desde que o processo de aquisição comece cedo.” (Alan Davies, The Native Speaker, Multilingual Matters, Clevedon, 2003 pp 237) De acordo com suas pesquisas é possível sim (embora raro) uma pessoa ter mais de uma língua materna, o que significa também que crianças que falam duas línguas maternas podem assumir duplas identidades. (Leia mais sobre este assunto abrindo este link:
https://www.academia.edu/5964386/Alan_Davies_The_Native_Speaker_Myth_and_Reality_Multilingual_Matters_Clevedon_2003_237_pp)

Assim, o termo falante nativo de inglês tradicionalmente usado para determinar se alguém se classifica como nativo ou não se tornar obsoleto visto que há muitas pessoas que falam duas línguas maternas. Por exemplos, países como Canadá onde o inglês e francês são oficialmente falado pela maioria. Também em algumas regiões do Brasil, há os talians (nos municípios Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Roma do Sul e Serafina Corrêa, no Rio Grande do Sul), os descendentes de alemães no município de Pomerode (Santa Catarina), os pomeranos (nos municípios de Domingos Martins, Laranja da Terra, Pancas, Santa Maria de Jetibá e Vila Pavão no Espírito Santo) e no município de Cangaçu (no Rio Grande do Sul), os Hunsriqueano riograndenses nos municípios de Antônio Carlos (Santa Catarina) e Santa Maria do Herval (Rio Grande do Sul) bem como grupos indígenas que falam guarani  (no município de Tacuru (Mato Grosso do Sul), nheengatu  (no município de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas), tucano e baníua, isto é, têm suas línguas maternas em adição ao português. Na África do Sul são 11 línguas oficiais, e a maior parte da população da África do Sul falam duas ou mais línguas maternas.
 
Surge uma pergunta: É possível uma pessoa que não fala inglês se torne um falante nativo de inglês ou quase nativo em inglês sem nunca ter morado nos Estados Unidos ou país de língua inglesa?
 
Para o linguista sueco Steve Kaufmann, existe sim a possibilidade de um falante não nativo de inglês se tornar falante nativo de inglês. (Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://blog.thelinguist.com/speak-like-a-native-speakerPorém ele explica que a fluência não é o mesmo que falar como um nativo. Um falante nativo possui habilidade natural de se comunicar e interagir com outro, e ele faz isso subconscientemente, sem ter que pensar em que vai dizer, já a pessoa dita fluente em outra língua precisa pensar primeiro para depois falar, ou seja, ela faz isso automaticamente.
 
Entretanto, o linguista Alan Davies descobriu que falar como uma nativo de inglês está associado a idade cognitiva da criança, isto é, desde cedo a criança não nativa é exposta naturalmente ao inglês podendo assimila-lo como língua materna. Quando a criança completar 12 ou 14 anos terá problemas para assimilar uma língua estrangeira ao nível de língua materna. (Lei mais sobre este assunto abrindo este link: https://www.sk.com.br/sk-monol.html) E existe alguma possiblidade de alguém falar inglês como um nativo mesmo morando no Brasil? A resposta a esta pergunta é sim. Dependerá muita da pessoa e da exposição que ela tem com o inglês. (Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://www.sk.com.br/sk-oque.html) O professor de línguas Ricardo Schütz recomenda para os autodidatas que não têm condições financeiras para morar e trabalhar em um país de língua inglesa que se dediquem à prática de escutar músicas, ouvir gravações, assistir filmes, e à leitura de textos, tudo em inglês e que fazer isto pode ajudá-lo a assimilar o inglês de forma intuitiva (lembrando-se que a idade é essencial). Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://www.sk.com.br/sk-oque.html).
 
Portanto, o falante nativo de inglês não necessariamente têm conhecimento de todas as regras gramaticais da língua, mas têm boa "intuição" das regras por meio de sua experiência com a língua. Se você pergunta um falante nativo de inglês se ele sabe o que é o present perfect, verbos auxiliares ou verbos frásicos certamente dirá que não tem a menor ideia do que possam ser, embora saibam usá-los intuitivamente. Assim, entende-se para ser qualificado como falante nativo de inglês, o indivíduo precisa falá-lo intuitivamente, e não automaticamente, como se estive no piloto automático.
 
O professor H. H. Stern em seu livro Fundamental Concepts of Language Teaching explica que o falante nativo de inglês possui (1) conhecimento subconsciente das regras, (2) compreensão intuitiva de significados, (3) habilidade de se comunicar dentro de contextos sociais, (4) amplas competências linguísticas, e (5) criatividade no uso da língua. (Stern 1983) Levando em consideração estes critérios qualificativos para determinar o falante nativo de inglês, pode-se dizer que uma pessoa que é não é falante nativa de inglês possa desenvolver tais habilidades e se ajustar no perfil de falante nativo de inglês,  mas apenas se ela adquirir um controle intuitivo da língua inglesa, como por exemplo, falar, entender, ler e escrever em inglês intuitivamente. Leia mais sobre o assunto abrindo este link: http://www.viviancook.uk/Writings/Papers/NS1999.htm

Se a infância é um fator determinante para se definir alguém como falante nativo, quando ela terminar? Para os psicolinguistas o período da infância vai desde o nascimento até os onze anos, período ideal para as crianças assimilarem outra língua.

O linguista Noam Chomsky afirma que ‘cada pessoa é um falante nativo de estados de uma língua particular que cresce em seu cérebro/sua mente’, o que significa que o subconsciente é um fator determinante, e não o nascimento ou a identidade linguística. (Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://www.poileasaidh.celtscot.ed.ac.uk/daviesseminar.html)

Para o linguista Sasha W. Feliz (1987) após a puberdade, torna-se difícil, porém David Birdsong (1992) afirma que não é impossível, embora muito difícil tornar-se um falante nativo após a puberdade ou na idade adulta. (The Handbook of Applied Linguistics, 2004). Leia mais sobre este assunto abrindo este link: (Leia mais sobre este assunto abrindo este link: https://www.thoughtco.com/native-speaker-linguistics-1691421

O linguista Halliday está de acordo com David Birdson de que existe possibilidade de uma pessoa não falante nativo torna-se falante nativo de inglês. Porém, uma opinião contrária é dada pelo linguista americano Leonard Bloomfield, autor de Language (1933). Ele foi estudante de antropologia, tradição da linguística americana do início do século 20 das línguas indígenas americana. Bloomfield não usa o termo falante nativo mas escreve em vez disso "a língua nativa".
 
A criança que cresce na província, digamos, em alguma aldeia de montanha, aprende a falar no dialeto local. Com o tempo, com certeza, esse dialeto local irá receber cada vez mais formas da linguagem padrão. . . a criança, então, não fala a língua padrão como sua língua nativa. É só depois que ele chega à escola, muito depois de forma-se seus hábitos da fala, que ele é ensinado a língua padrão. Nenhuma língua é como a língua nativa que se aprendeu no joelho de uma mãe; ninguém é sempre perfeitamente certo em uma língua depois adquirida. "Erros" na linguagem são simplesmente formas de dialeto transportadas para a linguagem padrão ”. (Bloomfield, 1927: 151)]

Richards et al. em seu Dictionary of Applied Linguistics (Dicionário de Lingüística Aplicada - 1985) e David Cristal em seu Dictionary of Linguistics (Dicionário de Linguística - 1997) enfatizam a importância da intuição na definição do falante nativo, David Crystal apontou a necessidade de ter em conta bilíngues que são falantes nativos de mais de um língua.
 
Infelizmente, a definição da The American National Corpus (ANC) do que é um falante nativo de inglês é vaga e restrita baseada numa ideia imperialista e preconceituosa. Entretanto, a linguista Mary Tay revela o seguinte a respeito de quem se qualifica como falante nativo:
 
Um falante nativo de inglês que não é de um dos países tradicionalmente falantes de língua nativa (por exemplo, o Estados Unidos, o Reino Unido) é:

 
“aquele que aprende inglês na infância e continua a usá-lo como seu linguagem dominante e atingiu um certo nível de fluência. Todas as três condições são importantes. Se uma pessoa aprende inglês precocemente na vida, é improvável que ele alcance fluência nativa; se ele aprende como uma criança, mas não o usa como sua língua dominante na vida adulta, sua fluência na língua também é questionável (de nada adiantará); se ele é fluente na língua, ele é mais provável que tenha aprendido isso quando criança (não necessariamente antes da idade da educação formal, mas logo depois disso) e continuou a usá-lo como sua língua dominante”. (Tay, 1982: 67-8)
 

Para concluir, se você estudou inglês a partir da infância ou dentro do período de aquisição linguística (período que termina quando a criança completa 12 ou 14) e não usa o inglês no dia-a-dia (falando-o, escrevendo-o, ouvindo-o e comunicando-se neste idioma) quer com falantes nativos ou pessoa fluente em inglês, ou mesmo praticando sozinho, você jamais desenvolverá a intuição como um falante nativo de inglês e portanto não pode ser considerado falante nativo.   

Nota do Autor: Eu comecei a estudar inglês aos 8 anos de idade, e quem me dera ter começado mais cedo. Sempre pesquisava trabalhos de outro acadêmicos renomados, e acabei desenvolvendo uma série de estratégias de ensino para ajudar quem quer aprender inglês. Sou brasileiro, mas considero-me falante nativo em inglês e português. Atualmente, estou escrevendo 82 dicionários português-inglês e um livro cujo título é Notas Sobre Tradução. Para os seres humanos tudo é impossível, para Deus não. Até a próxima pessoal!

Who Can Be Considered a Native Speaker of English? New Englishes

What is a native speaker of English?
 
A native speaker can be defined as someone who has learned a language as part of their child development.
 
For many scholars and researchers, the term native speaker is a myth, and not always being born in a country will qualify someone as a native speaker. For those who argue that birth is a key factor in determining whether or not someone is a native speaker of English, The American National Corpus (ANC) has established the following criteria:

 
A native speaker of English is defined as:

1. Someone who was born in the United States and lived there all his/her life.
 
2. Someone who was born in another country, but came to the U.S. by the age of 5 or 6, and has lived there ever since.
 
3. Someone who spoke a foreign language (i.e., not English) in the home, but went to school and has lived in the U.S. all his/her life.
 
4. Someone who was born in another country but at least one of his/her parents spoke American English with him/her in the home (and the other parent did not speak another brand of English), and he or she has spent his/her adulthood in the U.S.
 
5. Someone who was born in a non-English speaking country but moved to the U.S. before adolescence and has lived there ever since.
 
6. Someone who was born and has lived in a non-English speaking country most of his/her life, but both of his/her parents are native speakers of American English and English was the language used in the home. (Read more about the topic by opening this link:
http://www.anc.org/contribute/texts/native-speaker/)
 
According to The American National Corpus (ANC) if a person does not meet the qualifications above he or she cannot be considered a native speaker of English. For The American National Corpus (ANC), a person cannot be considered a native speaker of English if he or she has not spent much of his/her life in another English country or does not speak American English before adulthood.

Nevertheless, some linguists and researchers (from the United States, United Kingdom, Canada and other nationalities) graduated and post-graduated in applied linguistics and bilingualism disagree with The American National Corpus (ANC) classification and consider the idea of ​​nativity as less important in defining whether one qualifies as a native speaker of English or not, and that such a classification is based on biased, ethnocentric and imperialist ideas. One of the linguists and researchers who disagree with the idea that “being born” and “living” from the age of 5 or 6 in the United States is a determining factor to be considered a native speaker of English is the Hungarian professor and researcher Peter Medgyes, who in his book explains the following:
 
A native speaker of English is traditionallly defined as someone who speaks English as his or her native language, also called mother tongue, first language, or L1. The next question that springs to mind is: What qualifies someone as a native speaker? Among the criteria for “native speakerhood”, the most oft-cited and, at first glance most straightforward one is birth. (Alan Davies 1991) That is to say, a native speaker of English is na individual who was born in an English-speaking country. The trouble with this is that birth does not always determine language identity. What about Christine, for example, who was born in the United States, but moved to Australia at the age of one, after she had been adopted by Australian parents? Since she never learned to speak English, it would be odd to define her as a native speaker of English. Or take Kevin, born in the United States, who went to live in Togo with his family when he was four, and subsequently attended a French school. Is he a native speaker of English or French — or both, or neither?if not birth, is it childhood that underpins native speakerhood? But what is the range of adulthood? Where does it begin and where does it end? (Read more about the topic by opening these links: http://teachesl.pbworks.com/f/When%2Bthe%2Bteacher%2Bis%2Ba%2Bnon-native%2Bspeaker.PDF or https://www.researchgate.net/publication/292295859_When_the_teacher_is_a_non-native_speaker).
 
It is not only professor and researcher Peter Medgyes who explains that the birth  is not a determining factor in defining linguistic identity [feeling of belonging to a group that speaks the same language and share the same cultural values]. Professor and distinguished university scholar in the Department of Language and Literacy Education, University of Columbia, Canada, Bonny Norton holds that English "belongs to all the people who speak it, whether they are native or nonnative." As the French sociologist Pierre Bourdieu stated, “just as, at the level of relations between groups, a language is worth what those who speak it are worth, so too, at the level of interactions between individuals, speech always owes a major part of its value to the value of the person who utters it. (Bourdieu, 1977, p. 652) Read more about the topic by opening this link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.2307/3587831
 
Linguist Alan Davies in his book The Native Speaker — Myth and Reality explains who can be considered a native speaker:
 
"A child may be a native speaker of more than one language as long as the acquisition starts early." (Alan Davies, The Native Speaker, Multilingual Matters, Clevedon, 2003 pp 237) According to his research, it is really possible (although it is rare) for a person to have more than one native language, which also means that children who speak two native languages can assume dual identities. (Read more about the topic by opening this link:
https://www.academia.edu/5964386/Alan_Davies_The_Native_Speaker_Myth_and_Reality_Multilingual_Matters_Clevedon_2003_237_pp) Thus, the term native speaker of English traditionally used to determine whether one qualifies as native or not is completely behind the times since there are many people who speak two native languages. For example, countries like Canada where English and French are officially spoken by the majority. Also in some regions of Brazil, there are the Talians (in the municipality of Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Roma do Sul and Serafina Corrêa, no Rio Grande do Sul), German descendants in the municipality of Pomerode (Santa Catarina), the Pomeranians (in the municipality of Domingos Martins, Laranja da Terra, Pancas, Santa Maria de Jetibá and Vila Pavão in Espírito Santo and in the municipality of  Cangaçu in Rio Grande do Sul), the Riograndenser Hunsrückisch in the municipality of  Antônio Carlos (Santa Catarina) and Santa Maria do Herval (Rio Grande do Sul) as well as the indians in Brazil who speak guarani (in the municipality of Tacuru (Mato Grosso do Sul), nheengatu  (São Gabriel da Cachoeira, Amazonas), tucano and baníua, that is, they have their native languages in addition to Portuguese. In South Africa there are 11 official languages, and most of the population of South Africa speak two or more native languages.
 

The question arises: Is it possible for a non-English speaker to become a native speaker of English or  a near-native speaker of English without ever having lived in the United States or an English-speaking country?   For Swedish linguist Steve Kaufmann, it is possible for a non-native speaker of English to become a native speaker of English. (Read more about the topic by opening this link: https://blog.thelinguist.com/speak-like-a-native-speaker) Yet, he explains that fluency is not the same as speaking as a native. A native speaker has a natural ability to communicate and interact with another and he does so subconsciously, without having to think about what to say, otherwise the so-called fluent person in another language needs to think first before speaking, that is to say, he does it automatically.
 
However, linguist Alan Davies found out that speaking like a native speaker of English is associated with the child's cognitive age, that is, from an early age the non-native child is naturally exposed to English and can acquire it as his/her native language. When the child turns 12 or 14, he or she will have trouble acquiring a foreign language at the level of mother tongue. (Read more on the subject by opening this link: https://www.sk.com.br/sk-monol.html) Is it possible for someone to speak English like a native even living in Brazil? The answer to this question is yes. It will depend a lot  upon the person and their exposure to English. (Read more about this by opening this link: https://www.sk.com.br/sk-oque.html)  Language teacher Ricardo Schütz recommends to self-taught students who cannot afford money to live and work in an English- speaking country to be devoted to the practice of listening to music and recordings, watching movies, and reading texts all in English can also help them to acquire English intuitively (reminding that age is essential). Read more about the topic by opening this link: https://www.sk.com.br/sk-oque.html).

Therefore, the native speaker of English is not necessarily aware of all grammar rules of his language, but has intuitive control of the grammar rules through his experience with the language. If you ask an English speaker of English if he knows what present perfect, auxiliary verbs or phrasal verbs he will certainly not be aware of what they might be, although they know how to use them intuitively. Thus it is understood to be qualified as a native speaker of English, a person needs to speak it intuitively, not automatically, as if he or she is going through the motions.


Teacher H. H. Stern in his book Fundamental Concepts of Language Teaching explains that the native speaker of English must have  (1) subconscious knowledge of rules, (2) intuitive grasp of meanings, (3) ability to communicate within social settings, (4) range of language skills, and (5) creativity of language use. (Stern 1983) Considering these qualifying criteria for determining the native English speaker of English, it might be said that a person who is not a native speaker of English is able to develop such skills and shape himself/herself in features of a native speaker of English, but only if he or she acquires intuitive control in English, such as speaking, understanding, reading and writing in English intuitively. Read more about the topic by opening this link: http://www.viviancook.uk/Writings/Papers/NS1999.htm

If childhood is a determining factor in defining someone as a native speaker, when does it end? For psycholinguists, the period of childhood starts from birth to eleven years older, an ideal period for children acquiring another language.

Linguist Noam Chomsky states that 'everyone is a native speaker of the particular language which has grown in his/her mind or brain’, what means that the subconscious is a determining factor, not birth or linguistic identity. (Read more about the issue by opening this link:
https://www.poileasaidh.celtscot.ed.ac.uk/daviesseminar.html)

For linguist Sasha W. Felix (1987) after puberty it becomes difficult, but David Birdsong (1992) states that it is not impossible, although very difficult to become a native speaker after puberty or in adulthood. (The Handbook of Applied Linguistics, 2004). Read more about the subject by opening this link: https://www.thoughtco.com/native-speaker-linguistics-1691421

Linguist Halliday agrees with David Birdson that there is a possibility of a non-native speaker becomes a native speaker of English. However, a contrary view is given by American linguist Leonard Bloomfield, author of Language (1933). He was student of anthropology in the early 20th century tradition of American linguistics of Native American languages. Bloomfield does not use the term native speaker but writes instead of "the native language".

The child growing up in the province, say, in some mountain village, learns to speak in the local dialect. In time, to be sure, this local dialect will take in more and more forms from the standard language ... The child, then, does not speak the standard language as his native tongue. It is only after he reaches school, long after his speech-habits are formed, that he is taught the standard language. No language is like the native language that one learned at one’s mother’s knee; no-one is ever perfectly sure in a language afterwards acquired. ‘Mistakes’ in language are simply dialect forms carried into the standard language’. (Bloomfield, 1927: 151)


Unhappily, the definition of The American National Corpus (ANC) about the native speaker of English is empty and strict based on an imperialist and biased idea. However, linguist Mary Tay reveals the following about who is eligible for native speakerhood:
 
A native speaker of English who is not from one of the traditionally native-speaking countries (for example the United States, the United Kingdom) is:
 
One who learns English in childhood and continues to use it as his dominant language and has reached a certain level of fluency. All three conditions are important. If a person learns English late in life, he is unlikely to attain native fluency in it; if he learns it as a child, but does not use it as his dominant language in adult life, his native fluency in the language is also questionable; if he is fluent in the language, he is more likely one who has learned it as a child (not necessarily before the age of formal education but soon after that) and has continued to use it as his dominant language’. (Tay, 1982: 67–8)


In either case, if you have studied English from childhood or within the language acquisition period (period that ends when the child turns 12 or 14) and do not use English in everyday life whether the person may be a native speakers of English or fluent in English, or even practicing by yourself, you will never develop the intuition of a native speaker of English and therefore cannot be considered a native speaker.
 
Author's Note: I started studying English at the age of 8, and I wish I had started early. I always used to analyze works from well-known academicians and I developed a number of teaching strategies to help anyone who wants to learn English. I am Brazilian, but I consider myself a native speaker in English and Portuguese. I am currently writing 82 Portuguese-English dictionaries and a book whose title is Notas Sobre Tradução. It seems impossible for humans, but not for God. See you next time!

 
Giljonnys Dias da Silva
Enviado por Giljonnys Dias da Silva em 24/08/2019
Reeditado em 19/09/2019
Código do texto: T6728076
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Giljonnys Dias da Silva
Lago da Pedra - Maranhão - Brasil, 33 anos
20 textos (451 leituras)
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Giljonnys Dias da Silva