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Psicolínguistica

Resumo sobre como a psicolinguística pode auxiliar no processo educativo.
Escrito por: Vanessa Ribeiro
Clevelândia PR
COMO A PSICOLINGUÍSTICA E A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM PODEM SE TORNAR PODEROSAS ALIADAS NA ATIVIDADE DOCENTE?




Resumo Expandido: A Psicolinguística é a ciência que estuda a relação entre linguagem e mente, também nos ajuda a entender as expressões, palavras, orações e textos. Porém, dentro dessa proposta, existem dois sistemas: o oral, fundamentado pela fala e audição, e o escrito, constituído pela escrita e leitura. Essas quatro habilidades possuem uma grande importância para nós seres humanos.
Mas qual a Importância da linguagem na escolarização? Como educadores, percebemos que a aquisição da linguagem se desenvolve muito na infância, isso por que as crianças, por volta dos 21 meses, já pronunciam uma média de 100 palavras. O processo de aquisição da linguagem não pode ser de maneira alguma deixado de lado na educação infantil, já que é o ponto de partida da linguagem, meio por que o aluno se envolve no processo educativo, tornando a aula dinâmica e envolvente.
É fundamental para o desenvolvimento da linguagem que nós professores criemos em sala de aula situações para que se possa desenvolver essa habilidade. O fato é que, quando as crianças estão em um ambiente cheio de atividade expressivas, isso irá incentiva-las a desenvolver a fala. O ideal é que os professores façam uma relação entre as palavras coloquiais que os alunos conhecem com as formais que aprendida na escola, para que, assim, os educandos aprendam a utilizar as palavras em contextos concretos. Lembra-se, ainda, que cada sujeito tem seu próprio e único processo de adquirir linguagem.
Skinner tem uma visão ambientalista sobre o sujeito que seria estimulo mais reforço, de forma a oferecer resposta positiva ou negativa, sendo que a aquisição se dá na relação entre sujeito e ambiente. Já Chomsky diz que o sujeito nasce com a competência e desenvolve a performance através da linguagem. O papel do professor, então, seria entrar nessa ponte entre competência e performance, desempenhando a linguagem em seu aluno.
Além disso, o cognitivismo construtivista diz que a criança desenvolve sua linguagem imitando os outros. Essa teoria torna-se interessante porque, na realidade, deveria ser utilizado em sala de aula, nas séries iniciais, quando os professores ensinam, em seguida reforçam, e, a partir disso, se tem uma resposta dos educandos, se adquiriram os objetivos do educador ou não, e também na educação infantil porque os alunos imitam os professores.
O interacionismo no campo linguístico é outra teoria que entendemos como importante para o processo de aquisição, porque, para a criança pôr em prática a aquisição da linguagem, os dois sujeitos devem se transformar. Através do estudo dessa teoria, vemos que em sala de aula não deve haver a interação somente, e sim o interacionismo, pois este faz com que os sujeitos se transformem.
Não devemos dar tanta importância para a gramática ao nos comunicarmos, mas mostrarmos para nossos alunos que, ao utilizarem a linguagem, estarão passando conteúdos, mas também valores: o que transforma o sujeito, não as regras da gramática. Joao Wanderley Geraldi é um responsável pela teoria do interacionismo na educação, argumentando que, para haver o ensino da língua, não podemos esquecer das diferentes instâncias sociais, pois a língua é usada em diferentes espaços sociais. Ao olhar para a história da educação, Geraldi conclui que a preocupação com a linguagem, enquanto ensino da língua, não resulta da existência da escola, mas, pelo contrário, que a escola pode ter surgido justamente para atender a uma preocupação muito específica com a linguagem.
A última teoria que decidimos pôr em nosso trabalho é a função e o destino da palavra alheia, porém, sabemos que todas são importantes para o processo de aquisição já que nossa matéria é propriamente a psicolinguística. Nessa direção, Bakhtin volta-se para o contato inicial do sujeito com a linguagem, dizendo que a criança entra nesta a partir de 3 momentos: o primeiro seria o entendimento da fala do outro; o segundo, a aquisição; e o terceiro, a transformação da linguagem do outro em nossa.
É importante reconhecer o processo de aquisição, porque, trabalhando com um sujeito de desejos, pessoa ativa, em sala de aula, devemos perguntar aos nossos alunos o que eles estão fazendo, o porquê daquilo, entre outras várias perguntas, o processo de aquisição necessita disso, de questões, diálogos, principalmente com as crianças, pois estão quase sempre esperando uma resposta. Assim, estimularemos nossos alunos, torando-os sujeitos ativos. Nunca devemos tratar nossos alunos como sujeitos passivos, inferiores a nós, mas fazer com que estes reproduzam conhecimentos e procurem respostas, estimulando assim a linguagem.
Na educação infantil e nas séries iniciais, nós professores sempre devemos ter livros, músicas etc, pois o sujeito, quando repete, o faz em um outro sentido, ou seja, pode ser o mesmo conteúdo, mas com outro sentido. Devemos ampliar o repertório da criança, despertando o interesse para que, assim, se apropriem da linguagem. Cabe, ainda, ressaltar a importância da fala, da audição, da escrita e da leitura, pois, é através delas que os sujeitos conseguem se comunicar no meio em que estão inseridos. Ao estarem pondo em prática essas 4 habilidades, os sujeitos estarão se apropriando do processo de aquisição.
A Psicolingüística apesar de ser uma ciência muito jovem, pode colaborar a partir do seu objeto de estudo, que é a aquisição da linguagem, trazendo um apanhado de ideias que ajudam os professores a entenderem como a criança desenvolve a linguagem. Chegamos à conclusão, portanto, de que os profissionais da educação, tanto de línguas como de outros componentes curriculares, devem estar sempre atualizados sobre a psicolinguística, para que, assim, desenvolvam um método apropriado e eficaz para motivar o desenvolvimento da linguagem no aluno. Entendemos que existe sim uma relação entre pensamento e linguagem, que existe uma interdependência entre os dois, fazendo com que nenhum funcione sem o outro.
A partir do momento em que o sujeito possui uma competência linguística universal, a aquisição da linguagem é natural e espontânea nos seres humanos. Enfim, é importante lembrarmos que a aquisição de uma língua nativa só ocorre se a criança estiver em contato com a língua desde o início de sua vida. Por fim, vemos que os professores podem trabalhar com os alunos a competência da linguagem.
Palavras-chave: psicolinguística; aquisição de linguagem; ensino.
escitorafeliz
Enviado por escitorafeliz em 07/11/2019
Código do texto: T6789230
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
escitorafeliz
Clevelândia - Paraná - Brasil, 20 anos
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