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Como Aprender Inglês Usando a Teoria de Assimilação Natural de Stephen Krashen

Há diversas metodologias de ensino que foram desenvolvidas para ajudar as pessoas a aprender inglês, mas nenhuma delas tiveram efeito positivo sobre aprendizagem de inglês. Porém, existe alguma forma de aprender inglês e assina-lo mesmo morando no Brasil? Se você quer saber a resposta a esta pergunta, continue lendo.

Em todo mundo professores e educadores que falam o inglês como língua materna estão deixando de lado o ensino tradicional de inglês baseado em ensino formal e estão substituindo-o por uma abordagem natural  baseada em assimilação natural do inglês. De acordo com a teoria de assimilação natural desenvolvida pelo professor e pesquisador norte-americano Stephen Krashen, a aprendizagem de inglês deve ocorrer de forma intuitiva e natural, em ambientes propícios para que tal assimilação aconteça. (Caso deseja se aprofundar mais sobre a teoria de Assimilação Natural, abra este link: https://www.sk.com.br/sk-laxll.html).

Uma das razões de ter escrito este texto é poder ajudar as pessoas a entender que aprender regras gramaticais do inglês é um desperdício de tempo. E se você é uma pessoa que deseja aprender inglês e acredita que a melhor maneira de se fazer isto é aprendendo regras gramaticais, você jamais conseguirá obter a fluência. (Para saber porque estudar gramática de inglês não funciona, leia mais sobre este assunto abrindo este link:
https://www.sk.com.br/sk-oque.html). Pelo contrário, você só estará atrasando mais ainda rumo ao fracasso. Em adição, aprender inglês estudando regras de gramática é frustrante e nunca levará você a falar e escrever inglês corretamente. Por isso, usar estratégias e métodos que não se baseiam em assimilação natural e perfeito input linguístico não trarão nenhum progresso. Em vez disso, você precisa aprender a pensar em inglês.

A partir de estudos e observações fundamentadas em processos de assimilação natural e sustentadas pela teoria de Stephen Krashen, descobriu-se que é possível estruturar o pensamento das pessoas que não são falantes nativas de inglês com o uso de frases padrões, combinações de palavras, colocações e expressões idiomáticas em inglês por meio do processo de assimilação natural em que elas (as pessoas) são expostas a situações reais de comunicação com falantes nativos de inglês (americanos, ingleses, canadenses, etc.) ou expostas a forma oral do inglês em que textos e livros com áudio são utilizados como input linguístico adequado em um contexto de uso, fazendo-as (as pessoas) compreender como o inglês funciona na prática e ajudando-as a pensar em inglês.  Este tipo de estratégia consiste em expor a si mesmo ao inglês de forma espontânea e intuitiva no dia-a-dia. Há várias maneiras de alimentar o seu cérebro com o input linguístico e assimilar o inglês, como você poder ver as dicas a seguir:

Dica 1: Assistir filmes, documentários, entrevistas, seriados, desenhos, shows e telejornais, etc na TV só em inglês;

Dica 2: Ouvir músicas, podcasts e textos com áudio só em inglês;


Além das duas dicas já citadas, criar o hábito de ler talvez não seja o seu passatempo, mas você sabia que ler em inglês pode melhorar a compreensão? Por isso, ler livros, revistas, dicionários, jornais, artigos científicos, manchetes e gibis só em inglês pode ajudá-lo a aumentar seu vocabulário. Mas, todas estas estratégias só funcionarão se você dar o primeiro passo. Pois é a exposição ao inglês em sua forma oral por meio da prática de ouvir e ler é que levará a assimilação natural. Talvez, você esteja se perguntando: Como posso fazer isso? Não irei entender nada se eu começar assim. Será que posso usar traduções dentro da teoria de assimilação natural?

Embora a tradução tem sido colocada de lado por aqueles que optaram pela a teoria de assimilação natural de Stephen Krashen ainda continua útil na assimilação do inglês. (Sobre porque alguns evitam traduções, aprofunde-se sobre isto abrindo este link:
https://inglesnasuacasa.com.br/nao-traduzir-em-ingles/) De fato, a tradução deve ter seu lugar no processo de assimilação natural de uma língua como o inglês, embora você não dependerá dela para aprender inglês. Mas surge a pergunta: Será que traduções não causarão interferência e fossilização linguística durante a assimilação do inglês? Para você entender isso, você precisa estar ciente de que erros só são cometidos quando as pessoas são expostas a ou aprendem frases em inglês com erros gramaticais que lhes foram ensinadas por professores não nativos de inglês que não falam o inglês fluentemente ou que não têm controle intuitivo de inglês. Para evitar erros desde o início de aprendizagem de inglês, você precisar estar sempre exposto ou em contato com um inglês autêntico, provindo de falantes nativos de inglês ou de fontes confiáveis como frases, expressões idiomáticas e textos escritos por falantes nativos de inglês para eliminar qualquer interferência e fossilização linguística que possa atrapalhar sua aprendizagem de inglês. (Leia mais sobre isto, abrindo este link: https://www.sk.com.br/sk-interfoss.html) Entretanto, você não precisa traduzir para falar e escrever em inglês visto que a assimilação natural ocorre de forma intuitiva e espontânea.

Quando se fala de tradução logo vem à mente que se trata de substituir palavras em português por palavras em inglês, e não é bem assim. Contudo, a tradução é nada mais do que a versão de um frase ou texto para outra língua. Porém, aqui nesta abordagem, traduzir não se refere a prática de passar uma palavra, frase ou expressão em inglês para o português ou vice-versa, mas de utilizar frases, expressões idiomáticas e textos autênticos em inglês com suas traduções correspondentes em português. Diante disso, você apenas precisará analisar o inglês sintaticamente e pelo contexto. Veja os seguintes exemplos:

My sister fell off the ladder and hurt herself.  - Minha irmã caiu da escada e se machucou.

Don't land me in trouble, Jack. - Não me arranje problemas, Jack.

I'm writing for a living. - Sou escritor de profissão.

O que tornar a aprendizagem de inglês difícil no Brasil é o próprio professor de inglês sem criatividade para improvisar e sem capacidade de se expressar intuitivamente em inglês, criando-se assim o que o pesquisador americano Stephen Krashen chama de condições adequadas para assimilação do inglês em sua forma oral.

Como o professor brasileiro de inglês conseguirá se expressar intuitivamente se ele não consegue compreender os elementos que formam uma frase, expressão ou um texto em inglês e repassar informações a seus alunos somente em inglês? Esta é uma realidade bem triste, visto que o professor deveria ser um facilitador ao invés de dificultar a aprendizagem de seus próprios alunos. Se o professor brasileiro de inglês tem a capacidade de examinar frases, expressões idiomáticas e textos em inglês e consegue falar de forma intuitiva em inglês com seus alunos, certamente ele é apto e cuidadoso por se preocupar que a comunicação oral é muito importante para desenvolver a assimilação natural. Mas, infelizmente, acontece o contrário. Não há comunicação entre professores brasileiros de inglês e seus alunos somente em inglês, sendo todas aulas de inglês ministradas em português.

Para ajudar você a ir na direção certa em sua aprendizagem de inglês, você pode utilizar frases e expressões provindas de falantes nativos de inglês desde de que estas sejam autênticas tiradas de fontes confiáveis. Por exemplo, suponha que você esteja ouvindo o áudio de uma texto, tipo o texto abaixo:

Manure and Superbugs

“Fields across Europe are contaminated with dangerous levels of the antibiotics given to farm animals,” reports New Scientist magazine. More than 10,000 tons of antibiotics are given to farm animals each year in the European Union and the United States to promote growth and prevent disease. “But recent research has found a direct link between the increased use of these farmyard drugs and the appearance of antibiotic-resistant bugs that infect people,” states the magazine. “The drugs, which are in manure sprayed onto fields as fertiliser, could be getting into our food and water . . . , [and they] contaminate the crops, which are then eaten,” New Scientist says.

Tradução para o português:

Adubo e os supermicróbios

“Em toda a Europa, as elevadas doses de antibióticos administrados aos animais domésticos estão contaminando as terras usadas para lavoura”, relatou a revista New Scientist. São mais de 10.000 toneladas de antibióticos dados aos animais domésticos anualmente, na União Europeia e nos Estados Unidos, com o objetivo de favorecer o crescimento e prevenir doenças. “Mas recente pesquisa mostrou que há uma ligação direta entre o aumento no uso desses medicamentos nas fazendas e o aparecimento de micróbios resistentes a antibióticos que causam infecções nos humanos”, declarou o artigo. “Os medicamentos acrescentados ao adubo pulverizado nos campos de lavoura podem estar penetrando no nosso alimento e na água . . . [e] contaminando as plantações, que depois são consumidas”, disse a New Scientist.

Ao analisar o texto novamente, você poderá além de ouvir o áudio do texto em inglês, analisar partes do texto em sua forma sintática por analisar seus componentes. Veja novamente o texto em inglês onde algumas partes dele podem ser assimiladas. As partes em negrito é onde ocorre modelos sintáticos que compõe o texto.

Manure and Superbugs


“Fields across Europe are contaminated with dangerous levels of the antibiotics given to farm animals,” reports New Scientist magazine. More than 10,000 tons of antibiotics are given to farm animals each year in the European Union and the United States to promote growth and prevent disease. “But recent research has found a direct link between the increased use of these farmyard drugs and the appearance of antibiotic-resistant bugs that infect people,” states the magazine. “The drugs, which are in manure sprayed onto fields as fertiliser, could be getting into our food and water . . . , [and they] contaminate the crops, which are then eaten,” New Scientist says.

Note a seguir que cada parte em negrito é expressa de forma adequada e autêntica, você não precisa traduzi-la, você só precisa ser criativo. Consegue observar no texto onde ocorre as colocações? Analisando cada parte em negrito você começa a entender que as palavras seguem um ordem colocacional precisa em inglês. Veja a tradução de cada parte em negrito:

are contaminated with - estão contaminando as

given to - usadas para

tons of  - toneladas de

are given to - dados aos

to promote growth - favorecer o crescimento

prevent disease - prevenir doenças

has found a direct link between - mostrou que há uma ligação direta entre

infect people - causam infecções nos humanos

sprayed onto fields - pulverizado nos campos

be getting into our food - estar penetrando no nosso alimento

contaminate the crops - contaminando as plantações

Ao interagir com um texto em inglês você irá reestruturar sua mente a pensar em inglês. E este tipo restruturação só acontece quando você é exposto ao inglês pela prática de ouvir e ler. Não é necessário fazer um tradução mental do texto. Você só precisa se familiarizar com o texto em sua forma oral, somente.

Conforme já apresentado aqui, aprender regras gramaticais do inglês não surte efeito. No entanto, pode a tradução ajudar as pessoas a assimilar o inglês? Deveras, a resposta a esta pergunta tem a ver com o que se entende de tradução. Pois existe dois tipos de conceito sobre a tradução: a tradução mental e a tradução correspondente.

Para alguns teóricos de tradução, a tradução correspondente (também chamada de tradução equivalente) pode contribuir para reconstrução de sentido e ajudar na compreensão de semelhanças e diferenças de estilo entre dois idiomas. Por outro lado, deve-se evitar fazer uma tradução mental durante a assimilação de inglês. Porque diferente da tradução correspondente, a tradução mental causará mais bloqueios do que milagres, e você não irá reaprender a pensar em inglês. Então, pode a tradução ser usada na assimilação do inglês? Sim, desde que você não vicie seu cérebro a traduzir tudo mentalmente. Colocar a tradução correspondente ao lado de seu corresponde em inglês pode ajudar você a ver por si mesmo as diferenças e contrastes léxicos e sintáticos entre o inglês e o português. Para entender isto na prática, veja alguns exemplos entre uma pessoa que tenta traduzir mentalmente daquela que pensa intuitivamente em inglês:


I'm afraid, Joe.
Tradução mental: Estou assustado, Joe.
Tradução correspondente (correta): Estou com medo, Joe.

He's dead beat.
Tradução mental: Ele está morto batido.
Tradução correspondente (correta): Ele está morto de cansado.

My cousin is serving time.
Tradução mental: Meu primo está servindo o tempo.
Tradução correspondente (correta): Meu primo está cumprindo pena na cadeia.

They're in a bad temper.
Tradução mental: Eles estão em mau humor.
Tradução correspondente (correta): Eles estão de mau humor.

Os exemplos acima são provas válidas de que a tradução só será benéfica se está não atrapalhar a assimilação natural do inglês. E mesmo se a tradução correspondente de uma palavra, uma frase, uma expressão ou um texto for utilizada, você não deve esquecer de ouvir o inglês em sua forma oral.

Entretanto, é recomendável não usar traduções mentais que consiste na prática ou hábito de traduzir do português para o inglês ou do inglês para o português pelo método de substituição, isto é, você tenta substituir as palavras das frases em português por palavras do inglês e vice-versa criando-as mentalmente. Veja outros exemplos de traduções mentais e compare-as com suas traduções correspondentes corretas:

Nem pense nisso.
Tradução mental: Neither think in that.
Tradução correspondente (correta): Don't even think about it.

Meça suas palavras!
Tradução mental: Measure your words!
Tradução correspondente (correta): Watch what you say!

Larga do meu pé!
Tradução mental: Leave of my foot!
Tradução correspondente (correta): Leave me alone!

Certamente, você pode utilizar frases e expressões autênticas para aprender inglês com suas traduções correspondentes, mas desde que a tradução esteja correta e transmita a mesma ideia, o mesmo sentido que se pretende ter. Assim, você não estará fugindo dos parâmetros da teoria de Stephen Krashen sobre a assimilação natural, nem estará perdendo o foco de que o inglês só pode ser aprendido quando ocorre exposição a sua forma oral. Portanto, criar o hábito de ouvir regularmente o inglês pode acelerar a assimilação natural.

Outro aspecto a ser analisado é que a assimilação natural em ambientes autênticos onde o inglês é falado não é suficiente, embora seja a forma mais correta e perfeita de aprendizagem. E mesmo que alguém more nos Estados Unidos desde os dois anos de idade, sua assimilação só estará completa se ele ou ela soar natural e espontâneo em inglês e tiver a habilidade de escrever corretamente em inglês. Pois saber falar em inglês é uma coisa, saber escrever em inglês é outra. (Há muitas pessoas que moram nos Estados Unidos por 10, 20, 30 ou mais anos, e não conseguem assimilar o inglês. Leia sobre isto abrindo estes links: https://www.youtube.com/watch?v=VnDotF_lIPo ou https://www.youtube.com/watch?v=8f1Qq96k57g. Veja também abrindo estes links: https://www.englishexperts.com.br/morar-no-exterior-nao-e-sinonimo-de-falar-ingles-fluente/ ou https://www.englishexperts.com.br/morar-no-exterior-e-garantia-de-fluencia/). Portanto, morar nos Estados Unidos por 10, 20, 30 ou mais anos não é garantia que a pessoa se tornará fluente em inglês. Em outras palavras, quem deseja aprender a falar inglês precisa aprender a escrever e ler corretamente em inglês.

Quando se fala em escrever em inglês, não significa apenas colocar palavras no papel, mas sim, escrever ideias e pensamentos em inglês de forma lógica por usar as palavras certas no contexto adequado. Pois, adiantaria alguém ter aprendido a falar inglês com dois anos dentro de um processo de assimilação natural, isto é, em um ambiente autêntico de língua inglesa se ele ou ela não sabe sequer escrever uma carta, um texto ou fazer um resumo de um texto em inglês? Realmente, não adiantaria nada.

Se você se aprofundar e pesquisar até mesmo falantes nativos de inglês cometem erros quando falam e escrevem inglês. (Leia mais sobre este assunto, abrindo estes links: https://www.recantodasletras.com.br/gramatica/6732515 ou https://www.recantodasletras.com.br/tutoriais/6791739).
Antes imaginava-se que os norte-americanos ou estadunidenses não cometiam erros de gramática e de pronúncia quando falam e escrevem em inglês por terem nascidos nos Estados Unidos onde o inglês é falado 24 horas por dia todos os dias. Mas não é apenas os norte-americanos que cometem erros gramaticais e de pronúncia, ingleses e canadenses, bem como pessoas de outros países de língua inglesa também cometem erros. (Se quiser saber mais sobre os erros cometidos por norte-americanos, leia o texto Falantes Nativos de Inglês Também Cometem Erros de Pronúncia ao Falar e de Gramática ao Escrever em Inglês abrindo este https://www.recantodasletras.com.br/gramatica/6732515) ou o texto Será Que Os Falantes Nativos de Inglês Cometem Erros Gramaticais e de Pronúncia abrindo este link: https://www.recantodasletras.com.br/tutoriais/6791739). Deveras não é de se esperar que eles erassem ao falar e escrever em inglês, não é assim? Mas infelizmente, os falantes nativos de inglês também erram gramaticalmente e na pronúncia. Isto desmentiria uma parte da teoria da assimilação natural de Stephen Krashen que para alcançar a fluência em inglês a pessoa deve estar num ambiente autêntico onde ela exposta ao inglês 24 horas por dia todos os dias a fim de adquirir uma aprendizagem perfeita. Então, resta uma pergunta: Será que os erros gramaticais e de pronúncia também cometidos por norte-americanos ou pessoas de países de língua inglesa não serão transmitidos e assimilados pelos seus filhos ou filhas? Esta é uma boa pergunta que poderia ser feita aos que defendem a teoria de assimilação natural de Stephen Krashen que mudaria o conceito de que falantes nativos de inglês são imunes a erros de gramática, pronúncia e até mesmo não conseguem dominar a arte de escrever.

Sem dúvida, ocorre a assimilação de erros gramaticais e de pronúncia por parte de falantes nativos de inglês que eles mesmo não percebem ao falar e escrever. (Leia sobre isto abrindo este link: https://inglesnarede.com.br/gramatica/6-erros-de-gramatica-escrita-cometidos-falantes-nativos/ Assista também o vídeo What grammar mistakes do native speakers make? [Tradução: Que erros de gramática cometem os falantes nativos?] abrindo este link: https://www.engvid.com/native-speaker-grammar-mistakes/). Realmente isto dá o que falar. Como pode os norte-americanos que são expostos ao inglês desde o nascimento até a velhice cometer erros gramaticais e de pronúncia se eles estão sempre num ambiente autêntico de língua inglesa? Pela teoria da assimilação natural proposta pelo pesquisador norte-americano Stephen Krashen, eles deveriam jamais errar na gramática e na pronúncia, não é assim? Mas a verdade é que até eles mesmo erram, e as pessoas que não falantes nativas de inglês e que não nasceram em países de língua inglesa não são imunes a erros de gramática e de pronúncia.

Todavia,  não se pode esperar que a assimilação natural trará soluções mágicas para os que desejam aprender a falar inglês perfeitamente. Pois o mito de perfeição não existe já que norte-americanos ou pessoas de países de língua inglesa também assimilam erros de gramática e de pronúncia. A perfeição em inglês só virá com a prática constante e treinamento, e o melhor estímulo para que ela ocorra é a exposição ao input linguístico, a leitura de diversos tipos de textos em inglês e o hábito regular de ler em inglês, conforme já apresentados aqui. Os norte-americanos não fazem isso por acharem que não é necessário melhorar no idioma que tanto falam.

Por conseguinte, que métodos os falantes nativos de inglês usam para aprender a falar, ler e escrever em inglês? A resposta a esta pergunta é Nenhum, visto que línguas são processadas de forma subconsciente sem ter que estuda-las, o que não significa que por ser nativo em uma língua a pessoa jamais errará na gramática ou pronúncia, é claro. Aí você se pergunta: Como aprenderei a falar e escrever em inglês sem ter que estuda-lo?

O problema não está na assimilação natural, mas sim em métodos de ensino e aprendizagem que não valorizam a habilidade funcional, isto é, a capacidade de se expressar de diferentes maneiras em inglês em diferentes contextos no dia-a-dia em que o aprendiz não tem noção da regras de gramática mas que sabe usa-las intuitivamente sem ter que estuda-las. Como esta habilidade funcional o aprendiz de inglês reaprende a reestruturar seu pensamento nas formas do inglês de forma intuitiva e espontânea. Além de assimilar o inglês, é necessário adquirir de forma intuitiva das variantes linguísticas do inglês como modalidade formal e informal. Por exemplo, o que se diz por escritor poderá não ser nas mesmas palavras quando expressamos a mesmo pensamento em linguagem informal. Caso, você deseja aprender o inglês informal é recomendável que você assista bastante filmes com dual áudio e legendas em inglês e português.

Lembre-se que os falantes nativos de inglês falam intuitivamente, não pensam para depois dizer algumas coisa em inglês, é por instinto, e não de forma mecânica como se fossem robôs programados. Também agem e pensam naturalmente quando falam e escrevem em inglês. Mas existe maneiras de aprender inglês de forma natural e intuitiva?
Se você é uma pessoa rica ou cheia da grana, morar um bom tempo nos Estados Unidos ou qualquer outro país de língua inglesa poderá ajudá-lo a aprender inglês? Mas existe outras opções como estudar e frequentar escolas internacionais ou bilíngues no Brasil onde a maior parte das disciplinas são ministradas por falantes nativos de inglês (norte-americanos, ingleses, canadenses, australianos, etc) onde poderá sempre estar em contato com um facilitador. Tais escolas são excelentes por um lado, mas caras por outro lado. Se você não nasceu em berço de ouro e é pobre, não tem dinheiro nem para viajar para interior de sua cidade, não se desanime. Você pode aprender inglês sozinho, seguindo a frase Do it yourself, cuja tradução é Faça-o você mesmo. (Leia como aprender inglês abrindo este link: https://www.sk.com.br/sk-oque.html).

Conforma mostrado no início deste texto, você pode usar um conjunto de estratégias dentro dos parâmetros de assimilação natural estabelecidos pelo pesquisador Stephen Krashen para aprender a falar e escrever inglês corretamente com prática regular de escutar tudo em inglês, ler tudo em inglês e escrever tudo em inglês e parar de estudar regras gramaticais de inglês. Não estude gramática de inglês, pois você jamais adquirirá habilidade funcional estudando regras e regras que jamais lhe trarão resultados positivos. Mesmo que você utilize traduções equivalentes, não deixe de ouvir, ouvir e ouvir o inglês constantemente, o tempo todo, mesmo que feito em seu subconsciente. Você só precisa colocar as cincos habilidades linguísticas em prática como Ouvir, Ler, Escrever, Falar e Compreender o inglês de forma intuitiva. Por exemplo, suponha que você ouviu a frase I'm not your keeper, Bob e ao lado dela está a sua tradução, ainda assim é necessário que você escute como ela é pronunciada em inglês. Pois tudo aquilo que você ouve em uma língua estrangeira é que transformará em fluência e habilidade adquirida. E você, de fato, só conseguirá isso colocando o input linguístico em prática. (Sobre o que é o input linguístico, abra este link: http://www.cursodeinglesgratis.org/input-e-output-no-aprendizado-de-idiomas/).

Por fim, esta é a melhor maneira de alguém aprender inglês na infância, adolescência e idade adulta. Desenvolver habilidade funcional e intuição pode contribuir para compreensão do inglês em sua forma oral, independente da modalidade e variante linguística que está sendo utilizada. Porém, você só conseguirá isso com tempo de exposição, paciência, determinação e criatividade.

Até a próxima, e aguardem novos textos.
Giljonnys Dias da Silva
Enviado por Giljonnys Dias da Silva em 22/11/2019
Reeditado em 08/12/2019
Código do texto: T6801379
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Giljonnys Dias da Silva
Lago da Pedra - Maranhão - Brasil, 33 anos
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Giljonnys Dias da Silva