Mudanças

Precisamos de uma nova tese de vida, de novos valores, estrura mesmo. Não sei o que há com as pessoas, nem com o mundo que gira descompassadamente em torno do sol, que não tem iluminado muita coisa, além dele mesmo.

Sinto necessidade de uma boa nova, uma manchete feliz, algo como: Hey, temos um pote de alegria, e outro de fé para cada um de vocês, seres humanos medíocres, hipócritas e egocêntricos.

Está mais do que na hora de mudar de time, de posição, da cor do cabelo, até a meia fina, porque, se nada muda tudo fica assim, com cara de passado, e tudo que retarda, tarda ainda mais o meu, o seu, o nosso felizes para sempre, e em paz, mas, como alcançar a paz, se pelo menos uma vez ao dia odiamos alguém, isso é paradoxo complicador de mente, por outro lado como conter um estado tão intenso, que representa e põe para fora a cólera que assola por dentro.

Temos vivido assim, meio humanos, meio zumbis. Temos medo de tudo e de todos, especialmente de nós mesmos, e de fato dentre todos os monstros que por aí vagam o mais aterrorizante é aquele que habita no interior de nossos corpos, e é ele que precisamos vencer.

Não existe força capaz de mudar o destino da humanidade para melhor, porque o mal já se instalou no coração do homem.

Não há floresta que transcenda.

Não há água que se renove.

Não há bicho que não fuja. Menos um é claro, o burro-sapiens, aquele que você e eu vemos todos os dias quando olhamos no espelho.

Enviado por Ká em 30/06/2008
Código do texto: T1058963
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