Viva a irreverência! (com todo o respeito)

Recebi ontem comentário de um brasileiro que mora em Londres e que é nosso companheiro aqui do Recanto. Muito inteligente e participativo, gosta de escrever sobre filosofia e política. Vale a pena ler seus textos. A respeito de um deles deixei no espaço do Otávio Agusto o comentário transcrito abaixo. Ele só cometeu a indelicadeza de me chamar de "Sr.". Logo eu, um garoto de 44 anos!(rs). Seres entrando na maturidade estranham esse tipo de reverência, embora sigam gostando de respeito.

"Um texto (sobre Nietzsche) que traz muitos esclarecimentos. Eu não sou propriamente um estudioso da filosofia,sendo, portanto, muito difícil situar Nietzsche dentro da História das idéias filosóficas. Concordo que ele "profetizou" muitas coisas, mas igualmente acho que ele foi parte do fenômeno, ou seja, percebeu e expressou mudanças em andamento, ao invés de ser autor delas. Uma de suas grandezas foi justamente deixar rolar a contradição, já que somos contraditórios mesmo. Nietzsche é tão "humano, demasiadamente humano", que não deveríamos temê-lo de forma alguma. Grande abraço."

Nelson Oliveira
Enviado por Nelson Oliveira em 15/02/2006
Código do texto: T112044