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sentada em um balanço

é...
eu não bebo cerveja, ela é amarga, não vou dizer de amarga já basta a vida...mas a vida é uma mistura gostosa de felicidades e desprazeres! E eu gosto.
eu não curto baladas, nem tenho vontades de nela me acabar, não me é nada interessante tentar me envolver com quem eu ao menos conheço a letra, ao menos sei se é canhoto ou destro...então menos ainda sentir essa pessoa mais perto do que meio metro, tentando falar no meu ouvido para tentar me convencer que vale a pena deixar que me toque, se toque e fique longe, assim talvez tenha um sorriso amigável, ou um pedido de desculpas se eu pisar no seu pé.
eu não sou a mais bem humorada das pessoas, embora tenha facilidade em sorrir...
não sei fazer planos para conquistar alguém, seja quem for, prefiro guardar os sentimentos que tenho, sejam eles bons ou ruins...que permaneçam na minha mente inquieta.
Aprendi ao longo do pouco tempo que já vivi a me maquiar, porém, não sei usar rímel, esfrego demais meus olhos, o que os borra e os deixa menor do que já é...se parecem com os do meu pai, inchados e meio caídos, o que tornam eles meio triste, eu acho.
se um dia eu me casar, vou usar esmaltes vermelhos nas mãos e nos pés, por isso talvez eu me case de sandálias, se um dia eu vir a me casar, talvez esse dia não seja assim tão feliz pra mim, porque quem eu mais queria que entrasse comigo já não está mais aqui.
não sou alguém que costuma falar em casamento, por isso vou parar por aqui.
eu não fiz pré nem fui ao parquinho, eu chorava, e demais, pois achava que quando voltasse para casa, minha mãe não estaria mais lá, como várias vezes ela disse, por isso fui direto para a primeira série, e pior que nem ali eu ficava tranqüila, sem contar as inúmeras vezes em que minha irmã mais velha, ficava no fundo da sala, e eu em todo momento olhava pra trás para ver se ela estava lá, me trazia uma segurança tão boa, que só Deus sabe, eu sentia no fundo que em todo momento devia pensar na possibilidade que quando chegasse em casa, a mãe não estivesse mais, mas nunca aconteceu, ela sempre estava lá pra mim...e o meu pai também!
eu gosto de nadar, amo água, mas também é o que mais me da medo, não sei imaginar a vida sem algo firme em baixo dos meus pés...
às vezes eu gosto do que não é pra gostar, e não gosto do que eu devia... mas não me diga que eu tenho que ser diferente disso, eu não consigo.
eu quero falar do que eu mais preso, LIBERDADE, não invada a minha, até que eu permita que vc se aproxime....e se caso eu quiser muito e você não, fique tranqüilo, a amizade pode continuar a mesma, só não me responsabilizo pelas minhas atitudes, se eu digo não e alguém insistir, não me venha dizer que sou mulher perfeita, com flores, nem presentes...se eu não quero, serão coisas que me afastarão mais...embora pareça doce, e meiga, odeio gente melada, só gosto do carinho necessário, suficiente...
admito tenho um humor um pouco instável e uma mente meio inquieta...mas sou do bem...mais que o próprio bem, amo de verdade toda espécie na face da terra....acredito em um Ser mais que superior que pode confortar nossos vazios e conflitos nesse mundo grande, e o que faz bem, é o que me atrai, o que faz as coisas serem simples....é o que me prende.

Sabrina Oli

Sabrina de Oliveira
Enviado por Sabrina de Oliveira em 14/08/2010
Código do texto: T2437027

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Sobre a autora
Sabrina de Oliveira
São Carlos - São Paulo - Brasil, 38 anos
7 textos (3224 leituras)
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Sabrina de Oliveira