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PRIMEIRO ATO



A vida é um palco, e a partir do momento em que estamos em pé, temos de atuar, contracenar, viver a cena, enfim, representar o papel que nos cabe.
Precisamos de outros para contracenar, nem sempre são os que queremos, os de quem gostamos, mas, certamente, daqueles de quem precisamos.
E haja jogo de cintura, porque, se o seu script é um, o outro também tem o dele, e nesse vai-vem, esgotamos o nosso repertório, e muitas vezes, não cumprimos o programa. Não recebemos aplausos, nem mesmo os nossos.
Essa talvez seja uma comparação grosseira, mas, é assim que a vida é: uma representação sem fim!
Conversamos conosco o dia inteiro: com nosso espelho, com nosso corpo, nossas mãos ou pés, nosso estômago... E o nosso coração? Esse, às vezes tão esquecido, recebe os revezes da nossa insatisfação, frustração, distração, mas  nunca a nossa gentileza.
Sim, se temos tantos sentimentos transversos, temos de sentir e aplicar a gentileza em tudo. É a maneira de dominarmos nosso ímpeto de explodir de cansaço, da ignorância alheia, das longas esperas frustrantes, e outros mais...
E essa conversa que temos, geralmente, é com o nosso coração. Nosso sentimento fica lá embaixo dos destroços que não soubemos evitar, das alegrias que deixamos de curtir com as coisas simples – as únicas que devem nos interessar.
E o dia passa cansado, entrando pela noite da decepção.
Nosso sono não vem, fica sentado ao nosso lado na cama, esperando por nossa decisão.
Você conversa com ele, mas não o ouve, porque primeiro é você que fala e é você que responde... Sua mente cansa.
E o sono, simpático, amigo, chama: - Querida, feche os olhos... Olhe o seu interior como é belo, quanto de bom há para se sentir. Deixe o exterior junto ao seu chinelo e venha comigo sonhar!...
A primavera da vida ainda não se foi, porque você vive dela, que representa a esperança, o sonho... Então, você tem essa felicidade!
Sinta os seus sonhos, eles são sempre bem vindos... São sempre permitidos.
Desenrosque esse cipó que lhe prende ao medo, ao temor de que o tempo está correndo...
Quem sonha está sempre vivo, de braços dados com a esperança!...
Respire fundo, esqueça tudo aquilo que passou... Agora, é quase outro dia...
Aspire a madrugada com alegria, deixe-se sorrir para afrouxar o rosto...
Entregue-se com fé!... E vamos caminhar pelo jardim da esperança, sentindo o vento, que vem trazendo o perfume do amor!!!

***
Luzia Stella Mello
Stella Mello
Enviado por Stella Mello em 30/09/2010
Código do texto: T2528836

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Sobre a autora
Stella Mello
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil
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