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QUASE-INFÂNCIA

(para aninha Weber, ancorada no bem-amado Porto Alegre)

Agradou-me por demais o comentário ao texto O BANHO E O DEPOIS, publicado em http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/755046

Fiquei feliz porque tu apontaste o andamento rítmico como ponto alto do quase-poema.  Eu o imaginei quase-música...

Realmente, neste experimental poema de concepção muito recente – para mim tudo em arte literária é mera experimentação e nunca está pronto – produzi deliberadamente as aliterações, também chamadas rimas internas, sobre palavras esdrúxulas, proparoxítonas.

Buscava que o signo corresse tal qual um palito deitado à água corrente, sobre um inocente riacho, o nosso arroio regional, tapado de pedras e limo, cantante e macio, ao coaxar das rãs e ao cri-cri dos grilos.

Quase sempre é este o rio das aldeias interioranas... É lá que está a minha permanente infância.

O palito me acompanha como algo muito vivo.

É a reminiscência do giz escolar com que eu e meus irmãos desenhávamos casa e família. Só que eu, por poeta, ainda durmo debaixo da ponte.

– Do livro CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre a prosa e a Poesia, 2006 / 2007.
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/761623
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 02/12/2007
Reeditado em 11/09/2008
Código do texto: T761623
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
2911 textos (776482 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 21:42)
Joaquim Moncks