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Meus amigos

Não sei bem o momento exato que cada um de meus amigos entrou em  minha vida, mas sem dúvidas saberia hoje, o momento exato se algum deles saísse, pois me doeria muito e certamente sentiria o espaço vazio para sempre, assim como sinto de alguns que se afastaram, e que mesmo assim não os considero fora da minha vida, já que todas as amizades que conquistei só existiram porque eram sinceras, se alguma acabou é porque não era amizade, mas simplesmente uma cumplicidade temporária.
Não tenho muitos amigos, mas tenho grandes amigos, o suficiente para não me sentir vazia. Não sei se os conquistei ou se fui conquistada, mas prefiro acreditar no meio termo. Talvez existam alguns dentre eles que não me considerem tanto quanto eu os considero, mas também estes têm o seu espaço no meu coração.
Prezo muito os meus amigos, pois tenho uma necessidade enorme deles, acho que sou dependente da presença deles, são o meu porto seguro e sem eles eu não seria o que sou. Sei que preciso aprender a retribuir o carinho que me devotam, não que eu não queira retribuir tal carinho, é que por uma deficiência muito grande existente em mim, não consigo demonstrar tudo que sinto e acabo não sendo o que sou.
Meus amigos me são muito caros, eu os amo não porque são iguais a mim, mas exatamente porque são todos diferentes de mim.
Descobri que assim como o amor, amizade não tem idade, tampouco cor, forma, classe social, raça, sexo... mas tem gosto: gosto de carinho, amor, compreensão, companheirismo, sinceridade e uma série de outros sabores que a mantém viva.
Foi difícil aceitar em minha vida, alguns dos meus amigos, eles eram diferentes demais. Nos meus pensamentos pesava nossas características e quase todas eram opostas, com o tempo então percebi: eles carregavam em si uma vontade enorme de viver transparente, que mesmo tendo eu não demonstrava. Eles eram muito felizes e estranhamente era isso que me incomodava e não o fato deles serem mais novos do que eu, razão que antes atribuía o meu incômodo. Na verdade o fato deles serem mais novos, não impedia em nada a solidificação da nossa amizade, pelo contrário, dava vazão a uma série de motivos para sermos amigos, pois através deles pude perceber que eu estava envelhecendo precocemente, por causa de alguns pudores tolos que havia dentro de mim que aos poucos estou me libertando. Por isso eles (meus amigos mais novos) são muito importantes pra mim, pois me ajudaram a não deixar ir embora o pouco de puerilidade que nunca deve morrer dentro de cada um.
Não tenho amigos de infância, mas é como se todos tivessem ao meu lado ocultamente durante toda a minha vida, e agora revelam-se como preciosos tesouros.
Não há dúvidas de que pelo menos metade da minha felicidade está atrelada à presença deles em minha vida.


Virginia de Santana
Enviado por Virginia de Santana em 26/11/2007
Reeditado em 26/11/2007
Código do texto: T753602
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Virginia de Santana
Anísio de Abreu - Piauí - Brasil, 36 anos
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Virginia de Santana