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SERENATA.

   A luz da lua,  passando por entre frestas da janela do quarto,  procura  iluminar a silhueta de um corpo nu.
   Ela se levanta da cama. Calmamente se dirige para a janela oposta entre aberta.
   A maneira como caminha, sem pressa parece que desfila em uma passarela de nuvens. Aos poucos percorre a curta distância de seu leito até  a parede oposta.
   Faz tudo isso,  em ritual provocativo.  Sabe  que  na rua, embaixo de seu prédio de apartamento,  estou a observar.
  Fico a imaginar toda aquela imagem escultural, quê não faz muito tempo, procurava abrigo e consolo nos meus  braços.  Tantas foram as vezes que  em seu cansaço  noturno, se aconchegava para receber beijos e carinhos a ela dedicados.
   Mas as voltas da vida , nos reserva surpresa a cada esquina.
   Sem como ou porquê eis o fim.
   Corações partidos, incompreendidos e incompreensivos.  Cada um ficou com a medida de sua dor, fazendo seres escravizados de um amor náufrago.  Recuperastes desta sina.  Casastes. E eu como na velha melodia, de NELSON GONÇALVES,  casei-me  também com a Lua,  que ainda é minha mulher.
   
Felix Chaves
Enviado por Felix Chaves em 02/05/2018
Reeditado em 17/12/2019
Código do texto: T6325529
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felix Chaves
Palmas - Tocantins - Brasil
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