Pela vida

Pela vida

Resisto às agruras do tempo

sem te irritar com meus prantos vãos,

com meu mais profundo sorriso de paz

a cada rosto que meus olhos virem.

Anulo um pedaço do ego

que me faz supor melhor,

e observo todos que vejo

e me torno eles, não eu.

Recosturo meus propósitos,

de modo a saírem do singular à pluralidade,

para bem estar de todos

pois este é o caminho da genuína felicidade,

que tudo encanta e dá razões de existir.

Sonho paz para a humanidade incônscia,

na qual me enquadro como ser perfeito

que aqui vim, para servir,

rodeada da herança absoluta de Deus.

Agradeço, a cada instante,

os anelos eternos que me guiam e fortalecem

e jamais recusarei ao irmão que seja,

o amor fecundo que me transborda o peito,

em mim gerado pela Misericórdia,

sem que nada fizesse por merecer.

Policio devaneios tolos

para não perder sequer uma gota

preciosa da seiva da vida.

Louvo o encantamento dos Mistérios,

para que sempre exista o que sonhar,

o que viver e o que eternizar:

a Vida.

Santos-SP-08/09/2006

Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 08/09/2006
Código do texto: T235571