ABRAÇO EM VÃO ...


Por que tu ficas tão indiferente?
Abraço-te,  parece que nem sentes
Nossa! Imóvel, 'pareces' inerte!
Sei que inanimado não és.
Eras tão delgado e pequenino...
Cresceste!
Ficaste enorme!
Firmaste teus 'pés' no chão.
Garboso, imponente. Ignora-me...
Casca grossa ao toque de minha mão.
Eu que tantas vezes te abracei.
Eu que em teu sangue-seiva me lambuzei
só para deixar meu nome cravado em ti.
Esqueceste-me? Pois eu não te esqueci.
Por isso estou aqui para matar saudades
Para reviver as mais puras e doces lembranças
Para abraçar-te outra vez. Volto a ser criança. 
Talvez, sintas mais do que eu posso imaginar
Vou sempre te amar e ao retornar virei te abraçar
Mesmo que senil, que já estejas ficando bronco
De todos aqui do sítio, você foi e é meu preferido.
Mesmo que imponente, parado, te abraço meu querido
Em cada detalhe te amo, nas flores, nas folhas, nos galhos
Lembro das horas sob sua copa e nos abraços em seu tronco
meu inesquecível biribazeiro.


Madalena de Jesus

 
Maria Madalena de Jesus Gomes
Enviado por Maria Madalena de Jesus Gomes em 25/10/2017
Código do texto: T6152671
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.