A PÉROLA DOS POEMAS

Lá pelo portal dos anos o poema abre o trinco

Vem se arrastando e seus rastros são palavras desconhecidas

O panorama é totalmente favorável ao propósito

Caos

Caos ativo e inóspito

De súbito, um velho poema ele já não é mais

Se transformou em guerra ou numa besta voraz

Que devora quem o desafia pois de calmo só tem a aparência

Então?

Quem é o próximo a ser imolado pelo esbravejar da fera?

É há de degladiar como se fosse um dos seus iguais?

Todos se esconderam

Mas ainda dá pra ceifar uns corações intrínsecos

De besta ele se transforma em uma amorosa e gentil donzela

que de convincente não tem nada pra enganar os mais inquietos e aflitos

E vai de frase em frase até virar uma expressão

Que ilude com sua beleza até o mais displicente cidadão convicto

Agora já não é mais uma figura feminina e pura

Virou veneno e pra cura

Não se há de achar antídoto

Ouve a pérola dos poemas

Que se fecha em sua ostra

Do recôndito do mar

Ele sobe

E há de sair à tua boca

Tem muito pouco de sanidade

E há de deixar a tua mente louca

Seja num canto de saudade

Ou no mudo desespero e ânsia sem remédio

Que da tua alma brota!

23/06/2022

11:33hrs

Selton A Jhonn s
Enviado por Selton A Jhonn s em 23/06/2022
Código do texto: T7543986
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.