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A Bala Perdida

Comunidade da Pomba Branca. O nome refere-se ao símbolo é da paz, mas o tiroteio comia solto na região.
O corre-corre era geral. Desespero total. Ninguém se arriscava a por a cara na janela, quanto mais, o corpo na rua.
Em pouco tempo o local estava deserto.
Lá do fundo de um dos becos chegava o choro de criança, que aos poucos tomou conta do lugar. Impressionante o pulmão daquele guri. Devia ter uns seis anos no máximo, mas gritava como gente grande.
Quando o tiroteio acabou, acudiram o menino, que logo justificou o seu berreiro.
- Tem uma bala perdida.
Entraram na casa a procura de alguém que pudesse ter sido atingido por algum tiro, mas não encontraram ninguém. Lá dentro dormia sua mãe bêbada que nem um gambá e sem nenhum ferimento.
Tentaram acalmar a criança de todas as formas, mas em vão. Ela continuava insistindo que tinha uma bala perdida. Continuaram com a procura pela redondeza.
Depois de procurarem por meia hora e não encontrando ninguém ferido, desistiram, mas não deixaram de dar atenção ao garoto explicando-o que não havia nenhuma bala perdida.
Entretanto o guri ainda chorando, rechaçou dizendo:
- Tem sim, uma bala perdida. Olha aqui olha. Tinham três balinhas no meu saquinho agora só tem duas.
Fernando Antonio Pereira
Enviado por Fernando Antonio Pereira em 14/11/2019
Código do texto: T6794602
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Sobre o autor
Fernando Antonio Pereira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 71 anos
1312 textos (7949 leituras)
4 e-livros (194 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/19 01:18)
Fernando Antonio Pereira