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LEONEL II - REENCARNADO - CAPÍTULO 7

                           CAPÍTULO 7 – REENCARNADO
 
                                                O médico ficou abismado com aquela declaração dita com tanta certeza e parecendo não ter nenhum resquício de dúvida por parte do rapaz.
- Eu posso dizer isso ao delegado?
- Pra quê? Ele não vai acreditar... Ninguém vai acreditar. Nem você está acreditando.
- Tudo bem. Fique calmo. Eu acredito em você sim, mas descanse. Eu volto mais tarde.
- Eu quero sair daqui.
- Mais tarde. Você ainda não está bem de todo. Mais tarde, mas fique calmo, ok?
   O médico deu instruções à enfermeira e saiu do quarto. Bruno estava sentado na sala de espera, aguardando. Levantou-se quando o viu sair do quarto.
- E aí, doutor? Como está meu filho?
- Fisicamente, ele vai ficar bem em algins dias, mas emocionalmente...
- É amnésia mesmo?
- Não sei ainda. Tudo que ele fala é relativamente consistente e não parece que ele não sabe quem é, onde está e o que aconteceu com ele. Ele responde a tudo com uma certeza de quem está sabendo o que diz, mas as respostas não batem com a realidade que o senhor nos conta.
- Não entendi, doutor. O que ele disse pro senhor?
   Doutor Xavier levou Bruno a sentar-se nas cadeiras em frente e perguntou:
- Que tipo de relacionamento o senhor tem com seu filho, seo Bruno?
- Ótimo! O melhor possível.
- Certeza?
- Total e absoluta! Leonel é meu filho mais velho e um ótimo rapaz.
- Quem é Haroldo?
- Haroldo? É o nome do meu pai, já falecido há muitos anos.
- O Leonel o conheceu?
- Não, eu não era nem casado quando ele morreu. Era adolescente. Por quê? Ele... falou do avô? Como...
- Calma. Tenha calma. E Cristina?
- Minha irmã... tia dele.
- Ele gostaria de vê-la e pediu também pra ver o rapaz, dono do apartamento onde ele foi encontrado.
- O Floyd? Aquele marginal? Eu não o quero aqui. Ele é culpado de tudo isso que está acontecendo com o meu filho. E eu? Ele não quer me ver?
- Seo Bruno, seu filho ainda está muito confuso. O senhor deve ter paciência. Vamos esperar mais algum tempo. Peça pra sua irmã vir falar com ele. Quem sabe haja alguma melhora nas próximas horas, depois que ele falar com os dois.
- A Cristina tudo bem, mas eu não quero esse Floyd aqui! Ele é um desajustado.
- Ele disse que eles são seus únicos amigos. Pode até fazer bem ver alguém com quem ele se indentifique. O senhor não acha?
   Bruno escondeu o rosto nas mãos, desnorteado em confuso com o que tinha acontecido com seu filho. Mesmo assim, queria ajudá-lo e resolveu fazer o que o médico aconselhava.

   Horas depois, chamada por Bruno, Cristina voltou ao hospital e entrou no quarto. Bruno estava junto do filho adormecido. Ela se aproximou do irmão e segurou sua mão. Bruno olhou para ela e disse:
- Ele não me reconhece, Cris... Só chamou por você e pelo... Floyd. Nem quis me ver...
   Os olhos dele estavam cheios de água. Cristina abraçou-se a ele. Leonel começou a acordar.
- Me deixa sozinha com ele, Bruno, por favor. Vá pra casa descansar um pouco, dormir. A noite já foi bem estressante. Confie em mim, meu irmão, ele é quase meu filho também. Eu vou fazer o possível pra tirar dele alguma pista de quem fez isso com ele. Confie em mim. Vai pra casa.
   Bruno concordou. Olhou para o rapaz mais uma vez, beijou sua testa e saiu do quarto. Leonel estava abrindo os olhos e Cristina tocou sua mão delicadamente.
- Oi, meu lindo...
   Ele olhou para ela e começou a chorar. Ela encostou o rosto no dele.
- Cris!
- Calma! Calma! Está tudo bem. Tudo bem...
- Ele não vai mais me deixar em paz! Ele quer acabar comigo ainda! Eu preciso da sua ajuda!
- Fique calmo. Ele quem?
- Você sabe... Esse que vocês chamam agora de... Leandro.
- Leandro? Seu irmão? Foi seu irmão quem fez isso?
- Não, foi meu pai... no corpo dele!
   Cristina segurou a mão dele e sorriu.
- Leo? É você mesmo? É você, Leo?
- Eu não sei como... mas sou eu... Me ajuda!
   Tonta e muito surpresa, ela procurou refletir friamente sobre tudo que estava acontecendo e respirou fundo.
- Você está... reencarnado...
- Eu sei...
- Seu pai... o Bruno...  está lá fora.
- Eu sei também, mas eu não quero vê-lo. Não ainda. Aquele não é meu pai e você sabe disso também.
- Seu pai é o Bruno, Leo.
- Eu sei! Eu sei! Eu sei! Nesse momento é mas... por isso mesmo, não quero vê-lo. Não posso vê-lo! Eu não quero ter que contar pra ele que quem está tentando acabar comigo é o filho que ele criou como sendo meu irmão, Cris!
- Mas foi você quem escolheu isso, Leo.
- E estou com medo. Estou com medo porque não vou reagir se ele tentar outra vez e não sei se ele está preparado como eu pra pensar antes de fazer alguma loucura. Ele ainda me odeia e nem ao menos sabe por quê, Cris! Eu não quero acabar do mesmo jeito.
- Então foi o Leandro...
- Ele foi o mandante de tudo... ou quem está dentro dele... Meu pai... Samuel Torres...
   Cristina ficou olhando para ele sem saber que atitude tomar.

                 LEONELEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                     LEO (REENCARNAÇÃO)
                                                CAPÍTULO 7
Velucy
Enviado por Velucy em 04/12/2017
Reeditado em 04/12/2017
Código do texto: T6189502
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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