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LEONEL II - RECONHECIMENTO - CAPÍTULO 10

                        CAPÍTULO 10 – RECONHECIMENTO

                                                 Bruno aproximou-se dos dois e Cristina olhou para o irmão, aflita com o que ele podia dizer ou fazer a Floyd.
- Ainda não entrou pra falar com meu filho? – ele perguntou ao rapaz.
- O Leandro está lá dentro, ela respondeu.
- Meu filho me trocou por você, disse Bruno a Floyd, magoado.
- Não, seu filho não o trocou por ninguém, seo Bruno. Ele o ama... mais do que o senhor possa pensar... e eu também.
   Bruno sentiu o choque daquela declaração e não soube o que dizer.
- Vou entrar lá e ver o que ele quer comigo. Prometo não demorar. Com licença.
   Floyd entrou no quarto, apenas para sair da frente de Bruno.
- O que ele quis dizer com isso? – Bruno perguntou a Cristina.
- Exatamente o que disse. Ele não te odeia como você o odeia.
   Bruno balançou a cabeça e foi sentar-se numa cadeira.

   No quarto, quando viu Floyd entrar, Leandro colocou o braço sobre o ombro de Helena e disse:
- Vamos indo, amor. Já cansamos demais o Leonel. Ele é todo seu, Floyd. Mas não abusa, tá?
  Floyd não respondeu. Helena segurou a mão de Leonel e lhe deu um beijo no rosto.
- Eu volto, tá?
  Ele apenas balançou a cabeça. Os dois passaram por Floyd e Leandro lhe deu um sorriso irônico.
   Floyd aproximou-se da cama e perguntou:
- Brigaram?
- Não... Quando ele entrou no quarto, eu pensei que fosse acontecer algo assim. Me arrepiei todo e tive que me lembrar de quem eu era e de quem ele era. Mas ele nunca esteve tão gentil. Por que você demorou tanto? – Leonel perguntou, ansioso.
- Eu o socorri e o trouxe pra cá, mas seu pai me mandou embora. Me acusou pelo que tinha acontecido e eu tive que ir pra não deixá-lo mais nervoso. Depois que você me chamou, ele mesmo me ligou de volta e eu vim, mas ainda não quero provocá-lo. Eu estava aí fora faz tempo, aí o Leandro chegou e... tive que esperar mais um pouquinho.
   Floyd segurou a mão de Leonel.
- Eu queria tanto ter conversado com você depois que você acordou...
  Os olhos dele se encheram de água.
- Quem fez isso com você?
- As coisas estão meio confusas na minha cabeça ainda, mas... eu acordei no dia seguinte que tinha ficado pra dormir na sua casa e... procurei por você na sala, mas você não estava. Dei de cara com o... Gil entrando com mais dois caras que eu não conheci. Eles... trancaram a porta e... quando eu disse que você não estava, o Gil disse... que não era pra você estar mesmo. Que eles queriam falar comigo a sós...
   Leonel ia começar a chorar, mas, de repente, fechou os olhos, respirou fundo e passou a mão pelo rosto, tentando se controlar.
- Eu sinto tanto cara... tanto... disse Floyd.
- Você não tem que sentir nada. Isso agora é problema meu. Eu fiz quase o mesmo com você uma vez... lembra?
   Floyd reconheceu Leo como nunca naquele momento.
- Leo...?
- Eu preciso de você... pra ajudar o Leandro, Floyd.
- Eu sei... mas eu não tenho muito tempo... A Cris pode fazer muito mais por ele do que eu...
- O que você quer dizer com “não tem muito tempo”?
- Não faça perguntas e não complique as coisas. Não é pra isso que você está aqui.
- Eu não posso fazer nada sozinho. Preciso da sua ajuda.
- E eu preciso saber... O médico disse que você sofreu violência sexual...
- Eu não quero falar sobre isso...
- Mas vai ter que falar comigo! O Gil fez parte dessa atrocidade? Ele tocou em você?
  Leonel ficou olhando para ele em silêncio.
- Fala, Leo! Eu preciso saber pra dizer pro seu médico. O Gil tocou em você?!
- Não... Ele só me segurou. Os outros dois caras... fizeram o resto.
- Graças a Deus!
- Mas se a sua preocupação é ele por estar doente, quem garante que os outros dois também não estejam? Isso não vai me fazer esquecer o que eu passei. Morrer agora seria maravilhoso. Eu não quero pensar nisso agora. Eu estou me lembrando de toda minha vida passada por algum motivo e tenho que focar no porque eu estou aqui, Floyd... ou Haroldo. Você tem que me ajudar!
- Você tem a Cris.
- A Cris não pode resolver isso. Meu irmão planejou me matar! Eu senti na pele a fúria dele. Já foi bem difícil falar com ele agora a pouco, sabendo disso. Você não pode me deixar agora!
   Leonel começou a ficar nervoso e Floyd ficou apreensivo:
- Calma, Leo, por favor!
    Bruno ouviu a voz do filho e entrou no quarto.
- O que está acontecendo? O que foi que ele te fez, filho? – ele perguntou, aproximando-se e segurando a mão do rapaz. – Você está deixando meu filho nervoso. Fora aqui!
- Ele não me fez nada, Leonel respondeu. – Deixa o Floyd em paz! Eu preciso dele...
- Filho!
- Se ele não pode ficar, me deixa sozinho você também. Eu preciso descansar!
- Calma, Leonel, disse Floyd. - É melhor mesmo eu ir. Volto depois, se você ainda precisar de mim. Descanse.
   Floyd apertou a campainha para chamar a enfermeira.
- Alguém, já vem te ajudar. Descansa.
    Ele saiu.


                      LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                   LEO (REENCARNAÇÃO)
                                        CAPÍTULO 10

Velucy
Enviado por Velucy em 05/12/2017
Reeditado em 05/12/2017
Código do texto: T6190448
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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