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LEONEL IX - MOLECAGEM CARA - CAPÍTULO 1


                           CAPÍTULO 1 – MOLECAGEM CARA

                                         Floyd saiu hotel e começou a andar pela avenida procurando se acalmar do impacto de rever os dois que rapazes que tinham sido responsáveis por quase acabar com a vida de Leonel.
   Ele agora estava nesse impasse. Tinha vontade de ir à polícia denunciar os dois. Com certeza a polícia de São Paulo se comunicaria com a de Serra Negra e eles viriam em seu encalço, mas ao mesmo tempo, não podia fazer isso.
   Os rapazes faziam parte da banda de Caio e estavam prestes a gravar seu disco. Um sonho de qualquer músico em início de carreira, como era o seu também, sem dúvida nenhuma.
   Mesmo assim, ele precisava passar aquela informação para alguém que conhecesse o fato. Não podia contar para o próprio Leonel. Aquela informação não podia ser passada por telefone para o rapaz que já tinha ficado bem traumatizado com tudo. Além do fato de que Floyd não sabia se Leonel estava querendo falar com ele. Se soubesse que ele iria gravar um disco com Ulisses e Saara, Leonel nunca mais falaria com ele de qualquer forma. A amizade dos dois acabaria para sempre.
   Depois de muito andar pela avenida barulhenta, Floyd achou melhor ir até outro hotel ali mesmo no bairro do Morumbi e reservou um quarto onde poderia ficar com Caio, se Vicente concordasse. Não era muito distante do outro, como ele tinha dito e eles estariam perto da banda.
   Floyd não conseguiria ficar no mesmo hotel que Ulisses e Saara. Não ia conseguir controlar a vontade que tinha de dizer e todos, principalmente ao empresário, quem eles realmente eram.
   Reservou o quarto, subiu e pensou em Cristina. Ela pelo menos tinha toda empatia com Leonel e saberia ser discreta sobre o assunto.
    Já sentado na cama, no quarto, ele apanhou o telefone e ligou para Serra Negra. Depois de três toques, atenderam. Era a voz de um homem:
- Alô!
- Seo Bruno?
- Não... Leandro Marques... Quem é?
- Oi, Leandro, é o Floyd. Tudo bem?
   Leandro fez um segundo de silêncio e respondeu:
- Oi...
- Sua tia está?
- Está, espera um pouquinho... Você está ligando de Minas?
- Não, estou em São Paulo. Preciso muito falar com ela.
- Meu irmão está com você?
- Não, ele está em Minas.
- Ele está bem?
- Está...
  Houve um silêncio de alguns minutos em que pareceu que Leandro tinha ido chamar Cristina e logo a voz dela atendeu:
- Floyd?
- Oi, Cris. Tudo bem?
- Tudo bem, querido. O que foi? Está tudo bem com você e o Leo?
- Está tudo bem comigo e com ele. Estou ligando daqui da capital de São Paulo. Preciso te contar uma coisa muito importante.
- Coisa importante? Você está com ele?
- Não, ele ficou em Minas. Eu estou aqui no bairro do Morumbi. Vamos começar a gravar um disco num estúdio aqui perto...
- Disco? Seu?
- Não, ainda... Do Caio.
- Do Caio? O bonitinho que te hospedou por um tempo?
- Ele mesmo... Muita coisa aconteceu de lá pra cá, Cris, e ele... Bom, na verdade isso não é importante agora. Liguei pra você só pra te dizer que... os caras que violentaram o Leonel estão aqui no Morumbi... no mesmo hotel que o Caio.
- O quê?! Que loucura é essa, Floyd?
- Eu também custei a acreditar, mas eles, por mais incrível que pareça, fazem parte da banda do Caio. São o tecladista e o pianista da banda: Ulisses Silent e Saara Silva.
- Meu Deus! Tem cartazes com esses nomes espalhados por toda Serra Negra! Pensei que eles já estivessem em outro Estado, foragidos!
- Pois é... Também pensei...
- O Leo já sabe?
- Não. Nem posso contar isso pra ele por telefone. Não sei como ele receberia essa informação. Precisava estar perto dele.
- Isso é verdade... Mas eles têm que ser denunciados, Floyd! Eles são capazes de fugir de novo. Você já falou com eles?
- Já, com muito custo, mas já. Senti vontade de... pular no pescoço dos dois! É muita cara de pau aparecer em qualquer lugar depois do que fizeram.
- Falaram alguma coisa pra você sobre isso?
- Falaram. Eles disseram que não tinham ideia de que o Leonel fosse ficar tão mal. Foi tudo uma brincadeira de muito mal gosto... deles e do Leandro. Eles só perderam a noção de quando tinham que parar de brincar.
- E quase mataram meu sobrinho! Covardes!
- O que eu faço, Cris?
- Não sei... Você disse que eles estão pra gravar um disco?
- É, vamos entrar em estúdio ainda hoje. O Caio está muito feliz e animado. Eu não posso acabar com o sonho dele assim, Cris.
- Tem razão... Você vai ter que esperar esse disco ser gravado primeiro...
- Também pensei nisso, mas não posso perder o Ulisses e o Saara de vista. Eu já disse pra eles que não vou fazer nada por enquanto, mas não sei o que eles vão tramar depois.
- Você disse a eles que são procurados em Serra Negra?
- Disse e o Saara ficou bem assustado com isso. Tenho a impressão que ele entrou nessa só por zoação mesmo e por influência do Ulisses e do Gil. Pura molecagem.
- Uma molecagem que quase custou a vida do Leo. Ele é maior?
- É, tem vinte e dois, mas é um moleque idiota. Só é bom músico... infelizmente.
- Mesmo assim, tem que pagar. Precisam pagar, os dois!
- Concordo...
- Eu vou pensar no que fazer, querido.
- Não conta nada pro seo Bruno. Ele é capaz de ir até o delegado e contar tudo pra ele...
- Não, não vou contar. Me ligue se qualquer novidade acontecer, por favor. O meu Leo está bem?
- Está, está com a minha irmã em BH. Vou ter que desligar.
- Ok, amor. Tchau e obrigada por ligar. Um beijo.
- Tchau, beijo, Cris.

                        LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                     LEO (REENCARNAÇÃO)
                                              CAPÍTULO 1


                                RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                                     DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Velucy
Enviado por Velucy em 08/01/2018
Código do texto: T6220042
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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