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LEONEL IX - NOVA FEBRE - CAPÍTULO 5


                                CAPÍTULO 5 – NOVA FEBRE
   
                                                  As gravações do disco da CR5 começaram naquele mesmo dia e se estenderam daquela tarde até a madrugada. Floyd, Ulisses e Saara agiram com muito profissionalismo e se comportaram como se nada estivesse acontecendo.
   Floyd participou de duas músicas apenas, as consideradas principais do disco, compostas por Caio em parceria com Fábio, tocando e cantando no lugar de Eddie que estava tão feliz pelo grupo que não se abalou com isso nem um pouco.
  Eles pararam os trabalhos às cinco da manhã, não por falta de animação, mas por determinação de Vicente. O empresário achou por bem que eles voltassem ao hotel para descansar. Precisariam pelo menos de mais dois dias para terminarem a base das oito canções que gravariam. Haviam gravado apenas quatro.
  Caio conseguiu que Vicente Rocco reservasse outro quarto no mesmo hotel em que a banda ficaria, pois o deles já estava bem lotado e ele não queria que Floyd ficasse longe dele e dos outros.
  O quarto era em outro corredor e Caio resolveu ficar junto com Floyd. Vicente consentiu, afinal, ele era o líder da CR5.
  Ao chegarem ao hotel, todos se despediram e, exaustos, foram para seus quartos.
  Caio sentiu que Floyd estava estranho desde a saída do estúdio. Estava calado demais para o seu normal. Quando entraram no quarto, Floyd sentou-se na cama e apoiou as mãos nela, baixando a cabeça e fechando os olhos.
- Que foi? – Caio perguntou.
- Uma... tontura esquisita... Acho que a minha pressão baixou de vez.
- A gente não comeu nada ainda. Também estou com fome.
- É... Acho que é isso.
- Quer que eu vá ver se eles têm alguma coisa lá embaixo na conveniência do hotel? Um chocolate...
- Não, já vai passar. Eu vou tomar um banho. A energia do estúdio estava bem pesada, não sei...
- Sério? Não senti nada. Mas você consegue sentir coisas que os seres humanos normais não sentem. Quem sou eu pra duvidar? Vai tomar seu banho. Vou ver se acho alguma coisa pra gente beliscar antes de dormir.
- Ok.
   Caio saiu do quarto e Floyd ergueu a cabeça, sentindo tudo rodar.
- Caramba... Agora não... Me ajuda, meu Pai...
   Ele respirou fundo e começou a tirar a roupa para facilitar quando chegasse ao banheiro.
   Minutos depois, debaixo da água morna, sentiu-se melhor, enxugou-se e colocou uma camiseta e uma bermuda leve.  Deitou-se sobre a cama de bruços e abraçou o travesseiro que estava sobre ela, fechando os olhos.
   Quando Caio voltou, ele estava na mesma posição.
- Eu consegui água de coco e sanduíches naturais de presunto e queijo. Você gosta?
   Floyd não respondeu. Caio colocou tudo sobre um móvel ao lado da cama e aproximou-se dele, tocando seu ombro.
- Floyd! Não dorme ainda sem comer nada, baby. Vai te fazer mal. Acorda.
  Floyd abriu os olhos e virou-se para ele.
- Come um sanduíche natural e uma água de coco. Se a sua pressão caiu, vai te levantar num segundo.
  O rapaz sentou-se na cama e Caio passou a mão por sua testa.
- Caramba, Floyd, você está com febre!
- Febre?
- É... Isso não é só pressão baixa. Pressão baixa não dá febre, que eu saiba. Quer que eu chame o Rocco?
- Não! Ele já deve estar dormindo e vai incomodar os outros também. Deixa...
- Você não quer ir prum hospital?
- Não... Eu vou comer o sanduíche que você trouxe e a água e já passa...
- Febre não passa com comida só, cara. Febre é sintoma de que alguma coisa errada está se passando com o seu corpo.
- É... Acho que essa é a deixa...
- Deixa pra quê?
- Pra te contar o que eu tinha que ter te contado antes...
   Floyd ajeitou o travesseiro atrás de suas costas e se apoiou na cabeceira da cama.
- Senta aí, Caio. Eu vou te dizer agora. Você precisa saber.
- Saber do quê, Floyd? – Caio perguntou, sentando-se a seu lado.
- Eu estou doente...
- Doente?
     Floyd passou a mão pelo rosto de Caio e seus olhos se encheram de água. O rapaz de assustou.

                      LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                     LEO (REENCARNAÇÃO)
                                             CAPÍTULO 5

                                     RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                                       DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 10/01/2018
Código do texto: T6221888
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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