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LEONEL IX - PEDINDO SOCORRO - CAPÍTULO 7


                                CAPÍTULO 7 – PEDINDO SOCORRO
                                                                                                                                     
 
                                                O telefone tocou às seis da manhã no apartamento em Belo Horizonte.
  Leonel e Vitória acordaram ao mesmo tempo depois da quinta vez que a campainha tocou.
- Nossa! Quem pode ser pra ligar pra cá a essa hora da manhã? – Vitória perguntou.
- Eu vou atender, disse ele, esfregando o rosto, sonolento. – Pode ser o Décio.
  Leonel saiu da cama e foi atender ao telefone na sala.
- Alô...
- Leonel, é o Caio.
- Oi, Caio... O que foi? Está tudo bem?
- Não, o Floyd não está bem.
- O Floyd? – Leonel acordou de vez ao ouvir o nome do amigo. – Que aconteceu?
- Ele está dormindo agora, mas foi dormir agora a pouco, ardendo em febre. Nem dormi ainda pajeando ele, colocando compressa de água gelada na cabeça dele pra febre não aumentar, morrendo de medo que ele tivesse alguma convulsão...
- Caio, calma, fala mais devagar... Não estou entendendo nada.
- O Floyd não está bem! Teve febre alta agora!
- De novo...?
- Como de novo?
- Ele já teve isso aqui também.
- Você sabe que ele está doente, não sabe?
   Leonel sentou no braço da poltrona e respondeu:
- Sei sim... Pensei que ele já tivesse dito pra você...
- E por que você não disse?
- O Floyd não é criança, Caio, ele não me deixou nem falar pra irmã dele.
- Ele está pirando se pensa que pode passar por isso sozinho, Leonel! Leucemia não é resfriado que a gente toma um xarope e passa! Ele nem está se tratando ainda, caramba!
- Onde ele está agora?
- Dormindo, mas delirou um pouco antes da febre ceder. Antes de dormir, ele falou de um tal de... Haroldo. Você tem mais contato com essas coisas que ele fala de vez em quando. Sabe que é esse cara?
- Sei, mas... Não se preocupe com isso. Foi só delírio mesmo.
   Vitória apareceu na sala e Leonel olhou para ela.
- Eu pensei em levá-lo ao hospital logo de manhã, quando ele acordar.
- Faça isso, se ele deixar.
- Vai ter que deixar! Essa doença é horrível, mas tem cura. E ele tem que se tratar pra ficar bom e sair dela logo. No hospital, um médico pode dar uma luz pra gente.
- Concordo. Fico feliz que ele esteja com você. Talvez você o ajude mais do que eu.
- Mas eu preciso de alguém comigo aqui. Não sei se sou tão forte pra lidar com isso sozinho. Eu o amo demais, mas não posso fazer tudo.
- Eu estou indo praí agora. Como estão as gravações do seu disco?
- A gente gravou alguma coisa ontem. Começamos com as partes que ele teria que fazer. O meu empresário sabe que ele tem a banda aí e quis liberá-lo logo pra voltar pra BH, mas como aconteceu isso... acho que vai demorar mais um pouquinho.
- Não se preocupe com isso. O Décio e o dono do clube vão ter que entender.
   Floyd começou a acordar.
- Ele está acordando, disse Caio, com um sorriso aliviado. – Quer falar com ele?
- Se ele quiser falar comigo... disse Leonel, chamando Vitória para sentar-se a seu lado. – Tem alguém aqui que eu tenho certeza que quer.
   Caio levou o telefone até Floyd e entregou a ele.
- É o Leonel... Ele quer falar com você.
  Floyd apanhou o telefone.
- Oi, Leo...
  Leonel fechou os olhos e sentiu a garganta arder.
- Oi, amigo... Você vai criar juízo agora e se cuidar ou eu vou ter que ir aí e dar um murro em você, como Leo Torres fazia?
   Floyd sorriu, fechando os olhos.
- Venha, vou adorar.
- Eu estou indo mesmo.
- Vou ao médico com o Caio daqui a pouco pra acalmar o coraçãozinho dele, mas eu não quero ficar aqui. De acordo com o que o médico fale, se ele me liberar, eu quero voltar pra Serra Negra. Já sei quem pode cuidar de mim lá.
- Quem?
- Depois eu te conto. Só adianto que eu sonhei com ela essa madrugada. Mas tudo a seu tempo. Estou morrendo de saudades de você... e da minha irmã. Posso falar com ela?
- Claro... Estamos os dois com saudade de você também. Fala com ela.
   Leonel passou o telefone para Vitória.
- Oi, Pink, meu amor!
- Oi, Japa! Está cuidando bem do nosso Leo?
- Tentando... De vez em quando pego ele me traindo com o piano do clube, mas... é a vida. Eles se conhecem há mais tempo. Que voz estranha é essa? Você está bem?
- Estou...
- É o disco? Como está indo?
- Bem... Foi mágico gravar em estúdio. Você precisava estar aqui comigo e o Leo também.
- Fico feliz por você estar feliz, meu magrelo lindo. Dá um beijo no Caio. Te amo, Pink.
- Também te amo, amor. Saudade.
   Ela devolveu o telefone para Leonel e foi para a cozinha.
- Ela foi chorar de saudade na cozinha, disse Leonel. – Posso falar pra ela o que está acontecendo?
- Pode... Não falei nada porque não tenho coragem... Peço desculpas pra ela depois.
- Fica bem, amigo. Estou indo praí agora. Espera a gente.

                      LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                    LEO (REENCARNAÇÃO)
                                               CAPÍTULO 7


                                  RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                                   DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Velucy
Enviado por Velucy em 11/01/2018
Código do texto: T6222877
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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