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LEONEL IX - DILIGÊNCIA - CAP. 9

                                         CAPÍTULO 9 – DILIGÊNCIA
                                                                                                                                     
                                              Em Serra Negra...
   Cristina foi até a delegacia conversar com o doutor Sampaio sobre a informação que Floyd havia lhe passado.
  Carlos Lima Sampaio a recebeu na sala da delegacia com a gentileza de sempre e prontificou-se a ouvir Cristina. Ela havia ligado para ele antes e lhe adiantou o assunto. O delegado estava muito interessado em ouvi-la.
- Então, dona Cristina, a senhora me disse que tem novidades sobre o caso do atentado ao seu sobrinho. O que seria?
- Eu recebi um telefonema do amigo dele, Teodoro Fontes Júnior, dizendo com toda a certeza que encontrou os homens que o atacaram, Ulisses Silent e Saara Silva, em São Paulo.
- Encontrou?
- Eles são músicos e estão participando das gravações de um disco na capital.
- Que estranho... Depois do que eles fizeram, ainda têm coragem de aparecer assim numa atividade tão pública?
- Ele também achou estranho, mas os dois estavam lá no hotel onde a banda se reuniu pra gravar o disco.
- E eles não reconheceram o Teodoro Fontes?
- Reconheceram, mas o Floyd procurou não dizer nada que os assustasse. Eles já estavam tão relaxados a respeito do fato que eu acho que devem pensar que ninguém está mais atrás deles. Como o fato aconteceu numa cidade do interior, eles não acham que ainda podem ser punidos pelo que fizeram.
- É um fato típico. Esse tipo de gente apronta, desaparece e acha que vai ficar impune depois que o tempo passa.
- É isso mesmo.
- A senhora tem o endereço do hotel onde os dois então?
- Ainda não, mas o Flo... o Teodoro me disse que entraria em contato logo pra dizer mais detalhes. Ele só adiantou que estão no bairro do Morumbi, em São Paulo.
- Eu posso mandar uma viatura com dois agentes meus pra ir fazendo uma busca através das fotos e com os nomes deles. O que a senhora acha?
- O Floyd... Desculpe, eu vou chamá-lo assim porque esse é o nome que estamos acostumados a chamá-lo e como ele gosta de ser chamado...
- Fique à vontade.
- Ele disse que os dois estão gravando um disco com uma banda chamada CR5 onde um amigo do Floyd, Caio Rueda, é o líder. É o máximo que eu sei.
- Então eu vou fazer isso. De posse dessas informações, eles vão dar uma busca lá pelo bairro do Morumbi, claro, em comunicação com a polícia local. Não podemos arriscar que os meliantes escapem de nós de novo. Se irmão está muito interessado em achá-los. Ele não cansa de vir até aqui conversar comigo sobre isso.
- Espero que ele me ligue logo de novo e toda notícia que ele me passar, eu lhe passo também.
- Obrigado, dona Cristina. E, por falar isso, como está seu sobrinho? Nunca mais o vi.
- Ele viajou. Está em Minas Gerais, trabalhando, tocando piano num clube de Belo Horizonte.
- Tocando piano? Que interessante. Fico feliz por ele ter se recuperado do trauma que sofreu tão rapidamente. Ele já sabe que seus agressores foram encontrados?
- Eu acredito que não, mas acho bom que ele ainda não saiba. O Leonel não quer nem falar mais no assunto. Pode parecer que não, mas o fato provocou um trauma muito grande nele. O Leo é muito tranquilo, mas é muito sensível também. Tenho certeza de que ele sofreu e sofre muito com isso ainda. Dou graças a Deus por ele estar em outra cidade fazendo a coisa que mais gosta no mundo que é sua música. Ele é um ótimo pianista e adora o que faz.
- Fico feliz também...
   O delegado apanhou uma folha de sulfite e colocou diante dela.
- Escreva aqui todas as informações que a senhora tem que eu vou providenciar uma diligência até São Paulo o quanto antes.
   Cristina fez o que ele pediu e levantou-se, despedindo-se.
- De lembranças a seo Bruno.
- Ah, delegado...
- Sim?
- Meu irmão ainda não sabe que eu sei onde os atacantes do filho estão.
- Ah, não?
- Ele é capaz de ir para São Paulo pessoalmente para capturá-los, doutor Sampaio. Tenho medo que ele faça uma loucura. Acho melhor que isso fique só entre nós.
- Também acho. Tudo bem. Será nosso segredo.
   Cristina sorriu e saiu.

                           LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                       LEO (REENCARNAÇÃO)
                                                  CAPÍTULO 9

                                     RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                                     DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 12/01/2018
Reeditado em 12/01/2018
Código do texto: T6223840
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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