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LEONEL IX - MONSTRO! - CAP. 11

                            CAPÍTULO 11 – MONSTRO!
                                                                                                                                     
                                           Teodoro parou e ficou olhando para a filha, estarrecido, sem saber o que dizer, quando Vitória gritou chorando que Floyd estava com câncer.
- Meu irmão tem leucemia, papai... Seu filho tem leucemia!
  Ele apoiou os braços nos joelhos e uniu as mãos, olhando para elas, disse em voz baixa.
- Ele não é meu filho... E não podia ter um fim muito diferente... Ele procurou por isso...
- Que fim?! Ele ainda não morreu! Como você consegue ser tão... distante e frio assim? Ele é seu filho sim! Você não sente nenhum tipo de amor por ele? Não é possível! Ele precisa da sua ajuda!
- O Júnior está pagando pelos pecados dele.
- E por que você não está doente também?
  Teodoro olhou para ela rapidamente.
- Não conheço ninguém que tenha mais pecados que você, pai...
- Você não pode falar assim comigo, menina!
- Posso... Posso sim. Não é porque você me criou e me deu do bom e do melhor, que eu vou ter que fechar os olhos pro que você fez de errado nessa vida. Suas quatro mulheres concordariam, se estivesse juntas comigo aqui. Minha mãe e a mãe do Floyd mais do que as outras. Se não quisermos citar a tia do Leonel que foi a primeira que você traiu.
- O que você sabe sobre isso, Vitória?
- Muita coisa. Cristina Marques foi sua primeira namorada na adolescência e você largou dela pra se casar com a mãe do Floyd que estava grávida de você! Então ele é seu filho sim!  Sua coleção de pecados começou aí e não para mais até hoje. Se os nossos pecados de alma causam as doenças que adquirimos no corpo, o que vai ser de você, quando ficar mais velho, Teodoro Fontes?
   Teodoro não respondeu e levantou-se nervoso.
- Não devo nada a ninguém. A única pessoa que eu admito que saiu perdendo nessa estória é a Cristina mesmo. Admito que pisei na bola com ela, mas não me arrependo de mais nada na minha vida. E você é outra que não pode reclamar. Teve uma vida de princesa enquanto viveu comigo. E todos os meus filhos têm a mesma mordomia que você. Não devo nada a nenhum de vocês.
- Agora chegou a sua chance de provar que não deve mesmo. Dê ao Floyd a ajuda que ele precisa.
- Que ajuda? No que eu posso ajudar esse rapaz... se eu resolver fazer isso?
- Ainda não sei... Quando eu ficar sabendo onde ele está, vem comigo, pai. Vamos visitá-lo juntos...
   Teodoro pensou por um momento e respondeu friamente:
- Não... Já falei várias vezes que ele não é mais meu filho. Vai ter que pedir ajuda pros amiguinhos iguais a ele que devem ser muitos.
   Teodoro Fontes deu as costas e ia para a escada subir novamente. Vitória levantou-se e exclamou em voz baixa, mas triste.
- Você é um monstro!
  Ele parou, mas não se voltou, continuou andando e subiu.
- Eu tenho vergonha de ser sua filha! – ela gritou. – Maria!
   A empregada apareceu assustada na sala e perguntou:
- O que foi, dona Vitória?
- Traz minha bota de novo. Eu preciso sair dessa casa agora!
- O que aconteceu pra senhora ficar assim?
- Faz o que eu estou mandando, mulher, anda!
   A empregada subiu correndo e voltou, trazendo suas botas de volta. Enquanto isso, Vitória foi até o escritório do pai e pegou, na primeira gaveta de sua mesa, um talão de cheques. Saiu de novo, colocou as botas e disse:
- Maria, eu vou ligar pra você dizendo onde eu estou, mas não quero que você diga pra ele. Está ouvindo?
- O que está acontecendo, dona Vitória? Por que a senhora está chorando tanto? Eu ouvi os gritos de vocês da cozinha. É verdade que o seo Floyd está doente?
- É, Maria, mas ele vai ficar bem. Não se preocupe com isso.
- Meu Deus do céu! Eu vou ficar rezando por ele.
- Faça isso.
- Mas pra onde a senhora vai agora e sem condução?
   Vitória olhou para o alto da escada.
- Vou pegar um dos carros dele. Pra alguma coisa deve servir ter tanto dinheiro. Ele não vai ser negar me emprestar um dos carros. Eu estou indo pra São Paulo me encontrar com o Leonel. Ele deve saber onde o meu irmão está.
   Ela abraçou e beijou Maria no rosto.
- Reza por nós, Maria. Reza muito por nós e por ele.
- Com certeza, dona Vitória. Vai com Deus, e cuidado. A senhora está muito nervosa e diigir asim...
- Não se preocupe. Tchau.
   Ela saiu da casa, foi até a garagem e pegou um dos carros mais simples do pai. Saiu, queimando pneus.


                        LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                      LEO (REENCARNAÇÃO)
                                             CAPÍTULO 11

                                 RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                                   DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Velucy
Enviado por Velucy em 13/01/2018
Reeditado em 13/01/2018
Código do texto: T6224803
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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