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LEONEL IX - MEDO - CAPÍTULO 12


                                     CAPÍTULO 12 – MEDO
                                                                     
                                              Ao chegar ao estúdio de gravação Música VR, Leonel perguntou por Vicente Rocco à moça que atendia na recepção do lugar, na entrada do prédio e ela pediu que ele aguardasse na sala de espera. Minutos depois, Vicente aparecia e apertava a mão dele. O empresário o convidou a sentar-se.
- Fico muito feliz em conhecer você, Leonel. O Caio falou maravilhas de você. Diz que é um excelente pianista e não entende porque você ainda não tem discos gravados.
- Também gosto muito dele, seo...
- Nada de seo, me chame de Vicente.
- Vicente... eu, na verdade, só estou aqui pra saber do Floyd. O Caio ligou pra mim hoje de manhã e disse que ele passou mal essa madrugada. Estou muito preocupado.
- Nós fomos pegos de surpresa também, Leonel. Ontem, ele gravou as sequências de guitarra dele nas duas músicas que o Caio compôs especialmente pra ele e eu tinha intenção de liberá-lo para voltar a Minas, porque eu sei que vocês têm um trabalho muito bonito em Belo Horizonte e queria liberá-lo para voltar pra lá logo, mas... aconteceu isso. Hoje cedo o Caio me avisou da febre que ele teve, que o Floyd estaria gravemente doente e que teria que levá-lo ao hospital... Esse fato tirou todos nós do eixo.
- E você pode me dizer em que hospital eles foram?
- Eu não podia deixar que ele fosse a nenhum hospital público de São Paulo. Se o Floyd está trabalhando pra mim, é um dos meus rapazes também e eu sou responsável por ele, como sou responsável pelo Caio e pelos outros quatro componentes da CR5. São todos responsabilidade minha e eu dei o endereço da consultório do meu médico pessoal, aqui mesmo em São Paulo, no bairro do Brooklin. Só não fui com eles porque não podia deixar os outros garotos sozinhos. Estamos gravando o restante do disco a todo vapor e não posso cancelar as gravações. Cada dia num estúdio de gravação é muito caro pra gente se dar a esse luxo.
- E o Caio não teria que estar aqui também? Isso não atrapalhou o andamento dos trabalhos?
- Felizmente podemos gravar a voz dele isoladamente depois e inseri-la nas faixas posteriormente. O baixo também foi gravado por outro músico e acho que não vai fazer muita diferença depois. Eddie, nosso guitarrista, também toca baixo muito bem, além de guitarra e pôde quebrar esse galho pra nós.
- Que bom, mas... eu queria ver o Floyd logo... se voc^}e naõ se importar...
- Ah, claro, mas, se você quiser, eu mesmo o levo lá. Também quero ver o Floyd.
- Não quero incomodar. Eu estou de moto. Você deve estar ocupado. Só preciso do endereço...
- Você conhece São Paulo?
- Não muito... Sou de Serra Negra e tenho parentes em Valinhos, mas nunca estive aqui.
- Então eu faço questão de levá-lo. Você pode deixar sua moto no nosso estacionamento e vamos juntos no meu carro. Só me dê um minuto que eu vou avisar os rapazes no estúdio que estou saindo.
- Não vou lhe causar problemas?
- Absolutamente! Vá ajeitar sua máquina no estacionamento e eu já venho.
- Obrigado...
- Marli, cuida bem do nosso visitante! – Vicente disse à recepcionista. – Sirva um cafezinho pra ele. Venho já, Leonel.

   Vicente subiu ao primeiro andar do prédio e foi até o estúdio, onde estavam ocorrendo as gravações. No momento, Ulisses estava gravando a sua sequência instrumental no piano dentro da cabine. Vicente então avisou ao engenheiro de som e a Eddie e Fábio que ia sair e o motivo. Os três estavam sentados diantes da mesa de som cheia de botões.
- Cadê o Saara? – perguntou Vicente Rocco.
- No banheiro, Eddie respondeu.
- Avisa pra ele também. Eu já volto. Só quero saber notícias do Floyd e do Caio. Preciso ver se ele vem gravar ainda hoje ou não. Se o Leonel puder ficar lá com o Floyd, ele pode fazer isso.
- Queria conhecer esse Leonel também, disse Eddie. - O Caio fala dele como se fosse o Elton John!
- Acho que ele vai ficar em São Paulo por um tempo. Acho que o Floyd ainda não está vai voltar pra Minas hoje, não. Conforme seja, depois que ele estiver instalado na cidade, amanhã levo ele ao hotel e o apresento a todo mundo.
- Ok, vai na paz, chefe, disse Fábio. – Manda nossa força pro Floyd. Estamos todos torcendo.
   Vicente bateu nos ombros dos dois e saiu. Saara voltou pouco depois e ao ver Vicente sair do estúdio apressado, perguntou:
- Onde o Rocco foi?
- Levar o Leonel Marques na clínica onde o Floyd está internado, respondeu Eddie.
   Saara gelou e empalideceu ao ouvir aquele nome.
- Levar quem?
- Leonel Marques, o amigo do Floyd, pianista, líder da banda dele em Minas Gerais.
- Ele está aqui?
- Está, veio pra ver o Floyd. O Vicente vai levá-lo até onde o cara está.
   Saara olhou para Ulisses na cabine. O rapaz estava tão concentrado na música que não olhou de volta. O coração de Saara disparava no peito feito doido. Tinha que conversar com o amigo seriamente.


                                 LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                                           LEO (REENCARNAÇÃO)
                                                     CAPÍTULO 12


                                      RESPEITO, SEMPRE!
                                             OBRIGADA!
                                  DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 13/01/2018
Código do texto: T6224809
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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