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LEONEL X - VISITA - CAPÍTULO 2


                                 CAPÍTULO 2 – VISITA

                                            No carro de Vicente, a caminho da clínica para onde Caio havia levado Floyd, o empresário contava a Leonel o que se passou durante aquele dia.
- Eu fiquei muito preocupado quando Caio me disse que teria que levar Floyd pra um hospital por conta da febre que ele tinha tido durante a madrugada. Parece que ele já saiu do estúdio com essa febre.
- Ele está doente já faz algum tempo. Já tinha tido essas febres outras vezes, lá em Belo Horizonte. Eu estava com ele e ele não quis que eu o levasse ao hospital. Ele ficou bem no mesmo dia e achamos que não ia acontecer mais.
- Se ele tem mesmo leucemia, era fatal que acontecesse. Não é um resfriado nem uma dor de barriga. É câncer! No sangue! É coisa muito grave e o Floyd foi muito imprudente deixando essa doença dentro dele sem tratamento tanto tempo.
- Você tem razão.
- Ele tem família?
- Tem. O pai dele mora em Diadema, mas os dois são brigados.
- Poxa... Isso dificulta tudo. Tem irmãos?
- Tem, mais três, mas aqui em São Paulo só uma de dezenove anos.
- E eles se falam?
- Felizmente, sim. A Vitória ama o Floyd demais.
- Já é de grande ajuda. A família faz muita diferença numa situação como essa.
- É verdade...
   O carro parou diante de um prédio branco.
- É aqui... disse Vicente.
- Alguma coisa me diz que o Floyd não vai ficar muito tempo aqui, Leonel disse. - O que ele tem é muito sério pra ser tratado numa clínica tão pequena.
- Tudo vai depender do que ele vai querer fazer. Vamos entrar pra saber disso?
  Leonel concordou. Eles saíram do carro e dentro do prédio conversaram com o médico, doutor Samir Adad, que estava cuidando de Floyd.
- Seu amigo demorou muito para procurar um hospital, sabendo que tinha uma doença tão séria, mas acredito que ainda esteja em tempo de se fazer alguma coisa. Conversei muito com ele e ele parece estar muito propenso a se cuidar. Esse rapaz que o trouxe, o Caio Rueda, parece fazer muita diferença.
   Leonel olhou para Vicente e respirou sutilmente, aliviado.
- Que bom... E... ele tem chances de ficar curado, doutor?
- Não vou descartar nenhuma possibilidade ainda. A primeira etapa pra se curar ele já cumpriu, vindo procurar ajuda médica. A leucemia tem cura e espero que ele seja levado a um hospital mais especializado pra continuar o tratamento. Todo minuto é precioso agora.
- Nós podemos vê-lo? – perguntou Vicente.
- Claro. Ele já deve estar jantando a essa hora, mas eu vou subir com vocês.
- Jantando?
- É, foi com muito custo que o convencemos. O apetite é uma das primeiras coisas que o paciente perde quando está doente, mas o Caio está lá com ele. O garoto parece ser muito persuasivo e o convenceu a se alimentar. Vamos subir?

   O médico acompanhou Leonel e Vicente até o quarto em que Floyd estava e ele realmente estava acabando de comer a gelatina que Caio lhe dava na boca. Ao ver a porta se abrir e Leonel entrar com Vicente e o médico no quarto, Floyd afastou com a mão a colher que Caio lhe estendia.
- Só mais uma, vai! Já está acabando.
- Chega!
  Caio seguiu seu olhar e viu também que eles tinham visita. Baixou a mão e colocou o pote de gelatina na bandeja sobre a cama.
- Podemos interromper o jantar de gala? – brincou Vicente, bem humorado, aproximando-se da cama e apertando a mão de Floyd. – Como você está, garoto?
- Bem, obrigado...
- Está sentindo alguma dor, algum desconforto? – o médico perguntou.
- Não... Eu estou bem.
- Bom, então eu vou deixá-los a sós com seus amigos, disse o médico. – Qualquer dúvida, Vicente, estou no meu consultório.
- Obrigado, doutor Samir, disse Vicente.
  O médico saiu do quarto e Vicente olhou para Caio.
- Você não quer ir pro hotel, descansar um pouco? Você não vai dormir aqui, vai?
- Não! – Floyd respondeu antes dele. – Ele vai pro hotel dormir. Já tenho companhia. O Leonel fica comigo. Você precisa descansar pra finalizar seu disco amanhã cedo.
- Mas, Floyd...
- Nem mais nem menos mais. Eu fiz o que você queria. Estou num hospital, não estou? Vai cuidar de você e do seu trabalho.
   Caio tocou sua mão e beijou sua testa.
- Tchau. Eu volto amanhã à tarde.
- Obrigado.
- Eu te amo... Caio disse baixinho e tocou seus lábios levemente.
   Vicente achou melhor ir com ele. Já tinha visto Floyd e levado Leonel até lá.
- Eu já vi que o Floyd está bem assistido e vou com você pro hotel também, Caio. Te dou uma carona. Os rapazes já devem estar lá. Ainda bem que vocês estão em quarto separado. Ninguém vai te incomodar. Daqui a pouco eu volto pra te buscar, Leonel, a gente vai poder conversar mais depois no hotel. Amanhã cedo a gente volta, Floyd.
- Obrigado por tudo.
   Os dois saíram do quarto. Leonel fechou a porta e voltou para perto da cama.
- Já decidiu o que vai fazer agora?
- Eu te falei... Quero voltar para Serra Negra.


                  LEONELEONELEONELEONELEONELEONEL
                              LEO (REENCARNAÇÃO)
                                        CAPÍTULO 2

                          RESPEITO, SEMPRE! OBRIGADA!
                            DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Velucy
Enviado por Velucy em 14/01/2018
Código do texto: T6225580
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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