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A Rosa vermelha e seus espinhos .6

                         Não sei onde estou, mas sei que é um lugar diferente de tudo que eu vi.
     Local parecido com a savana. Muito seco mesmo. Arvoredos baixos, e terra seca .
     É chegamos em um lugar diferente . Casebres de barro e madeira. Muita gente que
     nunca vi. Roupas paupérrima. Me olham como se eu fosse um bicho do mato.
     - O que pretende com essa aí, capitão ?  - perguntou uma morena de longos cabe
     Los quase negros. Usa um vestido meio curto - poderia deixar comigo ! Levaria pa
     ra o Rio de janeiro. Poderia trabalhar comigo lá . Tiraria bom dinheiro.
     - Muito nova , Maria ! - disse uma senhora idosa - não vai dar certo !
     - Tem meninas mais nova que ela fazendo isso ! - disse Maria dando uma risada .
    - Leve-a para comer algo - disse o capitão
    E assim a mulher me leva até uma cozinha onde
    tem comida Brasileira da boa. Apesar de parece
    rem pobre. Como como uma esfomeada e ela ri de
    mim.
    - Está com fome, menina !
    Balanço a cabeça positivamente.
    - Comida gostosa, dona !
    - feijoada! -  fala ela rindo - comida de senzala .
    - É muito boa ! - falo rindo - gostosa mesmo !
    Como tudo é depois ganho um café bem doce.
    - Sabor diferente ! - falo para a dona da casa, uma
    senhora de uns 50 anos.
    - É pó de café com garapa. -  responde Maria.
    - O que é garapa ? - pergunto espantada .
    - Caldo de cana ! - respondeu a senhora rindo.

               Passo o restante do dia aprendendo tudo
    sobre o Brasil. Festa, comida, esporte... Tudo !
    E, ao anoitecer, olho o céu estrelado do lugar e vou
    dormir em uma rede . A noite é silenciosa e gosto
    sa. Queria ter alguém comigo ali. Maria anda de
    um lado para outro como se esperasse alguém.
    E pego no sono e logo me chamam.
    - Quer sair daqui ?- perguntou uma voz conhecida.
    Levanto e olho para Maria que está na minha frente
    com ar misterioso. Está toda arrumada.
    - Prenderam alguns dos nossos e temos que sair
    daqui o mais rápido possível.
    - E para onde vamos ?
    - Vou te levar para o Rio de janeiro !
    Me apresso pois, sempre quis morar no Rio de ja
    jeito. Por ser menor, minha mãe sempre riu muito
    quando falava isso, de morar algum tempo na cida
    de do Rio de janeiro.
     E assim me arrumo e logo saímos dali às pressas.
     Pegamos um automóvel que estava escondido e
     saímos dali. Algum tempo depois chegamos em
     uma cidade pequena. Nós hospedamos e ficamos
     uns dois dias. A louça da Maria vendeu o carro e
     Embarcamos para uma cidade maior e tempo de
     pois estamos em Recife. Alguns dias hospedadas
     em um hotel de médio porte e depois embarca
    nós para o Rio de janeiro. Ao chegar na cidade,
    fico encantada com tudo o que vejo. Sou levada
    para uma casa na praia do Flamengo e fico Moran
    do com Maria ali. Me trata como filha. À noite sigo
    com Maria para a Lapa. Vejo que a noite ali é bem
    divertida. Maria me emprega em um armazém que
    tem como como um homem rude e obeso. Senhor
    Floriano. E Maria se entrega aos homens da noite.
    O armazém vende iguarias importada de dia e de
    noite , bebida para os bebuns e mulheres da vida.
    Durante várias noites Maria sempre me apresenta
    alguém. Mas não deixa que me toquem. Parece
    estar me leiloando. E certa noite me confessa :
    - Você me contou sobre quem é sua mãe. Então
    quis valorizar seus serviços. Te empreguei por per
    tô para que a vissem. Dei preços e eles ficaram
    bem loucos. O tempo passou. Estamos em meado
    de setembro. Agora vou jogar você no mercado.
    - Aqui tem muito malandro na noite - falo rindo.
    -E você será uma malandra da noite, menina !- dis
    se Maria dando uma gargalhada- mas vai me dar
    metade do que ganhar !
    - Tudo bem ! - sorrio e a beijo no rosto - me deu
    moradia e comida e opção de voltar para a Alema
    nua.... quis ficar e acho justo que dívida meus lu
    cros com você.
    Maria me abraça forte e retribui o beijo.
    - Hoje estou de folga e acertei suas contas com o
    Portuga. - e me estende meu pagamento.
    - Fique com a metade !- falo puxando uma parte.
    - Mas você ficou com menos ! - disse ela vendo que
    deixei mais dinheiro com ela.
    - É pouco para o que você fez comigo !
    Ela fica me olhando e depois fala :
    - Vamos dormir !

Gerda Maria Leuenberger
Enviado por Gerda Maria Leuenberger em 13/03/2018
Código do texto: T6279137
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Gerda Maria Leuenberger
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Gerda Maria Leuenberger