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RP - LUCILA - PARTE 2


                                          LUCILA
                                         PARTE II
                                                   
                                Cláudio e Mônica fazem quase a mesma pesquisa que Wagner fez com Linda. Vão até o Alto da Lapa, seguindo as placas de rua e, ao chegar à Rua Cerro Corá, com a ajuda de pessoas a quem pedem informações, chegam à Rua Ajuricaba.
   Quando o carro para na frente do número duzentos e vinte e dois, Cláudio desce do carro e fica olhando para a casa térrea. Mônica desce também e segura sua mão.
- É muito parecida com... ela começa a dizer, mas para a frase no meio.
- A casa da Luís Gama... como o Wagner disse, ele completa.
- Só não é sobrado.
   Cláudio se volta para ela e diz:
- Meu amor, eu quero que tudo aconteça muito naturalmente lá dentro em relação... à Lucila. Como se nós não soubéssemos de nada a respeito disso. Você não conhece o Salomão e eu não sei... que ela é minha mãe. Ela está fugindo de mim e pode ficar muito constrangida ao me ver de novo. Eu não quero forçá-la a nada.
- Eu entendo. Eu imagino o que ela deve estar sentindo. Só não entendo... como ela pôde te reconhecer, se nunca te viu depois de adulto. Você disse que a Karen não sabe de nada.
- Eu também não sei, mas ficou muito claro pra mim que ela ficou branca quando Karen disse o meu nome e que eu era de Casa Branca. Ela saiu do quarto no mesmo momento em que Karen ia me apresentar. Depois apertou a minha mão tremendo quando Valter me apresentou a ela fora do quarto. Ela sabe quem eu sou.
- E como está seu coração diante de tudo isso? O que você está sentindo?
- Não sei... Mas com certeza não é nenhum sentimento negativo, nem mágoa. Vou fazer como o Wagner queria. Esperar... e ver o que vai acontecer. Só me sinto impotente. Acho que não posso fazer nada por ela, se ela não quiser se revelar pra mim.
- Pode sim. Só a sua presença já é o bastante. Pode trazer alguma tristeza, mas traz alguma alegria também saber do homem em que você se tornou.  De tempo ao tempo.
   Cláudio sorri e envolve sua cintura.
- Eu gosto de te ouvir falar assim... me animando sempre...
- Eu só quero mostrar pra você que eu nunca quis brincar de boneca com a nossa filha. Que eu não sei muito. Estou com muito medo de sentir a cada dia nossa bebê crescendo dentro de mim, mas não sou uma desmiolada, inconsequente. Eu quero aprender com ela e com você as coisas que eu ainda não sei e vou me esforçar pra ser uma boa mãe e uma boa companheira pra você. Acredite nisso, por favor.
- Claro que eu acredito. Eu pensei que você tivesse esquecido isso.
- Não, não esqueci. Eu sei que você estava nervoso na hora que disse, mas me machucou muito ouvir da sua boca aquilo tudo. Você me conhece o suficiente pra saber que eu não faria o que fiz se não pudesse arcar com as consequências depois... com ou sem você.
   Cláudio a abraça.
- Eu sei. Me perdoe. Eu acho que, naquela hora, eu pensei mais em mim, no meu orgulho. Eu queria ter sabido por você que ia ser pai. Ia soar muito mais gostoso mesmo com toda confusão que ia causar. Eu só me zanguei com você por isso. Eu não podia acreditar que você tivesse se arrependido e não confiasse mais em mim. Pra mim, naquele momento, você não me amava mais. Ter um filho com uma mulher que não me amava, nunca me passou pela cabeça. E vice versa. Já no fim do meu casamento com Tânia, eu não quis ter filhos com ela porque eu não a amava mais. Um filho tem que ser gerado com amor das duas partes. Independente de casamento ou de número.
- De número?
- É. Um casal que se ama pode sustentar dez filhos que sejam e tudo dá certo.
   Ela sorri.
- Você teria dez filhos, comigo?
- Não seria má ideia... pra compensar os oito anos que eu perdi, ele brinca.
- Você quer me matar?
  Cláudio ri, depois a abraça e beija.
- Não, é claro que eu estou brincando. Quando a Maria Cecília estiver com idade de pedir um irmãozinho, a gente pensa nisso.
   Ela sorri e o beija de novo.
- Vamos entrar? A gente não pode ficar namorando aqui na calçada.
   Ele respira fundo e, segurando sua mão, chega até o portão; toca a campainha na parede.


                       RETORNO AO PARAÍSO – LUCILA
                                            PARTE 2

                    OBRIGADA E TENHA UMA ÓTIMA TARDE!
                            DEUS ABENÇOE A NÓS TODOS!

Velucy
Enviado por Velucy em 10/05/2018
Código do texto: T6332270
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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