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RP - LUCILA - PARTE 6

 
                                       LUCILA
                                     PARTE VI
                                                   
                                      Karen olha para ele surpresa quando Cláudio diz querer comprar sua casa.
- O quê? Você?
- É... Nós queremos. Eu não pretendo e... não posso mais voltar pra Casa Branca. Nós estamos num hotel aqui e a Mônica não pode ficar vivendo assim no estado em que ela está. Eu pretendo comprar a casa e no futuro colocar no nome dela, assim ela e a nossa filha terão pelo menos um lugar decente pra morar, sem problemas.
- Você não tinha me dito isso... fala Mônica, apertando a mão dele.
- É o mínimo que eu posso te dar por enquanto.
   Ela o beija e Cláudio olha para Karen.
- E aí? Você me vende?
- Se eu soubesse disso antes ela já seria sua...
- Não, não quero nada de graça. Eu tinha uma ideia de que você fosse dizer isso, mas a casa tem que vir pra nós com tudo que é direito. É do futuro da minha filha que a gente está falando.
- Eu sei, meu amor. Eu sei. Tudo bem. Ela é sua. É de vocês quando vocês quiserem.
   Cláudio lhe beija o rosto de um lado e Mônica beija o outro.
- Obrigada... por nós duas, ela diz.
- Parem com isso vocês dois. Não quero me debulhar em lágrimas justamente hoje, ainda mais agora que eu subitamente virei hóspede. Essa casa já não é mais minha. Agora eu sou hóspede de vocês. Não querem fazer uma hóspede chorar, querem?
- Também não é assim tão rápido, Karen, diz Cláudio.
   Ela beija os dois no rosto e se levanta.
- My God, pra onde foi a Lucila?
- Ela deve ter ido ao quarto dela, diz Cláudio.
- Mas ela deixou você sozinho. Isso é uma indelicadeza.
- Não se importe com isso. Eu não quero ser tratado como visita na sua casa. Ainda mais agora que ela é... quase minha. Ela deve ter alguma coisa mais importante pra fazer lá dentro. Não brigue com ela por minha causa.
- Então, Mônica, leve Cláudio para a cozinha e faça-o provar o que você fez. Eu sei que ele vai aprovar. Eu vou ver a Lucila. Ela amanheceu com uma dor de cabeça esquisita. Eu venho já.
 - Você não acha que já esgotou sua cota de rebeldia por hoje? Não devia ir descansar um pouco?
- Já disse que aqui e agora você não é meu médico. Esqueça minha saúde. Estamos às vésperas do Natal. Eu estou bem e muito feliz pra ficar na cama. Volto já.
   Karen se afasta dos dois. Mônica olha para ele e pergunta:
- Como foi?
   Ele olha para ela e finge que não sabe do que ela está falando.
- Como foi o quê?
- Você sabe do que eu estou falando.
   Cláudio se levanta e sorri.
- Você não ia me levar pra cozinha e me mostrar o que você fez de gostoso lá?
- Amor...
- Não me obriga a falar disso agora não, ele diz com a voz embargada. – Eu estou feliz demais pra isso. Você já se deu conta de que a gente está... na nossa casa?
   Mônica se levanta e o abraça forte. Cláudio começa a chorar, baixinho, encostando o rosto no dela.
- Já. Você tem razão, amor. Vem... Prometo que só vou falar disso quando você quiser.
  Ela o puxa pela mão e os dois vão para a cozinha.

  No quarto de Lucila, Karen a encontra, muito nervosa, sentada em sua cama.
- Lucila, está tudo bem?
- Está, senhora. Foi só a dor de cabeça que voltou...
- De novo? Eu já falei que você tem que ver isso. Estou ficando preocupada...
- Já passou, ela diz, levantando-se, e ajeitando os cabelos. – Vamos voltar pra sala. Me desculpe deixar o seu amigo sozinho. Espero que ele tenha entendido.
- Entendeu, claro que ele entendeu, quem não entendeu fui eu. Você não costuma fazer isso com as pessoas que vêm aqui. Me admiro que esteja fazendo justamente com um rapaz que eu considero como um filho.
- Me desculpe. Não vai acontecer mais. Eu prometo.
- Eu tenho uma novidade pra você.
- Novidade? Qual?
- Em consegui vender esta casa.
- Conseguiu? Como? A senhora falou que ia ser difícil vender por estarmos em época de Natal...
- Cláudio comprou de mim.
   Lucila se cala.
- Ele estava procurando um lugar pra ficar com a mulher. Achou.
- Eles... vão morar aqui?
- Se quiserem, já ficam hoje. Eu já ia pedir pra eles dormirem aqui em casa comigo, esta noite. Agora... O que você acha disso?
- Fico feliz pela senhora.
- Então tire esse ar de tristeza do rosto e venha receber os novos donos da casa como eles merecem.
- Eu vou já. Preciso... fazer uma coisa antes.
- Não demore.
   Karen sai do quarto. Lucila senta-se pesadamente na cama, aflita. Não sabe como vai ser a sua vida agora. O filho que ela abandonou há vinte e sete anos, vai passar a viver ao lado dela na mesma casa. A vontade que tem é de que o chão a engolisse. Mas tem que ser forte agora. Forte como não foi quando teve que entregar seu bebê há vinte e sete anos.


                       RETORNO AO PARAÍSO – LUCILA
                                         PARTE 6

                   OBRIGADA E TENHA UM ÓTIMO DIA!
                         DEUS ABENÇOE A NÓS TODOS!
Velucy
Enviado por Velucy em 12/05/2018
Código do texto: T6334150
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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