Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

RP - RETORNO... - PARTE 12


                                       RETORNO...
                                        PARTE XII

                          Depois de alguns segundos, a porta se abre e Salomão aparece. Ele parece assustado e olha para a filha já com os olhos marejados. Dá mais dois passos para fora da casa e fica diante dela, sem saber o que fazer.
- Oi, pai...
- Filha...?
- Sou eu... Estou de volta...
   Ela chega bem perto dele e o abraça forte, chorando. Cláudio e Mônica também choram abraçados. Salomão envolve a filha nos braços, num abraço cheio de saudades.
- Minha menina... Você voltou... Obrigado, meu Deus!
- Me perdoa, pai. Diz que me perdoa.
- Eu não tenho o que perdoar... se seu filho já te perdoou.
  Lucila vai com ele sentar no banco e beija as mãos do pai.
- Sua bênção, meu pai...
- Deus te abençoe.
   Ela percorre o rosto dele para vê-lo melhor e sorri, acariciando seu rosto.
- Você está tão bonito...
- O Chico... jardineiro novo da fazenda... veio e fez... algumas coisas em mim... Você gostou?
- Adorei, paizinho.
- Você já jantou? Está tão magrinha... Você não comia lá em São Paulo?
   Ela ri. Cláudio e Mônica também riem entre as lágrimas.
- Comia... sem vontade, pra não morrer... mas eu estou bem.
- Eu fiz uma comida especial pra você. Arroz, feijão e mandioca... Você gostava...
- Gostava e vou adorar comer sua comida de novo. Mas quem vai fazer comidas especiais pra você sou eu agora. Eu vou cuidar de você, como não cuidei esses anos todos. Eu prometo, meu pai.
   Salomão olha para Cláudio e Mônica ainda parados perto do carro.
- Obrigado, ele diz, olhando para ela. - Você prometeu e cumpriu. Deus abençoe você e sua filha.
- Amém... ela diz, sorrindo. – Está feliz?
- Muito... Agora eu posso morrer em paz.
- Não fale isso. Você ainda vai viver muito, Salomão.
- Quero agradecer ao Wagner também. Por que ele não veio?
- Ele foi direto pra casa grande. Amanhã, ele vem falar com você.
   Salomão olha para Cláudio e o chama com um aceno de mão.
- Vem aqui...
   Cláudio se aproxima e se senta ao lado dele.
- O que você tem?
- Nada...
   Salomão coloca as mãos sobre sua cabeça e fecha os olhos. Cláudio sente o corpo todo arrepiar.
- Não tenha medo disso que está na sua cabeça, meu filho. Nada consegue matar quem protege a vida.
  Cláudio esconde o rosto no ombro dele e começa a chorar novamente. Lucila acaricia e beija os cabelos do filho, também emocionada. Salomão abraça Cláudio, como se o ninasse. Depois que a emoção passa, Cláudio beija o rosto do avô.
- Eu já vou indo... ele diz, enxugando o rosto.
- Vai, você precisa descansar, Lucila diz. – Obrigada por tudo. Você não tem ideia do quanto eu te amo, meu filho.
- Você tem lugar pra ela dormir aqui... vô?
- Tenho... Sua madrasta mandou trazer da cidade uma cama... beliche... muito bonita e confortável que coube direitinho lá dentro. Mandou roupa de cama e travesseiro também. Minha tapera parece casa de rico agora.
   Mônica vai conferir o que ele diz, indo ver dentro da casa. Quando volta, confirma o fato.
- Está tudo lindo lá dentro. Parece que teve a mão de uma mulher arrumando tudo.
- E teve. A menina Diana me ajudou.
- A Diana? - Cláudio pergunta.
- Ela mesma. Ficou a tarde inteira comigo aqui, ela e a pequenininha, que mais bagunçou do que outra coisa, mas elas me deixaram muito feliz.
- Quem é Diana? - Lucila pergunta.
- Minha irmã de treze anos e a pequenininha que o Salomão falou é a Elis, de cinco.
- Ah... Muito gentil da parte da sua madrasta deixar que as filhas ajudassem...
- Você vai até a fazenda amanhã? Eu gostaria de apresentar você a ela.
- Amanhã... a gente pensa nisso, ela diz, não muito convicta.
- Mãe, a Magda é totalmente de paz. Ela vai te tratar muito bem e te receber lá em casa como amiga, eu tenho certeza.
- Compreenda o meu lado, filho. Ela é a mulher do seu pai. Não tem obrigação nenhuma de me receber gentilmente na casa dela. Eu já tenho onde ficar e vou ficar aqui... com meu pai, onde  é o meu lugar.
- Você é quem sabe.
   Ele beija o rosto dela e do avô.
- Fiquem bem. Eu vou tirar sua mala do carro.
   Ele se levanta e se afasta. Salomão olha para Mônica e pergunta:
- É a menina, como vai?
- Bem, chutando muito, mas está bem.
- Ela vai lhe dar muitas alegrias. Que Deus a abençoe.
- Amém...
   Cláudio coloca as malas de Lucila dentro da casa e aproveita para olhar tudo lá dentro.


                       RETORNO AO PARAÍSO – RETORNO...
                                             PARTE 12

                         OBRIGADA POR SONHAR COMIGO!
                                           BOM DIA!
                         DEUS NOS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 23/06/2018
Código do texto: T6371576
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
1117 textos (4820 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/18 18:35)