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RP - MORRE UM ANJO...- PARTE 20


                                  MORRE UM ANJO...
                                         PARTE XX

                      Miguel se admira, mas fica feliz ao ver o estado de ânimo do amigo. Está feliz também em ver Alberto feliz. Mas depois, lembrando-se do assunto anterior, retoma a sua revolta.
- Mas, gente, como é que eu vou saber quando a Maria Cecília vai nascer? Eu não posso ficar morando aqui perto de você esperando por ela também.
- Você não é meu médico? Não sabe a época em que ela vai nascer?
- Sei o período, mas não o dia certo... Um bebê surpreende a gente. A menos que você queira fazer cesariana.
- Não, já disse que vai ser normal. E vai ser no meio de maio, como você disse.
- Pois então, e se ela adianta? E se ela resolve vir no fim de abril?
- Vai dar tudo certo. Ela não vai vir no fim de abril. Quando maio começar, eu vou me comunicando com você. Se eu perceber alguma coisa diferente, você vem pra cá e passa uma semana com a gente até ela decidir o que fazer. Repito: vai dar tudo certo.
- Você é doida.
- Não, eu só quero que você faça meu bebê nascer pra terminar o que começou, ela diz séria e tocando a mão dele. - Eu te devo muito, Miguel. Te devo por guardar meu segredo pra mim no início quando eu descobri que estava grávida, te devo por tentar, sem sucesso, casar comigo querendo livrar minha barra com meu pai, te devo por ficar do nosso lado quando eu fugi pra São Paulo, por perder o emprego por mim, por mostrar meu ultrassom pro doutor Jairo e fazer meu pai mudar pelo menos um pouquinho de ideia sobre o Cláudio e deixar ele se internar no Santa Mônica, sem chamar a polícia para prendê-lo... Por adotar o Alberto e estar aqui com ele e com a gente. Você é um homem muito especial, Miguel. Obrigada por tudo isso.
   Ele coloca a mão sobre a dela e sorri.
- Posso te fazer uma pergunta... no mínimo cruel?
- Faça, ela diz, encostando as costas na cadeira e repousando a mão sobre a barriga.
- Você já se preparou pra ficar sozinha e criar a sua filha... sem o Cláudio?
   Mônica fecha os olhos e nega.
- Não... mas eu não quero pensar nisso ainda. Não é justo com a minha filha... Eu acho que... de alguma forma, ela sabe por que está chegando... e o pai está indo embora... Deve haver um sentindo maior pra isso estar acontecendo... mas você não viu como ele está feliz? E é isso que eu quero fazer. O mesmo que ele está tentando fazer por mim. Viver um dia de cada vez e ser feliz. E eu ainda quero ter fé... de que ele vai se curar.
- Foi por essa força de espírito que eu me apaixonei... Você é que é uma mulher muito forte e especial.
  Miguel coloca a mão sobre a barriga dela.
- Eu faço questão de estar aqui pra colocar essa garota no mundo e, se depender de mim, ela vai ser muito feliz, tenha certeza.
  Uma lágrima escorre pelo rosto de Mônica, mas ela sorri surpreendendo-se com a filha que se mexe dentro dela. Miguel também sente.
- Oi, gatinha. Vamos brincar com o papai também?
  Ele se levanta e ajuda Mônica a se levantar.
- Vamos ver o que eles estão aprontando no celeiro?
   Lúcia está saindo da casa com Rodrigo que pergunta:
- Aonde foi todo mundo? Eu também quero brincar!
   Miguel pega a mão dele e se oferece para ajudá-lo.
- Vem comigo, filhote. Eu te ajudo. Pode deixar, amor, eu cuido dele.
- Cuidado, Miguel, ele não conhece o lugar. Fica sempre perto dele.
- Fique tranquila. Eu estudei o manual dele direitinho.
- Ei! Eu não tenho manual! – reclama Rodrigo.
  Miguel ri e suspende Rodrigo nos ombros, indo com ele até o celeiro.
  Sem muito ânimo para ir com eles, Mônica volta a se sentar. Lúcia se senta na cadeira em que Miguel estava e pergunta:
- Cansada?
- Nem tanto. Aqui eu me sinto quase no céu. A madrasta do Cláudio não me deixa fazer muita coisa. Eu estou até ficando mal acostumada. De vez em quando eu consigo ajudar a Matilde a fazer alguma coisa na cozinha, lavar uma louça, enxugar, guardar, mas escondido dela. Quando ela entra na cozinha, me expulsa de lá.
- E o bebê, está dando trabalho?
- Um pouquinho. Eu sinto muito sono. Tenho umas dores nas pernas de vez em quando, mas o Miguel me passou um relaxante muscular natural que ajuda bastante. Mas ela quase não tem nada a ver com isso. Só mexe demais. Me dá cada chute na costela que às vezes me tira o fôlego. Fora isso... fora a vontade louca que eu tenho de olhar no rostinho dela, está sendo muito gostoso esperar por ela.
- Eu trouxe um presentinho pra você. Já está lá em cima no seu quarto. O Miguel escolheu. Vamos lá ver?
- Claro, mas não precisava...
- Não é nada demais.
  Elas se levantam e ouvem o barulho de uma moto que chega. Mônica reconhece a moto e para.
- O Wagner!
- É o irmão do Cláudio?
- É...
   Wagner estaciona a moto diante da casa, retira o capacete e desce dela. Pega a mochila e sobe os degraus da escada, se aproximando de Mônica e lhe beijando o rosto.


                     RETORNO AO PARAÍSO – MORRE UM ANJO...
                                                 PARTE 20

                                OBRIGADA POR SONHAR COMIGO!
                                                     BOM DIA!
                                 DEUS NOS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 10/07/2018
Código do texto: T6386020
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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