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RP - MORRE UM ANJO...- PARTE 22


                                   MORRE UM ANJO...
                                         PARTE XXII

                                Cláudio fecha a porta e se senta ao lado do irmão, colocando a mão sobre o ombro dele.
- Dá pra contar como essa... loucura começou? Eu não imaginava que... acho que ninguém imaginava que a Linda pudesse ter um ex-namorado que seria capaz de... O que foi que houve de verdade?
   Wagner enxuga o rosto, levanta a cabeça e olha para o teto, tentando se controlar. Levanta-se e vai até a porta que separa o quarto da sacada, encostando-se nela.
- Aqui foi o lugar onde eu a vi pela primeira vez, ele diz, começando a chorar de novo, mas fazendo um esforço enorme pra se conter. – Na noite em que eu fui levado daqui pra Inglaterra, ela veio com mais três caras, guarda-costas do meu bisavô e um deles era ele. O nome dele era... Teo. Ele foi o primeiro que me agrediu aqui. Me deu um soco na cara e, se não fosse por ela pedir, acho que faria coisa pior, se eu não tivesse que chegar inteiro em Londres. A missão deles era essa.
- Se a missão deles era levar você inteiro, por que ele te agrediu assim gratuitamente?
- Não foi muito gratuitamente... Quando eu vi a Linda pela primeira vez, ela era a coisa mais... linda que eu já tinha visto. Aquele cabelo platinado dela, aqueles olhos, aquele ar seguro que ela tinha... Eu confesso que comecei a flertar com ela aqui no Brasil e ele percebeu. Mas eu não sabia que ele era namorado dela. Fui saber lá e ele ficou com um pé atrás comigo desde então. Ele não gostava de mim e não escondia isso de ninguém. Ele tinha um ciúme esquisito dela com qualquer homem que pudesse fazer concorrência pra ele. E ela era a única mulher na mansão. Até pro Gart ele olhava meio torto se estivesse perto dela, mas o Gart sempre ficou na dele, embora... gostasse dela também, mas ele nunca demonstrou isso. O sangue latino do Teo aumentava e exagerava demais o ciúme que ele tinha por ela...
- Sangue latino? Era não era inglês?
- Não... era brasileiro...
- Meu Deus...
- Nada a ver. Você também é brasileiro é parece um lorde inglês às vezes...
- Continua... Cláudio evita sair do foco da conversa.
   Wagner vai se sentar na cama novamente, cruza as pernas sobre ela feito índio e se abraça numa almofada.
- Pra resumir... depois que meu bisavô morreu, ele pediu demissão do cargo de segurança da mansão porque não queria ficar sob as ordens do Gart, que agora era dono de metade de tudo, por ser neto de Mr. Russel. Ela tentou tirar essa ideia da cabeça dele, dizendo que era bobagem, mas ele não voltou atrás. Quando eu já podia voltar pro Brasil, eu pedi pra ela pra me trazer de volta pra cá do mesmo jeito que eu tinha ido e... convidei o Gart pra vir junto, já que ele não tinha vindo na primeira vez. Eles toparam, mas o Teo não gostou. A Linda queria vir pro Brasil comigo, mas ele não deixou. Eles brigaram por causa disso e ela terminou o namoro com ele, antes de vir. Ele ficou muito zangado porque ela viria mesmo sem a autorização dele. Vendo que não ia fazê-la mudar de ideia, ele ficou muito mais zangado comigo e com o Gart e a gente já saiu de lá sob... ameaça dele. Quando a gente já estava saindo de lá, ele tentou até... me matar.
- Deus... Cláudio exclama em voz baixa, assustado com aquilo.
- E conseguiria se não tivesse mais três caras na mansão pra me proteger.
   Wagner coloca as mãos na cabeça e fecha os olhos, continuando:
- Enfim... a gente veio e, pelo que os outros guarda-costas contaram depois, ele continuou rondando a mansão, esperando a volta dela, do Gart ou minha. Saiu da mansão, mas não saiu de perto, esperando se vingar... de mim.
- Quando ela brigou com você aqui e voltou pra lá sozinha, ele tentou alguma coisa com ela?
- Não. Os seguranças me disseram que ele não faria isso. A Linda tinha muita personalidade e já tinha deixado claro que não queria mais nada com ele, ainda mais depois... que se apaixonou por mim. Ela já tinha deixado isso claro pra mim aqui no Brasil... Nem com o Gart, ele tentou nada, depois que ele voltou pra lá. O alvo dele era eu mesmo. Esse corte na minha testa foi ele. Ele atirou em mim na mansão pra me assustar. Acertou num vaso que se quebrou todo e um estilhaço me atingiu.
- Eu imaginei que tinha alguma estranha nesse corte... Se você não tivesse voltado pra Londres...
- Ela estaria viva agora.
   Wagner coloca a cabeça entre as mãos e começa a chorar de novo.


                   RETORNO AO PARAÍSO – MORRE UM ANJO...
                                              PARTE 22


                            OBRIGADA POR SONHAR COMIGO!
                                                BOM DIA!
                            DEUS NOS ABENÇOE A TODOS NÓS!
Velucy
Enviado por Velucy em 11/07/2018
Código do texto: T6386936
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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