MANDY - O DIA CERTO PRA SE COMER PIZZA VI - PARTE 1

I – O DIA CERTO PRA COMER PIZZA...

Amanda estava deitada no sofá da sala, pensativa, quando Rotemberg chegou. Olhou para ela e parecia adivinhar o que se passava por sua cabeça. Colocou as chaves do carro e a valise em cima da mesa e aproximou-se dela, sentando-se a seu lado no sofá. Amanda pegou a mão dele e sorriu.

- Já soube que o Marco já está em casa? - ele perguntou.

- Soube. Eu liguei pra lá, agora. Ele não quis falar comigo. A mãe dele disse que ele tinha saído, mas eu sei que é mentira.

- Dá um tempo pra ele. Hoje o dia não foi fácil.

- Eu sei. Não fiquei magoada. Eu já fiz isso com ele também. Só quero que ele esteja bem.

- Ele tem uma família muito simpática.

- Você esteve com eles? - ela perguntou, levantando-se.

- Estive, hoje cedo, logo depois que você saiu para procurá-lo. Consegui fazer com que o pai dele desistisse de tirá-lo do colégio.

O rosto dela se iluminou num sorriso.

- Que bom! Obrigada, pai!

- Por esse sorriso, o que eu não faria?

Amanda o abraçou forte.

- Só que ainda tenho medo que o Otávio volte a aparecer, filha.

- Isso quer dizer que eu tenho que me afastar do Marco, não é?

- Não sei o que te dizer, meu bem.

- Eu não vou conseguir... mas ao mesmo tempo, morro de medo que aconteça mais alguma coisa com ele. Primeiro foi o vidro, depois a briga no clube, hoje... a briga na escola.

- E ele torceu o braço.

- Torceu?!

- A coisa foi feia. O Otávio devia estar com tanta raiva que não mediu a própria força.

- Queria tanto que ele me deixasse em paz! Estou começando a sentir ódio de tudo isso que ele faz, mas... eu não vou conseguir deixar o Marco, papai. Ele me faz falta. E não é justo!

José a abraçou e acariciou seus cabelos, beijando sua testa.

- Que tal se a gente não pensasse mais nisso, hoje, hum? Vamos jantar fora, senhorita? Estou doido pra comer uma pizza, que tal?

Ela sorriu e concordou.

À noite, Marco passou na casa de Teo para saber como ele estava, depois de toda a confusão na escola. Quem veio atendê-lo à porta foi a mãe do rapaz, cujo ânimo não parecia estar dos melhores.

- Boa noite, dona Rosely. O Teo está?

- Se é pra convidar ele pra sair, desista, Marco. Hoje, ele não sai de casa. Você deve saber que ele foi suspenso.

- É, eu sei... mas eu queria dizer que ele não teve culpa...

Teo apareceu e interrompeu a conversa de propósito.

- Oi, cara! Estava preocupado contigo, amigão!

- Não adianta que não vai sair, falou dona Rosely taxativa.

- Eu sei! Eu sei, mãe! Só vou ficar com ele aqui no portão mesmo. Não esquenta.

Ela entrou e Teo puxou Marco pelo braço e foram sentar num banco junto ao muro de sua casa.

- Caramba, cara, você tem mais queda pra São Marco ou Santo Antônio, hein? Ficou pinel, querendo contar a estória toda pra minha mãe?

- Ela ficou muito zangada?

- Uma fera! Não bateu em mim, porque não me aguenta e só não bateu em você com o cabo de vassoura, porque eu não disse que você tinha sido o pivô da briga, senão...

- Sinto muito, cara...

- Ah, esquece, meu. Não gosto muito daquele colégio mesmo. Um dia a menos... - Teo pegou o braço enfaixado de Marco e fez uma careta - Poxa! O enfezadinho machucou seu braço mesmo, hein? Quebrou?

- Torceu. Não posso nem mexer os dedos direito, mas fica bom logo, se eu der a sorte de não encontrar com ele de novo.

- Como foi a conversa com o sogro?

- Sogro?

- O pai da Amanda “amada” Amanda.

Marco sorriu, balançando a cabeça.

- Sogro...

- Ele te expulsou do CPL?

- CPL? - Marco perguntou, rindo a valer.

- Colégio Paralelo Limitada, não é esse o nome? Mas há quem chame de outro jeito.

Marco ria mais ainda.

O DIA CERTO PRA COMER PIZZA...

PARTE I

BOA TARDE!

PAZ, BÊNÇÃOS E LUZ PARA TODOS

Velucy
Enviado por Velucy em 13/09/2018
Reeditado em 13/10/2018
Código do texto: T6447745
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