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AMANDA V - ESPERANÇA (1991) I - PARTE 2

                                II – ESPERANÇA (1991)

                                      Amanda sorriu e beijou o marido longamente.
- Não tive nada grave. Vou ter a mesma coisa todos os dias daqui em diante por pelo menos sete meses...
   Marco franziu a sobrancelha.
- Quê?
- Eu fui ao médico com a Rita hoje, agora. Estou voltando de lá. Eu desmaiei lá na agência, enquanto fazia umas fotos e ela me levou. Vim até aqui e deixei o bilhete pra você, avisando, pra não te preocupar. Deixei o jantar pronto e fui com ela.
- E...?
   Ela sorriu e acariciou os cabelos dele ainda sorrindo.
- E daí que... eu estou grávida.
   Marco ficou olhando para ela sem reação. Levou um tempo para ele processar aquela informação. Amanda riu.
- Eu queria ver essa reação sua. Nós vamos ter o nosso primeiro bebê, namorado. Vamos ter um filho.
  Ele a abraçou forte e demoradamente, mas não disse nada.
- Diz alguma coisa, namorado...
- Você está falando sério? - ele disse quase num sussurro.
- Estou... Nosso bebê tem quase dois meses... Queria ligar pra você de lá, quando soube, mas depois achei melhor estar perto de você pra sentir e ver essa reação.
   Marco afastou-se dela e segurou seu rosto entre as mãos. Só conseguiu rir, com as lágrimas escorrendo de seus olhos. Beijou várias vezes seu rosto.
- Está feliz? - ela perguntou.
- Estou tonto... Eu te amo tanto... Tanto!
- Eu sei, papai. Agora a gente vai ser três, ela falou, colocando as mãos sobre a barriga ainda esguia.
- Meu Deus do céu... Eu não acredito! - ele disse, olhando nos olhos dela e abaixando-se para ficar perto de sua barriga. – Eu vou ser pai?! Eu vou ser pai... Pai!
   Marco se ergueu e a abraçou, levantando-a no chão nesse abraço. Ergueu-a no colo e a levou até o sofá, colocou Amanda deitada nele e ajoelhou-se no tapete junto dela. Beijaram-se muito e ele perguntou:
- O que foi que você sentiu?
- Ah, aquelas coisas... Enjoo, um negócio estranho no estômago... Eu já estava meio desconfiada, meus seios andavam meio doloridos, mas não estava nem aí pra ir ao médico porque achei que podia ser... sei lá, nem sei o que achei. Acho que eu estava com medo de ser e eu morrer de felicidade.
   Ele riu.
- Mas não morreu.
- Não, mas chorei tanto no consultório...
   Os olhos dela se encheram de água e Marco a beijou.
- Eu te amo, sabia?
- Vou ter que parar de trabalhar...
- E daí? Para! Depois que ele nascer, você volta. Qual é o problema? Isso não é o fim do mundo.
- Estamos pagando duas faculdades, Marco.
- Ei, gata, você vai ter um filho meu e acha que eu não posso dar conta de nós três?
   Ela sorriu e o abraçou.
- Desculpe, bobeira minha.
   O telefone tocou e ele foi atender.
- Alô!
- Marco, é o José. Como vai?
- Tudo bem, professor. E aí?
- Tudo bem também. Eu queria saber da minha filha. A Rita falou que ela não passou bem hoje na agência, que foram ao médico... O que houve?
- A Rita não disse por quê? - Marco perguntou, sorrindo.
- Não, você sabe como é a Rita. Adora fazer mistérios quando a gente está curioso com alguma coisa que só ela sabe. Ela pediu pra eu ligar pra vocês...
- Espera um momento, o senhor vai falar com a Amanda.
   Marco tampou o bocal do telefone com a palma da mão e disse:
- A Rita não contou pra ele. Quer contar?
- Quero...
   Ela se sentou e apanhou o telefone.
- Pai?
- Oi, meu anjo. O que foi que houve, meu bem? O que é que você tem?
- Nada demais, pai. Só quero te avisar que você vai ser avô.
   Fez-se um silêncio significativo do outro lado da linha, depois a voz emocionada de José perguntou:
- Isso é sério, Amanda?
- Eu não brincaria com você com um assunto tão sério, papai. Eu estou grávida.
- Poxa...! Queria tanto te dar um beijo agora, meu amor...
- Vem pra cá.
- Não, eu sei que você é o Marco têm muito que conversar, hoje. Amanhã eu passo por aí. Estou muito feliz, filha. Eu te amo.
- Amo você também, gato. Você vai ser o avô mais charmoso de Santo Amaro e de São Paulo inteira!
   José riu.
- Deixa eu me acostumar com a ideia devagar, menina. Deixa eu falar com o seu marido. Tchau, meu amor. Um beijo.
- Outro. Tchau.
   Ela devolveu o telefone a Marco.


                                     ESPERANÇA (1991)
                                              PARTE II


                              DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS
             SEJAMOS, TODOS, LUZES NA ÁRVORE DE NATAL DO CRISTO!
                                UM NATAL DE PAZ A TODOS!

Velucy
Enviado por Velucy em 15/12/2018
Código do texto: T6527380
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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