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AMANDA V - ENJOO III - PARTE 1

                                       I – ENJOO

                     Quando acordou na manhã seguinte, Marco não encontrou Amanda na cama. Olhou o relógio de cabeceira e viu que eram sete e meia.  Ele nem tinha ouvido o rádio relógio despertar. Deitou-se de costas na cama e fechou os olhos novamente, esfregando o rosto.
- Amanda!
   Não ouviu resposta. Ele se levantou e foi procurar por ela. Foi encontrá-la na cozinha, sentada à mesa com uma xícara de chá diante dela.
- Que foi? - Marco perguntou, encostando-se ao batente da porta.
- Nada, ela respondeu, com cara de quem tinha tudo.
   Marco sorriu e foi sentar-se também à mesa, diante dela. Apanhou a xícara e tomou um pouco de seu conteúdo.
- Que é isso? Chá?
- É... Um chá que sua mãe me ensinou contra enjoo.
- Você está enjoada? - ele perguntou, sorrindo.
   Ela balançou a cabeça, confirmando, com uma careta. Marco apoiou a cabeça na mão.
- ‘Tadinha...
- Bobo... a culpa é sua... ela disse, deitando a cabeça sobre o braço esticado sobre a mesa.
   Marco acariciou seus cabelos e segurou sua mão.
- Isso não vai ser assim todo o tempo, vai?
- Não... Acho que não. Dona Laila disse que quando estava esperando você, só enjoou nos três primeiros meses; mas na gravidez da Mariana, foi todos os nove. Eu estou entrando no segundo e não aguento mais.
- Desde quando você sente isso que eu nem percebi?
- Há umas duas semanas...
- E você nem pra dizer, Mandy? Pô!
- Já disse pra você, não sabia que era isso. Pensei que fosse problema de estômago. Que eu tivesse comido alguma besteira... Não fica zangado comigo.
- Não estou zangado. Só que eu queria ter curtido isso desde o início. Queria desconfiar antes do médico. Se você tivesse dito pra mim que sentia enjoo de manhã, eu já teria sacado que era gravidez.
  Ela levantou a cabeça e sorriu.
- Ih! Já tem experiência é?
- Não, mas dá pra saber. É a coisa mais natural do mundo.
- Está me chamando de ingênua?
- Não...
   Ela se levantou e saiu da cozinha, zangada. Ele a seguiu.
- Amanda, não é nada disso...
- De vez em quando, você me faz sentir uma idiota, bobona que não entende de nada! Eu não tenho culpa de nunca ter engravidado antes.
- Eu não quis dizer isso...
- Eu devia ter sacado, afinal o corpo é meu, não é?
   Ela começou a chorar e foi deitar-se de novo na cama. Marco aproximou-se dela e sentou-se a seu lado tocando seu ombro, mas Amanda afastou-se dele, escondendo o rosto num travesseiro.
- Me deixa!
- O que deu em você, Amanda? Eu não quis dizer nada pra te magoar, amor. Se magoei, desculpa!
- Pedir desculpa é fácil. Para de me tratar feito criança! Eu já estou cheia disso! Sai daqui!
- Amanda...
- Sai daqui, Marco! – ela gritou.
   Ele resolveu não insistir. Saiu do quarto e depois viu que ela trancou a porta por dentro. Foi tomar seu banho e colocou apenas a cueca e uma regata que tinha deixado no banheiro no dia anterior, já que sua roupa estava no quarto. Fez o café e foi com uma xícara na mão para a sala. Ligou a televisão e esperou.
   Aquela atitude dela com certeza era devido as mudanças que estavam ocorrendo em seu corpo. Ele teria que ter paciência. Sua doce Amanda estava virando definitivamente uma mulher e mais particularmente... uma mãe.
   Minutos depois, ela voltou à sala, vestida para sair, e foi apanhar a bolsa sobre a estante.
- Aonde você vai? - ele perguntou.
- Andar...
- Andar onde? Amanda, deixa disso!
  Ela ia passar por ele, mas Marco a segurou.
- Por favor, Mandy... Você não vai sair sozinha...
- Eu preciso ficar sozinha. Me solta!
- A gente não podia conversar?
   Ela parou e o abraçou, chorando.
- Eu não sei o que deu em mim... Desculpa...
- Você está nervosa, é isso. Minha mãe também ficou chorona e irritada durante a gravidez da Mariana. Deve ser normal.
- Mas eu não tenho o direito de brigar com você.
- De repente tem. Você não ficou grávida sozinha, sabia?
   Ela olhou nos olhos dele e sorriu. Ele a beijou, enxugou seu rosto com os polegares e sugeriu:
- Quer ir andar no clube?
   Amanda concordou, balançando a cabeça.
- Tenho que fazer o café...
- Não tem não. Eu já fiz. Quando a gente voltar, a gente toma. Deixa só eu colocar uma roupa. A senhora me trancou pra fora do quarto, lembra?



                                                ENJOO
                                               PARTE I

                                DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS
         SEJAMOS, TODOS, LUZES NA ÁRVORE DE NATAL DO CRISTO!
                         UM NATAL DE SURPRESAS BOAS A TODOS!

Velucy
Enviado por Velucy em 16/12/2018
Código do texto: T6528148
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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