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AMANDA V - UMA BURCA SERIA LEGAL... IV - PARTE 1

                               I – UMA BURCA SERIA LEGAL...

                                   A notícia que se comentava, na manhã seguinte, na RR era sobre a gravidez de Amanda.
   Logo que chegou à agência, Marco foi recebido e cumprimentado por todo mundo, desde o porteiro até o pessoal do departamento de criação.
   Quando entrou no estúdio, viu Rita supervisionando a gravação de outro comercial. Ele beijou seu rosto e ela apenas tocou o dele, sem tirar os olhos das crianças que apresentavam a nova coleção de roupas de uma marca conhecida.
- Uma gracinha, não? – ela perguntou, sem olhar para ele.
- Hum, hum... ele respondeu sorrindo. – Falou com o pessoal da Lois?
- Falei.
- E aí?
- A conta é nossa.
- Sério? – ele perguntou a ela, surpreso.
- Mais do que sério. Pode ir colocando a cabecinha pra funcionar.
- Maravilha! A Amanda já sabe?
- Já.
- Onde ela está?
- Fazendo umas fotos no outro estúdio pros pôsteres promocionais da Levy’s.
- Vou até lá...
- Marco!
   Ele parou e olhou para ela.
- Deixa eu te avisar logo que ela está fotografando com o Roni.
- Com o Roni? Por quê? Não tinha ficado combinado que ela não ia fazer mais foto nem nada com ele?
- Os clientes exigiram. Gostaram do primeiro comercial e exigiram os dois.
- Poxa, mas aquele comercial tem mais de um ano! Ninguém mais se lembra.
- Eles se lembram. Não pude fazer nada.
    Marco encostou-se na parede e passou a mão pelos cabelos, impaciente.
- Droga! Droga, Rita!
- Fica calmo, meu amor. Ele vai se comportar.
- Aquele cara... Poxa, um comercial de jeans costuma ser cheio de sensualidade, cheio de traseiros e pernas se cruzando... Aquele cara vai se aproveitar da situação e... Rita, a Amanda está grávida agora, eu não vou deixar!
- Marco!
- Não vou!
- Você pode acabar tirando essa conta da gente de bobeira. Pensa bem. Logo, logo a Amanda não vai mais poder aparecer em foto nenhuma, nem em nenhum comercial, a não ser que eu arrume a conta de algum produto ou roupa para jovens adolescentes grávidas. Já pensou nisso? Deixa ela aproveitar enquanto pode. Não ligue pro Roni. A Amanda sabe se cuidar.
- Eu sei disso, mas eu ligo sim. Eu conheço a fera, Rita. Esse cara ainda é apaixonado por ela e, mesmo se não for mais, se tiver entendido que não tem nenhuma chance com ela, ele faz questão de me espicaçar, de me aborrecer. Ele não gosta de mim, tanto quanto eu gosto dele.
- Mas ele não tem faltado com o respeito com ela...
- Por que não trabalha mais com ela... e quando trabalha dá de tudo nas fotos  que o Kleber ou o Flávio fazem de tão empenhado que fica! Isso quando não dá uma de burro e fica errando sempre justamente pra refazer e ficar mais tempo junto dela.
- Ciuminho bobo seu, amor!
- Rita! - ele gemeu.
- Aja como um profissional, amoreco, a menos que você queira ficar no lugar dele.
- Isso é sujeira sua. Você sabe que eu não quero mais entrar nessa, Rita Rotemberg.
- Então aguente. Pela agência, amor.
   Ele acabou por ceder, vencido.
- Tudo bem... Tudo pela RR...  e pela Amanda...
   Rita bateu palmas e beijou seu rosto.
- Mas eu estou de mal de você pela minha vida inteira, chata!
   Ela riu e ele se afastou, indo para o estúdio ao lado. Fez de tudo para não ser visto e, por trás de uma cortina, viu que Roni e Amanda estavam diante de um cenário que dava a ideia de uma fazenda muito bonita, cheia de cavalos e vacas pastando e o rapaz segurava Amanda pela cintura e tinha o corpo muito junto do dela.
- Envolve a cintura dela, Roni, pediu Flávio, o fotógrafo.
   Roni obedeceu.
- Aí, aquele sorriso, os dois... Joia! Olha pra ele, Amanda. Séria. Isso!
   Marco saiu para não ver mais nada. Foi para sua sala e ficou lá se remoendo de ciúme.

   Minutos depois, Flávio terminava a sessão de fotos e Amanda relaxou, pois também não se sentia bem ao lado de Roni que sempre dava a impressão de estar agindo na realidade e não representando as ações que Flávio pedia.
- Você estava ótima! - Roni disse
- Obrigada. Você também estava, ela disse, com um sorriso amável, desabotoando o primeiro botão do jeans que apertava sua barriga e incomodava. – Ai, que alívio! Vou tirar essa roupa. Me dá licença, Roni?
- Claro, tchau.
   Ela afastou-se. Roni suspirou, pensando que ninguém tivesse percebido. Renato, o iluminador, aproximou-se e disse:
- Você não desiste, não?
   Roni olhou para ele e sorriu.
- Do que você está falando, cara?
- Ela é casada, rapaz, e muito bem casada. Essa carinha de menina não quer dizer nada. Mas você já sabe disso...
- Eu sei. Não estou fazendo nada...
- Não, é? Acho bom nem pensar em fazer. O Marco não vai gostar nada, nada.
- Eu estou pouco me lixando pro Marco. Quero que ele morra!
   Roni afastou-se, indo também para o vestiário tirar a roupa. Renato balançou a cabeça e sussurrou:
- Queria tanto que o Marco te pegasse, idiota...
   Amanda passou no estúdio ao lado e foi falar com Rita.
- Acabaram? – ela perguntou.
- Acho que sim. Posso ir? Eu tenho tanta coisa pra fazer em casa...
- Claro que pode, anjinho. Mas antes vá falar com seu maridinho. Ele quase me mata agora e disse que está de mal de mim pela vida toda...
- Por quê?
- As fotos com o Roni...
- Ah, meu Deus! Ele foi até lá, Rita? Eu não o vi.
- Foi sim.
- Vou até a sala dele...
   Amanda correu até a sala de Marco e o encontrou em pé junto da mesa, ao telefone. Ela entrou e aproximou-se devagar, indo beijá-lo no rosto. Ele segurou sua mão e continuou a conversa.


                                     UMA BURCA SERIA LEGAL...
                                                    PARTE I

                                    DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS
                SEJAMOS, TODOS, LUZES NA ÁRVORE DE NATAL DO CRISTO!
                              UM NATAL REPLETO DE RESPEITO A TODOS!
Velucy
Enviado por Velucy em 17/12/2018
Reeditado em 22/01/2019
Código do texto: T6528945
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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