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UM AMOR DAS ESTRELAS

                                          CAPITULO 1
Ainda hoje no Brasil a Ufologia é considerada por grande parte da população, e por alguns pseudos cientistas e intelectuais uma crença de lunáticos.
Quando um individuo fala que teve algum envolvimento em um caso ufológico é colocado logo em duvida, muitas vezes é acusado de insano, mentiroso, farsante, ou que esta buscando notoriedade.
O que as pessoas desconhecem é que nos países mais desenvolvidos do mundo, em suas principais universidades são realizadas pesquisas e estudos ufológicos por cientistas consagrados de renome internacional.
É muito triste ver no nosso país a imensa ignorância e preconceito sobre o fenômeno, apesar de recentemente as pessoas começarem a despertar sobre a importância do tema graças a internet.
Depois de muitos anos resolvi falar sobre um acontecimento que eu vivi em 1968 aos  21 anos de idade. Não comentei essa passagem da minha vida nem com meu melhor amigo, primeiro por receio de ser mal compreendido ou quem sabe até ridicularizado, e segundo por ter sido uma experiência intima pessoal complicada para ser entendida por terceiros.
Hoje sou um homem experiente e totalmente independente me sentindo acima do bem e do mal.
Qualquer conclusão ou julgamento que as pessoas venham a fazer a meu repeito em função do fato que aqui relatarei, não afetará em nada a minha vida.

                                           CAPITULO 2
Aos 21 anos eu era um jovem atlético, praticava esporte quase que diariamente, não fumava ou bebia, e já naquela época procurava me alimentar de forma saudável.
A minha família possuía uma chácara nos arredores de São Paulo, na época um lugar distante do grande centro considerado quase outro município em função do difícil acesso.
Essa chácara era oriunda de uma fazenda que meu bisavô materno possuía na região, em determinado momento ele desmembrou a terra, uma grande parte foi vendida, e outra reservou para deixar de herança aos filhos, dividiu a área em chácaras de dois alqueires e doou a cada um deles.
No espaço de terra que coube a minha avó, na época recém-casada, ela construiu uma casa muito grande com vários quartos e uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida sua santa de devoção.
Minha mãe começou a frequentar a chácara desde o seu nascimento, e quando eu nasci contam que foi o meu primeiro passeio fora da minha casa na cidade.
A capela foi construída no topo de uma colina que ficava em frente a casa grande. Havia necessidade de subir um trecho de mais ou menos 200 metros, e la do alto uma vista panorâmica de toda a região.
A casa de Nossa Senhora era linda, pequena com capacidade para mais ou menos 40 pessoas sentadas. Nas laterais três janelas altas de cada lado fechadas com vitrais de várias cores, conforme os raios sol batiam durante o dia, independente do lado, a imagem da santa no altar ficava toda colorida.
Em dias de missa minha avó chamava o pároco da vila mais próxima para reza-la, normalmente esse evento se dava uma vez por mês e sempre aos domingos.
O padre depois da missa almoçava com nossa família, o que era para todos, inclusive para as crianças, um dia muito especial com presença tão ilustre em nossa mesa.

                                            CAPITULO 3
Atrás da capela existia uma floresta nativa de mata fechada, caminhando por uma picada de uns 150 metros chegava-se a uma clareira do tamanho de meio campo de futebol com uma pedra bem ao centro, colocada ali pela própria natureza.
Infinitas vezes desde criança, eu ia até a clareira e deitava sobre a pedra, não tinha muita altura e era fácil de subir, no seu topo era plana com o formato de uma cama.
Ficava ali deitado por longo tempo contemplando as nuvens viajando pelo azul do céu, muitas vezes elas levavam minha imaginação no seu bojo para terras distantes, onde eu vivia em êxtase aventuras fantásticas.
No dia do fato um sábado ensolarado, acordei mais ou menos oito e meia da manhã, a caseira que comandava a casa, apesar da existência do fogão a gás e do elétrico, fazia o café no fogão a lenha por ficar mais saboroso.
Tomei rapidamente na cozinha e sai para rezar na capela deixando para trás o delicioso perfume de café fresco misturado ao de lenha queimada. Cheiro que eu adorava e conhecia muito bem, característico da casa da minha avó.
Após a reza me sentei na frente da porta de entrada da capela onde havia alguns bancos de madeira, e fiquei ali contemplando a linda paisagem lá do alto da colina que se descortinava no horizonte naquele dia claro e sem nevoa.
Resolvi depois de algum tempo ir até a pedra da clareira meditar como de costume.
Atravessei a trilha no meio do mato e caminhei até a pedra, subi sobre ela sentei-me e fiquei observando a mata por todos os lados para ver se aparecia  algum animal silvestre, naquele tempo era comum por ali desfilar veados, lebres, jaguatiricas, tatus etc.
De repente a minha visão periférica do lado esquerdo me chamou atenção, algo se aproximava, pensei primeiro ser um animal, virei a cabeça instantaneamente e vi uma estranha criatura caminhando em minha direção.
Mudei a posição do meu corpo rapidamente sobre a pedra para vê-la melhor de frente, e o primeiro pensamento que me veio a cabeça era da onde ela havia surgido, não tive naquele momento a percepção que ela saíra da mata.

                                           CAPITULO 4
Trajava uma túnica branca até os pés, seus cabelos eram loiros até o ombro, e sob a túnica deu para observar sua silhueta, transparecia um corpo feminino perfeito e muito elegante nos movimentos ao caminhar.
Quanto mais se aproximava passei a observar melhor o seu rosto, era um tanto triangular, incomum para uma mulher, seus olhos eram oblíquos e grandes além do normal, mesmo se comparados com a feição de uma mulher oriental, esse exagero não a tornava feia, pelo contrario o conjunto da sua feição era muito bonito.
Ela foi se aproximando e eu sentado sobre a pedra permaneci estático com olhar fixo em seus movimentos, sem ação, não conseguia chegar a uma conclusão o que era aquela mulher e o que fazia naquele local.
Quando chegou próximo observei melhor sua beleza, sua pele tinha uma tonalidade morena clara, seus olhos diferentes como relatei, eram lindos da cor cinza que combinava com a cor da sua pele e do seu cabelo loiro liso formado por fios mais grossos que o normal.
Ali sentado observava atônito, estava vendo um ser na minha frente com aparência humana, mas com características diferentes que eu notava claramente.
Próxima, ela me olhou com um olhar profundo, a minha percepção naquele momento foi de uma pessoa sabia e poderosa eu senti seu imenso poder interior, foi tão arrebatador que cheguei a estremecer. Naquele instante sob o efeito do seu olhar, passei a viver uma sensação de bem estar, de paz e harmonia entre eu e tudo que me cercava.
Sem mexer a boca e por telepatia perguntou se poderia subir na pedra e sentar-se ao meu lado, tomei um susto com ela me olhando e a  mensagem fluindo na  minha mente, mas entendi com toda clareza.
Sem palavras estendi minha mão e ajudei ela subir na pedra, quando próxima observei que era só um pouco mais baixa do que eu. Exalava um perfume suave, delicioso, inebriante como jamais senti igual  em toda minha vida.
Fez um gesto gentil para que sentássemos.
Ficamos por algum tempo sentados um olhando nos olhos do outro, ela tinha um olhar penetrante e nele transmitia uma energia tão poderosa e uma sensação tão prazerosa que estranhamente eu comecei a me sentir apaixonado, ela transmitia a certeza que eu estava sendo amado naquele momento em toda a plenitude.

                                           CAPITULO 5
Telepaticamente ela transmitiu para eu me manter calmo por que ela vinha em missão de paz e amor, e que estava ali porque eu e ela tínhamos uma missão a cumprir, e sem mais ficou em pé e começou a se despir retirando a túnica com toda calma e sem nenhum constrangimento deixando aos poucos eu vislumbrar seu corpo perfeito.
As pernas bem torneadas, seios lindos e proporcionais ao seu corpo, apesar de estar totalmente confuso com todo aquele imprevisto pude observar detalhes como seu sexo cobertos por pelos da mesma cor dos cabelos.
Desorientado com a situação instintivamente levantei e comecei a tirar minha camiseta e bermuda. Ficamos os dois nus quando ela se aproximou e nossos corpos se tocaram.
Foi eletrizante, nunca senti sensação igual, sua pela macia roçava a minha delicadamente, exalava do seu corpo um cheiro afrodisíaco que me deixava em um estado de excitação nunca antes vivido.
Eu deitei na pedra e ela se colocou sobre o meu corpo, sentindo o calor que emanava um do outro fizemos amor de forma alucinante, e por incrível que pareça perdi a conta de quantas vezes chegamos ao ápice durante a relação.
Percebia que ela também sentia prazer pelo tremor do seu corpo, mas não deixava transparecer em voz, gemidos ou expressava na face qualquer reação.
Foi um prazer tão intenso e por tanto tempo como nunca senti com uma mulher.
O tempo todo ela ficou sobre o meu corpo, enquanto eu permanecia deitado estendido na pedra.

                                           CAPITULO 6
Em determinado momento da relação ela percebeu meu cansaço e se levantou, vestiu a túnica, e eu também me levantei e vesti minha bermuda, olhou mais uma vez profundamente nos meus olhos e disse mentalmente:
- Agora nossas espécies estarão unidas em uma futura vida, essa era a nossa missão.
Confesso que estava completamente prostrado, não conseguia formar um raciocínio lógico na minha mente para articular as perguntas que eu queria fazer e eram muitas, a que consegui pensar naquele momento foi perguntar em voz se iriamos nos encontrar novamente.
Ela mais uma vez respondeu mentalmente que não, que nossa missão havia terminado.
Apesar na época ter muito pouco conhecimento sobre ufologia naquele momento eu tinha absoluta certeza que ela era oriunda de outro planeta, e perguntei por voz a onde ficava a sua casa.
Ela  respondeu novamente por telepatia que ficava na mesma galáxia que a nossa, mas seu planeta ainda não havia sido descoberto pela nossa ciência.
Eu perguntei se pelos menos poderia saber o seu nome.
Ela disse que sim, chamava-se Túria.
Apesar dela não me perguntar eu disse o meu, e ela respondeu delicadamente que sabia.
Algo muito estranho se deu naquele fim de semana, eu resolvi viajar sozinho para chácara o que nunca havia acontecido, era sempre na companhia de parentes ou amigos. Naquele fim de semana senti uma necessidade incontrolável de ir para a  chácara, convidei varias pessoas e todas tinham outros compromissos e não  puderam me acompanhar.
Depois que adquiri mais conhecimento sobre ufologia cheguei a conclusão que estava sendo controlado por eles, todas as coincidências, e o fato dela saber o meu nome provava que eu estava sendo monitorando há muito tempo, deveriam saber tudo ao meu respeito para ser o escolhido.
Ela desceu da pedra sem pedir minha ajuda, e eu desci logo atrás.
Ficamos novamente frente a frente, seu olhar permaneceu por um tempo nos meus olhos me enchendo de energia e amor, o perfume delicioso inicial voltou a ser exalado pelo seu corpo.
Ela levantou o braço direito e com a mão espalmada fez um gesto de saudação e despedida.
Começou a caminhar de volta pelo mesmo trajeto que veio, eu queria muito abraça-la, beija-la e pedir para nos encontrar outra vez, mas veio um bloqueio, fiquei sem inciativa e passei a sentir um grande vazio.
A certa distancia olhou para mim uma ultima vez e começou a subir por uma escada invisível, seu corpo conforme subia os degraus que eu não via, ia desaparecendo até sumir totalmente na minha frente.
Não ouvi nenhum ruído de motor, zumbido, deslocação abrupta do ar, nada, simplesmente seu corpo foi se tornando invisível conforme subia aqueles degraus invisíveis, sendo seus pés a ultima visão que tive, foi quando me dei conta que ela estava descalça, não me lembro de antes ver seu calçado, provavelmente tenha ficado sem o tempo todo.

                                          CAPITULO 7
Nesse momento abateu sobre mim uma tristeza incontrolável, um sentimento de perda e solidão profunda, não resisti a emoção e comecei a chorar, meu único desejo naquele instante era  partir com ela.
Após algum tempo e com muito esforço me controlei, voltei ao meu mundo, e por um bom tempo fiquei confuso com dificuldade de entender o que havia se passado.
Em pé ao lado da pedra, olhei para o céu e observei o sol, deveria ser umas 16 horas. Foi então que lembrei ter chegado até ali  mais ou menos às 10 horas da manhã, tinha a sensação que o encontro não havia durado mais que meia hora, na realidade aconteceu um lapso significativo no tempo, o período que ficamos juntos  foi muito maior.
Voltei para casa, a caseira estava preocupada com meu desaparecimento, afinal eu tinha saído a pé e deixado o carro na garagem o que fez a pobre mulher ficar ainda mais nervosa com minha demora.
Quando entrei em casa ela olhou para mim e disse que eu não estava bem, ela queria saber o que tinha acontecido, ela achava minha aparência péssima, eu não conseguia esconder meu transtorno mesmo por que ela me conhecia desde o meu nascimento.
Com muito esforço demonstrando naturalidade eu disse que resolvi caminhar até o povoado era distante e acabei perdendo a hora, perguntou se eu havia almoçado porque tinha feito o almoço, me encontrava tão mal em total estado de choque que não sentia nenhuma fome, disse que sim tinha almoçado e que estava muito cansado iria tomar um banho e me deitar.
Entrei no banheiro, tirei a roupa e encostei-me à parede de vidro do box e assim fiquei por muito tempo, e agora com muita calma procurei repassar na minha mente tudo o que havia acontecido.
Sabia que não foi um sonho, uma ilusão ou um espasmo de loucura, eu tinha certeza absoluta que cada segundo ao lado dela tinha sido real. Eu tinha ali a prova física, nu naquele banheiro ainda podia sentir o cheiro do corpo dela no meu.

                                          CAPITULO 8
Após uma experiência com essa magnitude o individuo não sai  impune, principalmente um jovem inexperiente como eu era na época.
A partir daquele dia a minha vida passou a não me interessar mais, tudo que eu fazia ou acontecia se tornava um tédio.
Não somos preparados para viver relacionamentos com seres das estrelas.
Após viver um momento tão intenso, inimaginável como aquele nada mais faz sentido.
Não queria falar com ninguém a respeito, eu precisava de ajuda, mas seu pedisse e colocassem em duvida minha história eu me sentiria mais arrasado, e ainda correria o risco de ser chamado de louco ou mentiroso, achei melhor me calar.
Esse é o pior dilema das pessoas que vivem a mesma experiência, medo de comentar o fato, que por si é chocante, e se torna mais insuportável quando passa a ser chamada de mentirosa e ainda é ridicularizada.
Com muita força de vontade eu passei a dedicar grande parte do meu tempo no estudo e pesquisa sobre ufologia, buscando o máximo de  conhecimento possível, encontrando na ufologia casuística situações vividas por outros iguais a minha, foi a forma que eu encontrei para entender o que havia se passado, e superar a angustia, a solidão e o desencanto pela vida nesse planeta.
O drama começa a partir do momento que você passa a entender que existe muito mais além das nuvens.
Compreendo o desiquilíbrio mental das pessoas que vivenciam a experiências de contato ou abduções, eu sei o quanto é difícil lutar contra a mudança na sua identidade como individuo quando todos os seus conceitos de vida são derrubados por terra.
Hoje a ufologia evoluiu, existem psiquiatras, psicólogos além da utilização da hipnose para regressão. Pessoas que se especializam no fenômeno e estão a disposição dos contatados que vivenciaram esse trauma, na época eu não tinha a quem recorrer.
Com o passar dos anos fui vencendo as dificuldades sozinho, até superar por completo, sem nunca esquecer aquele ser maravilhoso que Deus me deu um dia o privilegio único de conhecer.
Se do nosso relacionamento nasceu um ser hibrido, no tempo terrestre seria agora um jovem,  quem sabe ele se tornou um piloto de nave interplanetária e esta por ai cruzando o universo, e antes que eu morra ainda venha me vistar.
Às vezes nos meus devaneios o imagino viajando pelo universo levando consigo um pouco de mim.
Depois de tanto tempo o que restou daquele encontro foi o aprendizado sobre o que é o amor universal. Ser amado e amar de uma forma completa, intensa de um absoluto total.
Eu não tenho duvida nenhuma que o amor incondicional é a lei e a linguagem entre de todos os seres do universo.
Na minha memória olfativa ainda hoje sinto o perfume da Túria, o que para mim passou a ser o cheiro do verdadeiro do amor.
Infelizmente naquele dia não perguntei se existia um Deus para ela, se não existir, peço ao meu Deus que abençoe onde se encontrarem no universo, ela, meu filho, ou quem sabe uma filha, linda e magnifica como a mãe.
Duda Menfer
Enviado por Duda Menfer em 19/12/2018
Reeditado em 14/06/2019
Código do texto: T6530626
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Sobre o autor
Duda Menfer
Sorocaba - São Paulo - Brasil
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Duda Menfer