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AMANDA VII - REVELAÇÃO XVII - PARTE 1

                                         I – REVELAÇÃO

                                 Quando Marco chegou à sala, todos os adultos estavam acomodados de alguma forma ali, esperando por ele, preocupados. Laila estava sentada ao lado de Antônio que olhou para o filho, aflito. Teo estava de pé atrás de Cleo, sentada numa poltrona e Rita ao lado de José que foi o primeiro a se manifestar:
- E a minha filha, Marco?
- Está tudo bem, professor. Ela vai ficar no quarto descansando. O que eu tenho pra dizer, ela já sabe. Foi a primeira pessoa da família que soube
- O que está acontecendo, filho? - Laila perguntou, já com lágrimas nos olhos. – Que foi isso que a Mariana falou pro seu pai? O que você tem?
- Eu vou ser bem sucinto. Essa história já foi muito discutida e eu não quero mais esticar esse assunto.
- Sobre o quê, Marco? - Rita perguntou, também emocionada.
- Eu... fiz uns exames a um tempo atrás, na clínica do doutor Guilherme, meu médico, porque eu estava sentindo umas... dores de cabeça fortes... e depois de um Raio X, ele descobriu que eu tenho... uma coisa na cabeça que não pode ser operada... e que pode não me fazer nada pela minha vida inteira ou... me matar a qualquer momento.
   Burburinho geral. Laila segurou a mão do marido com força. Cleo olhou para Teo que colocou as mãos sobre seus ombros, como lhe pedindo calma.
- Que coisa é essa, filho? – Laila perguntou. – É o que eu estou pensando?
- É, mais ou menos, mãe... Eu tenho um aneurisma no centro da minha cabeça...
   Dessa vez houve silêncio pela sala inteira. Outra vez, José o quebrou:
- Mas isso deve ter um tratamento... não? Eu sei que tem...
- Tem e eu já comecei a fazê-lo, só que eu não queria que ninguém pensasse nisso como uma coisa ruim, porque pra mim não é ruim...
- Como, não é? - Antônio perguntou.
- Pai, se eu tiver que sair disso, eu vou sair; se não...
- Pelo que a Mariana falou, você não ia dizer nada pra ninguém, disse Antônio.
- Não...
- Por quê, filho? - Laila perguntou.
- Pra não ver a cara de vocês olhando pra mim assim.
- Mas você vai precisar de ajuda, Marco, falou Rita.
- Não, não vou. Eu não quero que ninguém pare de viver por minha causa, porque eu não vou parar. Não por isso.
- Mas a Amanda vai, falou José, levantando-se nervoso. – Se acontece alguma coisa com você, minha filha está grávida e... vai ficar sozinha pra cuidar de três filhos. Você não pensou nisso?
   Marco parou e ficou uns segundos em silêncio olhando para o sogro.
- Eu penso, ele disse, sentindo a garganta arder... Penso muito, todos os dias... mas eu fiquei sabendo que ela estava grávida, depois que descobri o problema. Ninguém imaginava que isso fosse acontecer. Mas como eu sempre acreditei que as coisas não acontecem por acaso, acho que meu filho está vindo por algum motivo.
- E vai ficar tudo bem, com ele e comigo... falou Amanda, entrando na sala.
   Aproximou-se de Marco e segurou sua mão.
- A gente vai passar por isso... juntos com sempre, como em tudo que a gente fez até agora. O Marco vai fazer o tratamento e tudo vai acabar bem. Eu tenho fé nisso. E se alguém quer me ajudar, ajude acreditando nisso também.
- Você está bem, filha? - José perguntou.
- Estou, pai... e não quero mais falar sobre isso, pelo menos não por hoje.
- Vocês podem contar com a gente quando precisar, pra o que precisar, disse Teo. - E, Marco, o superintendente do banco quer falar com você, amanhã, na agência. Eu conversei com ele e acho que tudo bem com aquele comercial. Vai ser do jeito que vocês bolaram. Com a Cristina mesmo.
- Obrigado, Teo, eu vou esperar por ele.
- Eu vou ver meus filhos, Amanda falou, beijando Marco.
- Eu também vou ver o Arthur, disse Cleo, indo com ela para fora da casa.

  Laila levantou-se e se aproximou do filho, colocando a mão em seu rosto e abraçando-se a ele.
- Sem lágrimas, dona Laila. Faz isso pra mim?
   Ela não disse nada. Marco a abraçou. Rita aproximou-se dele também.
- Você sabe que pode contar comigo também, não sabe?
- Nunca tive dúvida. E eu quero emprestados o Kleber e a Janice. Agora, eu vou tirar férias pra valer.
- Eu vou pedir aos dois que vão até a AR&MAR, amanhã, falar com vocês. Vai ser um prazer.
   Marco olhou para o pai e pediu:
- Nada de pânico, seo Antônio, eu estou bem.
   Amanda entrou novamente na sala com a filha no colo e avisou:
- Marco, a Letícia está com febre.
   Ele olhou para as duas e se aproximou, colocando a mão na testa da menina.
- Está mesmo. Vamos pra casa.
- Não! - disse Laila. – Vocês não precisam ir embora, filho. Eu tenho antitérmico aqui. É só levá-la pro quarto da Mariana. Ela vai ficar bem. Fiquem. A gente... A gente precisa conversar mais, Marco.
   Ele concordou e pegou a filha no colo.


                                         REVELAÇÃO
                                            PARTE I

                      Esperança e Fé nesse Ano que se inicia!
              Vamos fazer o que é certo e bom pra nós e para o próximo.

                     OBRIGADA, MEU DEUS, POR TUDO SEMPRE!

Velucy
Enviado por Velucy em 15/01/2019
Reeditado em 27/01/2019
Código do texto: T6551417
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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